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Significado dos símbolos e simbologia – parte 2

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Significado dos símbolos e simbologia – parte 3

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Significado dos símbolos e simbologia – parte 4

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Significado dos símbolos e simbologia — parte 5

A partir de 1881, na França, poetas, pintores, dramaturgos e escritores em geral, influenciados pelo misticismo advindo do grande intercâmbio com as artes, pensamento e religiões orientais, procuram refletir nas suas produções a atmosfera presente nas viagens a que se dedicavam. Marcadamente individualista e místico, foi, com desdém, apelidado “decadentismo” — clara alusão à decadência dos valores estéticos então vigentes e a uma certa afetação que neles deixava a sua marca. Em 1886, um manifesto trazia uma denominação que viria marcar definitivamente os adeptos desta corrente: simbolismo.

A cultura egípcia é repleta de símbolos que muitas vezes são utilizados até os dias atuais. Essas figuras podem ser usadas como amuletos de proteção, sendo que na sua maioria estão relacionadas com os deuses, a espiritualidade, a vida, a fecundidade, os sentimentos, a natureza, a política, o poder, entre outros.

Cruz de Ansata

Ankh_SVG_blu-156x300 Significado dos símbolos e simbologia – parte 5A Chave da Vida, Cruz da Vida ou Ankh, a qual tem a aparência de uma cruz oval, simboliza, para os egípcios, a eternidade, a proteção, o conhecimento, a fertilidade e a iluminação. Ela está associada a Ísis (deusa da fertilidade e maternidade) e ao tyet. Importante destacar que esse amuleto foi muito utilizado pelos faraós para trazer-lhes proteção, saúde e felicidade. O ankh ou chave da vida é um antigo símbolo hieroglífico egípcio usado na arte e na escrita egípcias para representar a palavra “vida” e, por extensão, como um símbolo da própria vida. O ankh tem uma forma de cruz, mas com um laço em forma de lágrima no lugar de uma barra superior vertical. As origens do símbolo não são conhecidas, embora muitas hipóteses tenham sido propostas. O ankh era um dos motivos decorativos mais comuns no antigo Egito e também era usado decorativamente pelas culturas vizinhas. Os cristãos coptas adaptaram a cruz ansata, numa forma com um laço circular em vez de oval, e se tornaram uma variante da cruz cristã. O ankh entrou em uso generalizado na cultura ocidental na década de 1960, e é frequentemente usado como um símbolo da identidade cultural egípcia, dos sistemas de reflexão neopagões e da subcultura gótica.

Olho de Hórus

Eye_of_Horus_bw.svg_-300x231 Significado dos símbolos e simbologia – parte 5No Egito Antigo, o Olho de Hórus simboliza a clarividência, o sacrifício, o poder, a força e a proteção espiritual. O mito conta que Hórus perdeu um dos olhos ao lutar numa batalha contra o seu tio Seth, para vingar a morte do seu pai Osíris. É dito que o olho também representa a vitória do bem contra o mal. Na Maçonaria, está associada ao “Olho que Tudo Vê”. O Olho esquerdo representa a informação abstrata, controlada pelo lado direito do cérebro, é representado pela lua, e simboliza um lado feminino, com sentimentos, intuição, e a capacidade de enxergar um lado espiritual. O olho direito de Hórus representa a informação concreta, controlada pelo lado esquerdo do cérebro. Esse lado é responsável pelo entendimento de letras e números, e é mais voltado ao universo de um modo masculino. Uma teoria (ainda hoje propagada na ‘internet’) afirma que os egípcios também utilizaram o Olho de Hórus como parte do seu sistema numérico, em pequenos fragmentos. As partes do olho representavam frações, cada parte com o seu valor. O Olho esquerdo representa a informação abstrata, controlada pelo lado direito do cérebro, é representado pela lua, e simboliza um lado feminino, com sentimentos, intuição, e a capacidade de enxergar um lado espiritual. O olho direito de Hórus representa a informação concreta, controlada pelo lado esquerdo do cérebro. Esse lado é responsável pelo entendimento de letras e números, e é mais voltado ao universo de um modo masculino. Uma teoria (ainda hoje propagada na ‘internet’) afirma que os egípcios também utilizaram o Olho de Hórus como parte do seu sistema numérico, em pequenos fragmentos. As partes do olho representavam frações, cada parte com o seu valor. Algumas religiões fundamentalistas descrevem o Olho de Hórus como um símbolo maligno e satânico, acusando associações fraternais como a franco-maçonaria e os Illuminati de serem utilizadores deste símbolo. Outros, mais académicos ou místicos, relacionam-se com o símbolo ao do Olho Onividente, famoso por aparecer nas notas de um dólar americano. Comumente interpretado via simbolismo maçónico, afirma-se que o Olho Onividente representa a onisciência e onispresença da Divindade conforme concebido por cada iniciado. Em várias religiões e seitas de cunho gnóstico, mágico, feiticeiral e esotérico, é tido como um amuleto de proteção contra os homens.

Símbolos da Alquimia

Dentre os símbolos da alquimia, o ouro é, sem dúvida, o mais importante. Isso porque o objetivo dessa arte antiga, que remonta à Europa Medieval, é transformar metal comum em ouro. É essa transformação a “Grande Obra” da alquimia, um processo que faz analogia à purificação espiritual. Ela representa a evolução do mundo material para o mundo espiritual.

Ouro

Os alquimistas esforçam-se para que todos os metais se transformem em ouro, tal como que todos os humanos sejam puros e alcancem o esclarecimento. O ouro, sendo o mais perfeito dos metais, simboliza perfeição. Enquanto isso, o metal comum representa o nível mais baixo a partir do qual tem início o processo de purificação. Na China, o ouro era a essência dos céus e, por isso, representava o ‘“yang”. Os quatro elementos são representados por triângulos equiláteros, dois deles com a ponta para cima e dois deles com a ponta para baixo.

  • Terra – associado ao cobre, representa a criação. O leão, outro símbolo presente na alquimia, também representa este, que é o primeiro elemento.
  • Água – associado ao estanho, o segundo elemento representa a purificação. O peixe, outro símbolo presente na alquimia, também representa a água.
  • Ar – associado ao ferro, o terceiro elemento representa o sopro da vida. A águia, outro símbolo presente na alquimia, também representa esse elemento.
  • Fogo – associado ao chumbo, o quarto elemento representa a transformação final. O dragão, outro símbolo presente na alquimia, também o representa.

O Sol representa o ouro. O ponto no centro do círculo simboliza a conclusão da Grande Obra. A Lua representa a prata e a “Obra Menor”. Inicialmente os alquimistas utilizam símbolos astrológicos, tais como o Sol e a Lua, bem como símbolos celestiais, como os anjos. Todavia, com medo da perseguição, os alquimistas criaram os seus próprios símbolos.

pedra-filosofal-2_xl Significado dos símbolos e simbologia – parte 5A pedra filosofal era essencial para o processo de transformação do metal em ouro. Ela, uma substância lendária, significa pureza e imortalidade. Seu símbolo é composto pelo triângulo, que representa o sal, o enxofre e o mercúrio, bem como o quadrado, que representa os quatro elementos. O círculo, por sua vez, representa o conceito de unidade. Ao mesmo tempo, ouroboros carrega o mesmo significado. Isso porque ela era essencial para obter ouro a partir de qualquer metal; lembrando que para os alquimistas a transmutação do ouro, seu principal objetivo, simbolizava a busca da espiritualidade. Era o mesmo que evoluir para um estado superior, de um metal qualquer para o ouro, o metal perfeito. Além disso, a pedra filosofal (Lapis Philosophorum, em latim) servia a outro desejo dos alquimistas: obter o elixir da vida, substância capaz de prolongar a vida de quem o bebesse. A pedra filosofal não é uma pedra física, mas sim uma substância lendária que os alquimistas tentavam reproduzir em laboratório. Assim, ela é representada por um símbolo complexo, composto por figuras geométricas, que apresentam cada qual um significado. A fénix representa o produto final da transformação do metal comum em ouro. 

Fénix

Phoenix-229x300 Significado dos símbolos e simbologia – parte 5
Ilustração da Crónica de Nuremberg, de Hartmann Schedel (1440-1514)

Ave lendária, para os egípcios, a Fénix era considerada o pássaro da ressurreição, símbolo da vida e da renovação, uma vez que essa criatura mítica renasce das suas cinzas. Dessa maneira, ela está associada ao Ciclo do Sol, representando o símbolo das revoluções solares e, por isso, é uma referência à cidade de Heliópolis (cidade do Sol). A crença na ave emprestada que renasce das próprias cinzas existe em vários povos da Antiguidade como gregos, egípcios e chineses. Em todas as mitologias o significado é preservado: a perpetuação, a ressurreição, a esperança que nunca têm fim. Para os gregos, uma fénix por vezes esteve ligada ao deus Hermes e é representada em muitos templos antigos. Há um paralelo da fénix com o Sol, que morre diariamente no horizonte para renascer no dia seguinte, tornando-se o eterno símbolo da morte e do renascimento da natureza. Os egípcios tinham por Bennu e estavam relacionados à estrela Sótis, ou estrela de cinco pontas, estrela flamejante, pintada ao seu lado. Na China antiga a fénix foi representada como uma ave maravilhosa e transformada em símbolo da felicidade, da virtude, da força, da liberdade, e da inteligência. Na sua plumagem, brilham como cinco núcleos sagrados. Púrpura, azul, vermelha, branca e dourada. No início da era Cristã esta ave fabulosa foi símbolo do renascimento e da ressurreição. Neste sentido, ela simboliza o Cristo ou o Iniciado, recebendo uma segunda vida, em troca daquela que sacrificou. O filósofo genebrino, iluminista, é um confesso opositor da mitologia grega; julgar-a corruptora, especialmente se ensinada às crianças e jovens. O mito da fénix, por exemplo, ensina o desejo de imortalidade, em oposição à afirmação da finitude natural da vida humana individual. Existe outro pássaro sagrado, também, cujo nome é fénix. Eu mesmo nunca o vi, apenas figuras dele. O pássaro relatado vem ao Egito, uma vez a cada cinco séculos, como diz o povo de Heliópolis. É aqui que a fénix vem quando o seu pai morre. Se o retrato mostra verdadeiramente o seu tamanho e aparência, a sua plumagem é em parte dourada e em parte vermelha. É parecido com uma águia na sua forma e tamanho. O que dizem que este pássaro consegue fazer é incrível para mim. Voa da Arábia para o templo de Hélio (o Sol), dizem, ele encerra o seu pai num ovo de mirra e enterra-o no templo de Hélio. Isto é como dizem: primeiramente molda um ovo de mirra tão pesado quanto pode carregar, então abre cavidades no ovo e coloca os restos do seu pai nele, selando o ovo. E dizem, ele encerra o ovo no templo do Sol no Egito. Isto é o que se diz que este pássaro faz.” — Heródoto,

E a fénix, ele disse, é o pássaro que visita o Egito a cada cinco séculos, mas no resto do tempo ela voa até a Índia; e lá podem ser vistos os raios de luz solar que brilham como ouro, em tamanho e aparência assemelha-se a uma águia; e senta-se num ninho; feito por ele nas primaveras do Nilo. A história do Aegyptos sobre ele é testemunhada pelos indianos também, mas os últimos acrescentam um toque a história, que a fénix enquanto é consumido pelo fogo no seu ninho canções de funeral para si”. Apolónio de Tiana,

Estas criaturas (outras raças de pássaros) todas descendem dos seus primeiros, de outros do seu tipo. Mas um sozinho, um pássaro, renova e renasce dele mesmo — a Fénix da Assíria, que se alimenta não de sementes ou folhas verdes, mas de óleos de Bálsamo e gotas de olíbano. Este pássaro, quando os cinco longos séculos de vida já se passaram, cria um ninho em uma palmeira elevada; e as linhas do ninho com cássia, mirra douradas e pedaços de canela, estabelecidos lá, inflama- se, rodeada de perfumes, termina a extensão de sua vida. Então do corpo de seu pai renasce uma pequena Fénix, como se diz, para viver os mesmos por longos anos. Quando o tempo reconstrói sua força ao poder de suportar seu próprio peso, levanta o ninho – o ninho que é berço seu e túmulo de seu pai – como imposição do amor e do dever, dessa palma alta e carrega-o através dos céus até alcançar a grande cidade do Sol (Heliópolis, no Egito), e presente as portas do sagrado templo do Sol, sepulta-o”.Ovídio,

Aconteceu alguma vez a alguém deste mundo renascer depois da morte? Mesmo que fosse concedido uma vida tão longa quanto a da fénix, teria de morrer quando a medida da sua vida fosse preenchida. A fénix ocorreu por mil anos completamente só, no lamento e na dor, sem companheira nem progenitora. Não contraiu laços com ninguém neste mundo, nenhuma criança alegrou a sua idade e, ao final da sua vida, quando teve de deixar de existir, lançou as suas cinzas ao vento, a fim de que sabes que ninguém pode escapar à morte, não importa que astúcia empregue. Em todo o mundo não há ninguém que não morra. Sabe, pelo milagre da fénix, que ninguém tem abrigo contra a morte. Ainda que a morte seja dura e tirânica, é preciso conviver com ela, e embora muitas provas caiam sobre nós, a morte permanece a mais dura prova que o Caminho nos exigirá”. Farid al-Din Attar,

Era do talhe de uma águia, mas os seus olhos eram tão suaves e ternos quanto os da águia são altivos e ameaçadores. Seu bico era cor-de-rosa e parecia ter algo da linda boca de Formosante. Seu pescoço reunia todas as cores do arco-íris, porém mais vivas e brilhantes. Em nuanças infinitas, brilhava-lhe o ouro na plumagem. Seus pés pareciam uma mescla de prata e púrpura; e a cauda dos belos pássaros que atrelaram depois ao carro de Juno não tinham comparação com a sua.”.Voltaire,

O mito dessa bela ave surgiu visando explicar a natureza cíclica do nascer e do pôr do Sol. Com o passar do tempo, a Fénix passou a ser um emblema de ressurreição. Na Idade Média, os cristãos a consideraram uma ave sagrada, símbolo da ressurreição de Cristo, bem como do triunfo da vida sobre a morte. É interessante notar que a figura da Fénix aparece em muitas culturas antigas, hoje em dia, o seu significado e simbologia originais são preservados. Nas culturas egípcia, grega e chinesa, a Fénix conserva o seu significado de ave lendária, magnífica e fabulosa e também o seu simbolismo de pássaro da ressurreição. Vale lembrar que na China o seu significado se estende. Lá, a Fénix macho — símbolo da felicidade — simultaneamente com a Fénix fêmea — emblema da rainha, em oposição ao dragão imperial — representam a união e a felicidade conjugal. No processo químico, a Fénix é utilizada para representar a sua finalização, ou seja, o produto final.

Escorpião

Scorpio-300x300 Significado dos símbolos e simbologia – parte 5O símbolo de Escorpião, o 8.º signo astrológico do zodíaco, é representado pela letra hebraica mem. Em particular com o rabo do escorpião. O rabo do escorpião também lembra uma flecha, que sugere a capacidade das pessoas desse signo em adentrar o inconsciente humano, além de representar a sua sexualidade. É um sinal de resistência, de domínio pessoal. Ele está ligado à reprodução e a uma intensa energia sexual. Escorpião está associado a aspetos criminosos, tais como corrupção, obsessão e terrorismo. É regido pelo planeta anão Plutão. Plutão está associado à destruição, mas também é uma referência de transformação e de renovação. Na mitologia romana, Plutão é o deus do submundo, da morte e da riqueza. Os gregos chamam Hades. Várias lendas narram a história da constelação de Órion, a qual dá origem ao símbolo do signo de escorpião. Em uma delas, é contado que a deusa Diana teria se apaixonado por Órion. Segundo a lenda, o rei dos mares Neptuno deu a Órion a capacidade de andar sobre as águas. Sentindo-se extremamente poderoso, ele almejava-se cada vez mais. Desejou Diana, deusa da caça e da castidade, e quis tê-la à força, mas a deusa conseguiu escapar-lhe. Por vingança, Diana mandou que um escorpião gigante matasse Órion. O escorpião mordeu o seu calcanhar e o matou. Como forma de gratidão, a deusa transformou o escorpião numa constelação, conhecida como a constelação de Órion. Segundo o horóscopo, os escorpianos (aqueles que nascem entre 24 de outubro e 22 de novembro) são pessoas apaixonadas, misteriosas, controladoras e leais. O escorpião simboliza transições, a morte e o ato de morrer, luxúria, dominação, traição e proteção. Está carregado de significados sombrios e de valores que evocam tormentos e dramas, envolvendo as sombras, as trevas interiores, os abismos do absurdo, e os infernos profundos. Instaura uma dialética da destruição e da criação, dos relatórios e da redenção, da morte e do renascimento. É um canto de amor num campo de batalha, ou um grito de guerra num campo de amor. A natureza vulcânica do escorpião tem como território a tragédia e como clima as tormentas. Representa uma potência misteriosa. O escorpião encarnado, na sua representação, é um espírito belicoso, que está sempre pronto para atacar e matar. É o oitavo signo do Zodíaco, vai do dia 24 de outubro até 22 de novembro, e ocupa o segundo mês do outono no hemisfério norte e da primavera no hemisfério sul. Por esta razão, atribuí-se também a relação dialética entre morte e renascimento ao escorpião.

Borboleta

Borboleta_transparente_REFON-274x300 Significado dos símbolos e simbologia – parte 5
Greta oto em Avaré, em São Paulo, no Brasil

A borboleta é considerada o símbolo da transformação. Entre outros, simboliza felicidade, beleza, a alma, inconstância, efemeridade da natureza e da renovação. A metamorfose das borboletas ocorre na natureza dessa forma: ovo, depois os ovos são transformados em lagartas, as quais precisam se alimentar de forma correta para entrar no estágio três, o qual é chamado de crisálida ou pupa, onde a borboleta hibernará para o seu corpo será reestruturado. Após o período de hibernação, da crisálida aparece a borboleta na forma adulta, com asas e com um sistema corporal modificado e definitivo.

As cores das borboletas

Borboleta azul

Faz referência à metamorfose, portanto, da transformação que os seres humanos passam ao longo da vida, não só física (crescimento), como sociais (mudança de trabalho, casamento, nascimento de um filho, entre outros). Segundo a cultura popular, a borboleta azul simboliza sorte e boas energias. 

Borboletas coloridas

Por carregar diversas cores, as borboletas coloridas remetem à alegria e à felicidade, segundo a crença popular.

Borboletas pretas

Em muitas culturas da América Central e Ásia, por exemplo, a borboleta preta é considerada um símbolo da morte. Na religião asteca, há uma deusa guerreira chamada de Itzpapalotl ou Borboleta Obsidiana, representada algumas vezes como uma borboleta preta, a qual está ligada à morte, ao nascimento e à transformação. Há também um mito asteca que diz que quando uma borboleta castanho-escura ou preta aparece na casa de uma pessoa doente, quer dizer que a pessoa irá morrer.

Borboleta amarela

Simboliza uma nova vida, numa analogia às flores da primavera, cuja cor predominante é o amarelo. Para tribos de indígenas mexicanos, as borboletas de cor amarela, laranja ou vermelha eram associadas ao fogo. Inclusive para os astecas e os maias, elas simbolizavam o deus do fogo Xiutecutli (conhecido também por Huehueteotl). Xiutecutli também estava relacionado ao tempo

Borboleta branca

A borboleta branca simboliza a serenidade, a calma, a paz. Para a tribo norte-americana Zuni, elas simbolizam um verão chuvoso. Até por volta de 1600 na Irlanda, era proibido matar uma borboleta branca, pois se acreditava que ela era a alma de uma criança.

A Borboleta e o Espiritismo

Uma vez que a borboleta é referência de renovação, para os espíritos, ela simboliza a reencarnação. A reencarnação é o regresso da alma para outro corpo, uma nova vida. A borboleta é a alma que sai de uma pessoa que morre e se liberta (a saída do casulo). Ela vai para outra pessoa numa oportunidade de refazer a sua história de vida com mais experiência. Trata-se de um processo de desenvolvimento ou progressão da alma.

Simbologia da borboleta para os astecas, maias e na cultura mexicana

Vários deuses da cultura asteca, maia e pré-hispânica, são retratados como borboletas. Cada espécie de borboleta foi ligada a uma representação de um deus diferente, baseada na cor e nos hábitos desses insetos. Muitas lendas e mitos da cultura mexicana relacionam a borboleta com a morte. Os astecas acreditavam que as borboletas estavam encarregadas de levar a alma dos guerreiros, que morreram em batalhas, ou mesmo das mulheres, que não resistiram a um parto difícil, para um local de segurança. Muitas lendas de várias tribos indígenas mexicanas estão associadas à borboleta-monarca. Há uma história que conta que um grupo de indígenas estava a migrar das Montanhas Rochosas para o México, durante um frio intenso, e devido a isso as crianças e os mais velhos não conseguiram continuar a viagem, sendo deixados para trás. Em certo momento, um deus apareceu e transformou-os em borboletas, para que fosse mais fácil encontrar seus familiares.

Simbologias da borboleta na psicanálise, mitologia grega e na Ásia

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Psiquê e Eros

A borboleta é o símbolo do renascimento para a psicanálise moderna, que é representado com asas de borboleta. Na mitologia grega a palavra para borboleta é Psiquê ou Psique, sendo que esta era uma deusa grega representada por uma mulher com asas de borboleta, sendo a personificação da alma. Segundo as famílias gregárias populares, quando alguém morria, o espírito saía do corpo com forma de borboleta. No Japão, a borboleta é o símbolo da gueixa e representa a figura feminina (mulher), vista que está associada à ligeireza, gentileza e graciosidade. A felicidade matrimonial é simbolizada por duas borboletas (masculino e feminino) e, muitas vezes, sua figura é utilizada em casamentos. Ainda são vistas como espíritos viajantes, e quando aparecer anunciam uma visita ou a morte de uma pessoa na próxima. No mundo sino-vietnamita a borboleta exprime a longevidade ou está associada ao crisântemo. O crisântemo simboliza o outono, ou seja, a renovação, uma vez que no outono ocorre a queda das folhas. Por fim, os iranianos e alguns povos turcos da Ásia Central acreditam que os defuntos podem aparecer de noite na forma de borboleta.

Simbologia da borboleta em tribos africanas

Os Balubas e 0s Luluas do Kasai, do Zaire central, também associaram a borboleta com a alma. Para eles, o homem segue o ciclo da borboleta desde sua nascente até sua morte. A infância está associada a uma pequena lagarta. Na maturidade, a uma grande lagarta e, à medida que vai envelhecendo, se transforma em uma crisálida. O casulo é o túmulo de onde sai a sua alma, cuja forma é uma borboleta.

Simbolismo da borboleta na mitologia irlandesa.

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Étaín e Midir, ilustração de Stephen Reid em The High Deeds of Finn (1910), de T. W. Rolleston

Na mitologia irlandesa, a borboleta representa a alma dos seres humanos. Acredita-se que elas são as almas dos mortos esperando para passar pelo purgatório. Devido a isso, simboliza transformação e renovação. O conto Corte de Etain narra a história do Deus Mitre que se casa pela segunda vez com a deusa Etain, e por ciúmes, sua primeira esposa, a transforma em uma poça de água. Após algum tempo, a poça dá vida a uma lagarta que se transforma em uma linda borboleta. Em outra versão Quando Midir dos Tuatha Dé Danann se apaixona e se casa com Étaín, a primeira esposa rejeitada de Midir, Fúamnach, fica com ciúmes e lança uma série de feitiços sobre ela. Primeiro Fúamnach transforma Étaín em uma poça de água, depois em um verme (em algumas versões, uma cobra) e depois em uma bela mosca escarlate. Midir não sabe que a mosca é Étaín, mas ela se torna sua companheira constante e não tem mais interesse por mulheres. Fúamnach então cria um vento que afasta a mosca e não permite que ela pouse em qualquer lugar, exceto nas rochas do mar, por sete anos. Eventualmente chega disfarçado de Aengus, que o reconhece como Étaín, mas está em guerra com Midir e não pode devolvê-lo a ele. Ele então constrói um pequeno quarto com janelas, para que ela possa entrar e sair, e leva o quarto com ele para onde quer que vá. Mas Fúamnach fica sabendo disso e cria outro vento que a afasta dele por mais sete anos. Eventualmente, a mosca cai em uma taça de vinho. O vinho é engolido (junto com a mosca) pela esposa de Étar, chefe do Ulster, na época de Conchobar mac Nessa. A mulher engravida e Étain renasce, mil e doze anos após seu primeiro nascimento. Quando ela cresce, Étain se casa com o grande rei da Irlanda, Eochaid Airem. O encontro está vinculado ao episódio de abertura de Togail Bruidne Dá Derga. O irmão de Eochaid, Ailill Angubae, se apaixona por ela. Ele finalmente admite a Étaín que morre de amor por ela, e ela concorda em dormir com ele para salvar sua vida. Eles concordam em se encontrar, mas Midir lança um feitiço que faz Ailill adormecer e perder o compromisso. No entanto, Étaín conhece um homem que se parece e fala como Ailill, mas não dorme com ele porque sente que não é ele. Isso acontece três vezes, e o homem que se parece com Ailill é Midir, que conta lhe conta a sua vida anterior como sua esposa. Étain se recusa a sair com ele, a menos que o marido lhe dê permissão. Ele então retorna para Ailill e o encontra curado. Midir então vai até Eochaid na sua verdadeira forma e pede para jogar fidchell, um jogo de tabuleiro, com ele. Ele oferece um pote de cinquenta cavalos, perde e dá os cavalos a Eochaid como prometido. Midir o desafia para mais jogos, com apostas cada vez mais altas, e continua perdendo. Finalmente ele desafia Eochaid para um último jogo de fidchell, com as apostas a serem definidas pelo vencedor. Dessa vez, Midir vence e pede um abraço e um beijo de Étaín. Eochaid concorda que o terá se retornar dentro de um mês. Um mês depois, Midir retorna, abraça Étaín, e os dois se transformam em cisnes e voaram para longe.

Significado da Mariposa

Emperor_Gum_Moth-300x220 Significado dos símbolos e simbologia – parte 5
Essa mariposa carrega o simbolismo das mariposas em geral, estando ligada à alma e à transformação. Na cultura popular simboliza a desgraça. Por estar associada à cor castanha, a qual simboliza a terra, também remete à experiência e aprendizagem.

A mariposa, por ser um inseto geralmente de hábitos noturnos, que também apresenta cores mais escuras e neutras, simboliza a alma, o sobrenatural, sendo associada às trevas e à morte que transforma – transformação da lagarta para a fase adulta, o renascer. Em diversas lendas e mitos, na Bósnia, por exemplo, a mariposa é chamada de bruxa, pois acredita-se que as bruxas se transformam em mariposas. Devido a isso, ela passou a ser um símbolo de poderes psíquicos e dos sonhos. As cores das mariposas variam o seu significado, dentre eles positivos e negativos. Há uma característica das mariposas chamada orientação transversal, na qual elas se baseiam na luz do luar para se orientar. Porém, com a criação das luzes artificiais, elas acabam por se confundir, voam em círculos ao redor dessas luzes e depois, ao entrar em contato com a lâmpada, morrem queimando as suas asas. Devido a isso, várias lendas e mitos surgiram, comparando o inseto a uma pessoa apaixonada que, iludida pela força da paixão, não enxerga a verdadeira luz e acaba por ser consumida e morta pela ilusão. Simboliza então o amor místico, a estupidez e a frivolidade. O fato de pararem perante a luz também pode representar, ainda, a alma que procura Deus.

Significado das Cores

As cores têm a capacidade de transmitir sensações que tanto podem relaxar como estimular, alegrar ou entristecer as pessoas. Embora o seu significado seja universal, de acordo com cada cultura, cada cor pode assumir aspectos diferentes.

Verde

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Verde

O verde simboliza esperança, dinheiro, e é sagrado para os muçulmanos. Além do aspecto positivo, que compreende também juventude, alegria e natureza, é a cor que representa o ciúme. Desde a Antiguidade, está associado à natureza pelo fato de o Deus da vegetação (Osíris) ser representado muitas vezes nessa cor. A associação do verde à juventude decorre do contraste com o amadurecimento dos frutos. O verde pode representar movimentos de luta contra movimentos opressivos, como o fascismo, ou o nazismo, por ser associado ao Movimento Esperancista, e por representar o equilíbrio, o que em alguns contextos pode ter o significado de paz. O verde é a cor-símbolo do Islamismo. Para os cristãos, representa o triunfo da vida sobre a morte e, logo, da renovação e do renascimento. É utilizada na Epifania (tempo litúrgico após o Natal) e no domingo depois do dia de Pentecostes. Trata-se de um símbolo sagrado do Islamismo. É a cor do manto e do turbante de Maomé, que representa renovação espiritual. Por esse motivo, é a cor mais importante para essa religião. Para os islamitas, a cor verde representa fertilidade, conhecimento espiritual, bem como o paraíso. Acredita-se que, ao entrar no Paraíso, as pessoas levam vestes verdes. A bandeira do Islão é verde e, para os muçulmanos, ela representa a salvação. Lá, os santos são representados com roupas verdes, tal como essa também é a cor das vestes dos guerreiros muçulmanos nas Cruzadas. O homem verde celta é o deus da vegetação e da fertilidade. No Ocidente, é a cor da primavera e do começo de um ciclo de vida novo. Assim, na China, representa o trovão e o despertar da energia yang na primavera. Cor refrescante, o verde está relacionado ao elemento madeira e representa longevidade, força e esperança. Carrega bom augúrio, acreditando-se que oferecer algo verde, especialmente na parte da manhã, garante boa sorte à pessoa que o recebe.  Apesar de significar esperança e de ser a cor da imortalidade, por outro lado, representa a morte. Isso porque enquanto os ramos verdes são universalmente a cor da imortalidade, a pele esverdeada dos doentes contrasta com a ideia de juventude. O verde da ingenuidade da juventude, em contraste com a cor do amadurecimento dos frutos, também confunde-se com o verde do bolor, da decadência. Essa analogia mais uma vez se aproxima da relação vida e morte. Na Europa medieval o verde estava associado ao diabo e vestir roupas nessa cor dava azar. Na heráldica, simboliza alegria, esperança e fidelidade.

Amarelo

yellow.svg_-300x300 Significado dos símbolos e simbologia – parte 5
Amarelo

O amarelo representa o ouro, a luz, os raios brilhantes do Sol, a juventude, a energia, o esclarecimento e os deuses. Isso porque revela o poder divino ao atravessar o azul do céu. É a mais quente, a mais expansiva e a mais intensa das cores, afinal transmite vida e calor. A cor amarela remete ao Om. Este, que é o mantra mais importante da tradição indiana, é qualificado como dourado. Na China é a cor imperial e do solo fértil. Antes de assumir esse aspecto positivo, no teatro, os atores pintavam o rosto de amarelo para mostrar que eram cruéis. No Islamismo, o amarelo dourado simboliza o conselho sábio, sabedoria, ao passo que o amarelo opaco representa traição. Na Europa Medieval, a cor amarela estava associada com a decepção. Nessa época, a porta das casas dos traidores era pintada nessa cor. Além disso, associado ao adultério, o amarelo representa o parceiro enganado. É a cor que a nossa pele assume perto da morte, por isso, é considerada a cor do declínio e da velhice. Há muitos países onde o amarelo representa a inveja e a covardia. Nos EUA, as pessoas usavam fitas amarelas ao receber aqueles que regressavam da guerra. Representando luta e esperança, essa tradição teve início com uma mulher que, no final da década de 70, pendurou laços amarelos em árvores expressando o forte desejo de que o seu marido, refém no Irão, regressasse para casa. Na cosmologia mexicana, o amarelo é análogo ao mistério da Renovação. A cor de muitas flores que abrem na Primavera é amarela, para além de que, antes de se tornar verde (o que antecede o tempo da chuva), a terra é amarela. Por isso, a divindade da chuva, XIpe Totec, é o deus dos ourives. Usar amarelo no Réveillon é uma forma de chamar dinheiro para o Ano Novo. Na natureza a cor amarela manifesta-se em frutos, flores e também em animais geralmente venenosos, como cobras, sapos. Para alguns estudiosos a cor pode significar poder, riqueza e prosperidade.

Rosa

Color_icon_pink.svg_-1-300x300 Significado dos símbolos e simbologia – parte 5Rosa, no Ocidente, é uma das cores usadas para expressar feminilidade. É por isso que as meninas bebês costumam ser vestidas com essa cor, que carregada beleza e delicadeza, características que estão associados ao gênero feminino. É uma cor cheia de magia e de inocência. Isso porque marca presença nos contos de fadas e de princesas. Além de transmitir feminilidade, o cor-de-rosa também simboliza romantismo, especialmente o rosa claro, visto que rosa escuro (também chamado de pink) transmite sensualidade. Já o vermelho, é a cor que representa o amor carnal. A flor de lótus é o símbolo mais ilustrativo do Budismo e é ainda mais importante quando representada de rosa, pois representa o próprio Buda. Durante a Segunda Guerra Mundial os nazistas obrigaram os homossexuais do sexo masculino a usarem triângulos com essa cor para os identificar nos campos de concentração. Dessa forma, todos sabiam que o motivo pelo qual eles estavam ali decorria da sua opção sexual. Assim, é o rosa, com menos popularidade de que o arco-íris, a cor usada como insígnia do orgulho gay.

Azul

Color_icon_blue.svg_-300x300 Significado dos símbolos e simbologia – parte 5O azul representa tanto a expansão do céu como as profundezas do mar. Simboliza espiritualidade, pensamento, infinito, vazio, eternidade e transparência. Por refletir transparência, uma parede pintada de azul claro pode parecer brilhar e desaparecer. Para os budistas tibetanos, o azul relaciona-se com a sabedoria transcendente e com o vazio, o que decorre justamente da sua transferência. Essa cor reflete o desejo de ser puro. No manto da Virgem Maria, o azul simboliza o desapego da vida mundana, pureza e paz. Desta forma, partilha de alguma simbologia inerente à cor branca, a qual também reflete calma e reflexão. Azul é uma cor imaterial, que está associada ao mundo dos sonhos. É mais pura e mais profunda, além de ser a cor mais fria, inclusive associada à água. Na heráldica, o azul significa verdade e lealdade. No Egito, as cenas da pesagem das almas eram pintadas com um fundo claro azul-celeste, pois os egípcios o consideravam a cor da verdade. No que respeita às diferentes tonalidades, o azul celeste é considerado o azul sacralizado. Enquanto isso, o azul escuro é considerado o caminho do devaneio. O azul do dia (claro) segue naturalmente para o azul da noite (escuro). Nesse sentido, à medida em que vai escurecendo, percorre o caminho do sonho. Assim, o azul royal é a cor de Nut, o deus egípcio da noite, que representa sabedoria. Além desse deus, há ainda outros deuses egípcios que são retratados com vestes ou com os seus próprios corpos em tons de azul. O azul mostra que são divindades. No Oriente, o azul expressa ingenuidade, ao passo que no Ocidente é o verde que tem essa característica. Isso é feito numa associação à juventude, como antônimo de amadurecimento. Em algumas partes da Arábia, o azul é usado para proteção contra o mau-olhado. Usar azul na passagem para o Ano Novo pode ser uma forma de trazer tranquilidade e amadurecimento. Na cultura dos povos ingleses antigos, conforme o costume, as noivas deveriam usar algo na cor azul a fim de garantir fidelidade no casamento.

Violeta

Violet_Purple_Color.svg_-300x300 Significado dos símbolos e simbologia – parte 5A cor violeta simboliza o equilíbrio entre a matéria e o espírito, a terra e o céu, os sentidos e a razão. Composta pela igual proporção entre o vermelho e o azul, violeta é também a cor que simboliza a temperança, a lucidez, as ações refletidas. No Tarot, o Arcano XIII, carta da temperança, é um anjo que segura em cada uma de suas mãos um vaso, de um lado tem flores azuis e do outro lado vermelhas, entre eles um fluido vital é trocado. Esta força vital vem da junção das cores, que cria o violeta, equilibrando o vermelho, cor que representa tudo que é relativo ao terreno, e o azul, que representa o celeste. O violeta é o símbolo da alquimia, e este significado também está relacionado com as fusões e equilíbrio perfeito das cores, ou na troca contínua e eterna entre o céu e a terra. Observando-se o horizonte do ciclo da vida, o violeta está no lado oposto ao verde, simbolizando a passagem da vida para a morte, ou seja, uma involução, enquanto o verde simboliza a evolução. Violeta é a cor do segredo, é através desta cor que vai se realizar o mistério da reencarnação, ou da transfusão espiritual. Por isso, a cor violeta e a própria flor violeta estão associadas à doutrina espírita. A cor violeta também é a cor do manto que reveste Jesus Cristo quando assume a sua encarnação e passa pelo sacrifício. Por isso, o violeta, juntamente com o dourado, é a cor usada nas comemorações religiosas da sexta-feira Santa, e é uma cor que simboliza o clero e a nobreza. O violeta, por esta associação com a morte de Cristo, também simboliza nas sociedades ocidentais a cor do luto, representando a morte enquanto uma passagem.

 

Branco

Color_icon_white.svg_ Significado dos símbolos e simbologia – parte 5O Branco simboliza tanto ausência de cor como a soma das cores, por isso, ele pode constar nas duas extremidades do círculo cromático, como numa alusão ao início e ao fim. Assim, algumas culturas o usam no luto, porque a morte precede a vida eterna. O branco é uma cor positiva e transmite segurança, limpeza e calma. É a cor da graça, dos anjos e da manifestação divina. Na tradição cristã, o branco representa pureza, inocência e virgindade, de modo que não só as noivas se vestem de branco, como as crianças são batizadas e fazem a primeira comunhão com vestes nessa cor. No Islão, o branco simboliza pureza e paz, porém, as viúvas hindus se vestem de branco para mostrar a sua perda, visto ser a cor do luto no hinduísmo. Na China, bem como no Japão e na Índia, o branco também representa a morte e o luto, tal como já o foi primordialmente na Europa. O branco – pureza e santidade, contrasta com o preto – sombrio e malévolo. A pomba branca é o símbolo da paz e a bandeira branca é um símbolo de rendição, cujo uso está registado na Convenção de Genebra. O cavalo branco, por sua vez, representa as conquistas do homem. Já foi considerado o portador da morte, em sonhos, mas atualmente está associado ao talento e à sorte. É branco o imponente e majestoso cavalo do deus Apolo, o mais conhecido deus da mitologia grega.

Preto

Color_icon_black Significado dos símbolos e simbologia – parte 5O preto é a ausência de toda a cor ou luz e, em todo o mundo, está associado ao mal. É a cor do mistério, da penitência, da condenação, da angústia e representa o submundo. Por outro lado, representa fertilidade, autoridade e sofisticação. Simboliza o luto, tanto no Cristianismo como no Islamismo. Para os islamitas, além de simbolizar tristeza, também é um talismã contra o mau-olhado. Na Astrologia, o negro simboliza Saturno, numa referência ao deus Saturno, que é a divindade grega da velhice e da morte. Até mesmo os animais dessa cor estão associados a aspectos negativos. É o que acontece nos países árabes, onde acredita-se que os cães pretos trazem a morte no interior das famílias e as galinhas pretas são usadas para fazer feitiçaria. No Japão, dentre vários aspectos negativos, o preto simboliza catástrofes. Na sua origem, no entanto, o preto simbolizava fecundidade e também reflete poder e autoridade. No Antigo Egito, preto é a cor da ressurreição e da vida eterna. Isso é explicado pelo fato de que os egípcios entendiam que a vida emergia da escuridão. Assim, estava associada à deusa da fertilidade. É considerado o oposto do branco, que representa a pureza e a santidade. No Yin Yang o encontro do preto e do branco representa a união de energias opostas que geram a vida. Yin, a parte preta do símbolo, é o princípio feminino. Na África, a cor da morte é o branco. Mas, além disso, para os africanos a cor preta tem o poder de levar a morte para longe, de modo que está associada à cura. O preto no Ano Novo indica má sorte e ao mesmo tempo, independência. Isso porque, sendo ausência de cor, não depende das outras cores.

Vermelho

Color_icon_red.svg_ Significado dos símbolos e simbologia – parte 5A cor vermelha, de modo geral, representa o guerreiro ou mártir, indica coragem e força. Existem diferentes significados para o vermelho, inclusive no que respeita às tonalidades: vermelho claro brilhante e vermelho escuro. Essas diferenças o tornam a cor mais ambígua. Isso porque são representativas, por um lado do amor e da sorte (vermelho claro) e, por outro lado, da guerra e do perigo (vermelho escuro). Tal como o princípio do feminino e do masculino, da prata e do ouro, o vermelho escuro representa o noturno e o feminino. O vermelho claro, por sua vez, representa o diurno e o masculino. O vermelho é o fogo, o sangue, o calor, o romance, a paixão, a juventude, a beleza e a emoção. Usar uma peça vermelha na festa de Reveillon indica o desejo de desfrutar de muita paixão ao longo do ano que se inicia. Na cromoterapia, terapia através das cores, o vermelho é uma cor poderosa e usada para ativar a circulação e estimular o sistema nervoso. Seu uso excessivo deve ser evitado, pois pode provocar nervosismo e ansiedade. Isso nos remete a uma pessoa com a face vermelha, que é alguém com raiva ou envergonhado. Na Ásia, o vermelho é a cor da sorte e da alegria. Os budistas o consideram a cor da criatividade, enquanto no Japão somente mulheres e crianças se vestem de vermelho. O vermelho está presente no cotidiano. O semáforo, botões de emergência, sinais de advertência ou de perigo também são sinalizados de vermelho.

Cinzento

Color_icon_gray.svg_ Significado dos símbolos e simbologia – parte 5O cinza é uma cor que simboliza maturidade, mas também tristeza, incerteza ou neutralidade. Ela propicia a meditação porque tem um efeito tranquilizador, mas por vezes, que causa monotonia. É com esse objetivo, que na ciência chinesa Feng Shui, as paredes são pintadas com essa cor. Para os cristãos, o cinza simboliza a ressurreição dos mortos. Os hebreus, por sua vez, vestiam trajes nessa cor a fim de expressar dor. O cinzento simboliza luto suavizado, além do que é a cor do nevoeiro e do triste tempo cinzento. A cor cinza resulta da combinação do preto e do branco e, nesse sentido, o cinza claro assume o simbolismo especialmente da cor branca, enquanto o cinza escuro assume o simbolismo especialmente da cor preta. A cor branca reflete calma e limpeza. A cor preta, mistério e angústia. No ano-novo, a cor cinza pode ser usada para trazer estabilidade para o novo ano. Na publicidade, acrescendo aos simbolismos mencionados, o cinza transmite responsabilidade e segurança, mas é preciso ter cuidado para que o seu uso exagerado não carregue o efeito de conservadorismo exacerbado. O conservadorismo se opõe ao modernismo e a inovação da cor prata, parecida ao cinza, mas sem brilho. Na mitologia, a sabedoria, está associada à idade, a maturidade que reflete os cabelos grisalhos, e também ao planeta Saturno. O deus Saturno ou Cronos é o deus do tempo. Uma das suas principais características é a sua sabedoria. Na árvore de vida cabalística, o cinza também está ligado à sabedoria.

Laranja

Color_icon_orange.svg_ Significado dos símbolos e simbologia – parte 5O laranja é uma cor alegre que simboliza equilíbrio entre libido e espiritualidade. A sua tonalidade abrange as cores amarela e vermelha, estabelecendo um ponto de equilíbrio entre ambas. Assim, reflete a harmonia entre a paixão do vermelho e a divindade do amarelo. Essa é a cor das túnicas dos monges budistas, representando a renúncia dos prazeres. Além disso simboliza a fidelidade, na medida em que esse é o significado da pedra de jacinto cor de laranja. Nesse sentido, acresce que os vestidos das noivas romanas eram dessa cor. Curiosamente, o laranja também pode representar justamente o oposto, ou seja, luxúria e infidelidade. Isso porque, segundo comprovações históricas, as vestes de Dionísio eram laranja, pois a tentativa de encontrar o equilíbrio era feita nas orgias do deus grego do vinho, Baco para os romanos. Da mesma forma, o laranja tem o sentido da luxúria que foi transformada pelo casamento. Na Inglaterra, o alaranjado está presente na coroa dos reis, em que simboliza equilíbrio. Para os indianos, o laranja representa o segundo chacra localizado na zona genital e, portanto, está associada à energia sexual. Na festa do Reveillon a cor laranja pode ser usada para quem quer ter muita energia no ano novo. Além de outros sentidos que a cor carrega, a busca de energia é o principal deles, afinal trata-se de uma cor que transmite vitalidade.

Árvore da Vida da Cabala

Arvore-vida-cabala-164x300 Significado dos símbolos e simbologia – parte 5Um dos principais símbolos usados pelos seguidores da cabala, é a Árvore da Vida ou Árvore Sefirótica. É uma árvore invertida que simboliza o Deus que criou o Universo. Apresenta dez nós, dez frutos ou esferas e vinte duas linhas que conectam estes nós. Esses frutos ou nós têm sentido ambíguo, podendo ser interpretados tanto como estado do todo, do universo, como podem ser lidos como estados de consciência. Ou seja, podem ser lidos tanto microcosmicamente, do ponto de vista do homem, como macrocosmicamente, ou seja, do ponto de vista do universo em geral. Macrocosmicamente, a Árvore deve ser lida de cima para baixo, e microcosmicamente, deve ser lida de baixo para cima. Macrocosmicamente, a Árvore começa em Kether, que é a centelha divina, a causa primeira de todas as coisas, e desce na árvore tornando-se coisa cada vez mais densa. Esse é o método cabalista de explicar a criação do mundo, e contrasta com o método científico do mesmo. A última sephirah é Malkuth, a matéria densa, o último estado das coisas. Microcosmicamente, subindo na Árvore, partindo de Malkuth, o homem aproxima seu estado de consciência elevando-se cada vez mais próximo de Kether. Então, a Árvore da Vida tanto pode ser usada para explicar a criação do Universo, como para hierarquizar o processo evolutivo do homem. Por isso, a Árvore da Vida é usada como referência em várias ordens de magia, para classificar seus graus. 

De acordo com a imagem, as esferas se dividem assim:

  1. Coroa (Keter)
  2. Sabedoria (Chochmah)
  3. Inteligência (Binah)
  4. Amor (Chesed)
  5. Poder ou Força (Gevurah)
  6. Compaixão (Tiferet)
  7. Resistência (Netzach)
  8. Majestade (Hod)
  9. Fundação (Yesod)
  10. Reino (Malchut)

Advdc-223x300 Significado dos símbolos e simbologia – parte 5A Árvore é dividida em quatro diferentes planos:

  • Atziluth, o Mundo das Emanações: Nessa esfera, Deus age diretamente, e não através de seus ministros, que são os anjos. Essas sephiroth são: Kether, Chokmah e Binah
  • Beriah, ou Briah, o Mundo das Criações: Esse mundo já é tão denso que Deus não age mais diretamente sobre ele, suas vontades são cumpridas por poderosos Arcanjos. Essas sephiroth são: Chesed, Geburah e Tiphareth.
  • Yetzirah, o Mundo das Formações: Nesse mundo, assim como em Briah, Deus não age diretamente, mas age através de diversos coros angélicos, que realizam sua vontade. Essas sephiroth são: Netzach, Hod e Yesod.
  • Asiyah, ou Assiah, o Mundo das Ações. Nesse mundo, só há uma sephirah: Malkuth.

A Árvore da Vida também é dividida em três colunas. A da esquerda é conhecida como pilar da severidade, é o pilar feminino; a da direita é o pilar da misericórdia, é o pilar masculino; e o pilar central é o pilar do equilíbrio, contrastando as emanações dos pilares direito e esquerdo. É de se estranhar, de início, que o pilar da severidade seja o feminino, e o pilar da misericórdia seja o masculino. Isso é porque a força feminina é repressora, como o útero reprime a criança na barriga da mãe, e a força masculina é explosiva, logo, tende a ser uma força menos repressora e mais liberal. A árvore também pode ser dividida em duas partes horizontais pela sephirah Tiphareth. As quatro sephiroth abaixo de Tiphareth são o microcosmo, o mundo inferior, o Eu Inferior. E as quatro sephiroth acima de Tiphareth são o macrocosmo, o mundo superior, o Eu Superior, sendo Kether a centelha divina. A Árvore também pode ser dividida em duas partes horizontais pela falsa sephirah Daath. As sephiroth abaixo de Daath são conhecidas como Microprosopos, ou seja, são o Universo Manifesto. E as sephiroth acima de Daath são o Macroprosopos, ou Universo Imanifesto.

Sephiroth

A sequência das sephiroth na Árvore se dá pelo movimento do Relâmpago Brilhante. Sua sequência é a seguinte:

Kether = Coroa, situa-se na posição central superior da árvore. É a coroa. É o potencial puro das manifestações que acontecem nas outras dimensões. Representa a própria essência, atemporal e livre. É a gênese de todas as emanações canalizadas pelas outras Sephiroth.

Chokmah = Sabedoria, situa-se no topo da coluna direita, o pilar da misericórida, é conhecido como Abba, o grande Pai. É a sabedoria. Chokmah é a energia pura ainda não materializada. Tem carater masculino e infinitamente expansivo. É o salto quântico da intuição, que deriva as manifestações artísticas. Analogamente, é o lado direito do cérebro, onde flui a criatividade e o mundo das ideias.

Binah = Entendimento situa-se no topo da coluna esquerda, o pilar da severidade, é conhecida também como Amma, a grande Mãe. É o entendimento. Binah foi a primeira manifestação da forma sobre a força (Chokmah). Ela fez com que a força infinita de Chokmah se tornasse limitada, e com isso, equilibrando-se reciprocamente com ele. É a lógica que dá definição à inspiração e energia ao movimento. Analogamente, é o lado esquerdo do cérebro, onde funciona a razão, organizando o pensamento em algo concreto.

Chesed = Misericórdia se situa abaixo de Chokmah. É a misericórdia. Representa o desejo de compartilhar incondicionalmente. Representa a vontade de doar tudo de si mesmo e a generosidade sem preconceitos, a extrema compaixão.

Geburah = Julgamento situa-se abaixo de Binah. É o julgamento. Representa o desejo de contenção e de questionador de impulsos. Canaliza sua energia por meio de objetivos, com o intuito de superar obstáculos e transformar a própria natureza.

Tipareth = Beleza situado abaixo e entre Chesed e Geburah. É a beleza. Transforma em beleza Chokmah, Binah e Kether. A sabedoria e o entendimento, com a luz do conhecimento. Representa a divisão da árvore em o microcosmo, o mundo inferior, o Eu Inferior. E as quatro sephiroth acima de Tiphareth são o macrocosmo, o mundo superior, o Eu Superior, sendo Kether a centelha divina..

Netzach = Vitória situado abaixo de Chesed. É a vitória. Netzach é a energia dos sentimentos. Existe a vontade de reciprocidade, a busca pelo próximo e a superação dos próprios limites, propagando o pensamento eterno. Funciona como o princípio fertilizador do espermatozóide masculino.

Hod = Esplendor situado abaixo de Geburah. É o esplendor. Hod representa o pensamento concreto. É um canal de aprimoramento interno, de identificação com próximo, sendo uma forma de aceitação do pensamento, de reconhecimento. Funciona como o princípio receptivo do ovócito feminino.

Yesod = Fundamento, situa-se abaixo e entre Netzach e Hod. É o fundamento. Yesod representa o Plano Astral. Funciona como um reservatório onde todas as inteligências emanam seus atributos que são misturados, equilibrados e preparados para a revelação material. É compilação das oito emanações.

Mal’hut = Reino, situado na posição central inferior da árvore. É o reino. Representa o mundo físico, onde é revelado o material compilado das oito emanações. É o canal da manifestação, desejando a recepção das sephiroth. É a distância de Kether que provoca esse desejo, criando a sensação de falta.

Daath = Conhecimento se situa abaixo e entre Chokmah e Binah. É o conhecimento. Representa uma falsa sephirah porque não é uma emanação independente como as outras dez. Ela depende de Chokmah e Binah. Também é considerada como a imagem de Tipareth. É o abismo, o caos aleatório do pensamento.

Sendo as sephiroth do pilar da severidade muito femininas e as sephiroth do pilar da misericórdia muito masculinas, não existiria estabilidade no universo sem o pilar central, que age como o mediador entre eles. Dessa forma, a junção entre Geburah e Chesed gerou Tiphareth. E a junção entre Hod e Netzach gerou Yesod. Logo, Binah é o oposto de Chokmah, assim como Geburah é o oposto de Chesed, e Hod, o oposto de Netzach. Em verdade, cada linha horizontal da Árvore é emanada pela linha horizontal que lhe é superior, e emana a linha horizontal que lhe é inferior. Logo, Kether emana tudo, mas não recebeu emanação de nada, e Malkuth não emana nada, mas recebeu emanação de tudo, sendo essas emanações sempre de cima para baixo. Cada sephirah tem suas correspondências astrológicas, com deuses pagãos, com pedras, plantas e etc. Por exemplo, Geburah é a sephirah da severidade, da justiça, logo, tem correspondência com Marte, planeta relacionado pela astrologia com a guerra. Sua divindades correspondentes são todos os deuses pagãos relacionados à justiça e à guerra. Já Netzach é da esfera de Vênus, por sua natureza emocional.

Dentro de alguns sistemas de magia, cada sephirah, de baixo para cima, corresponde a um grau em uma escala evolutiva. Esse sistema se tornou muito conhecido por ser utilizado dentro da Ordem Hermética da Aurora Dourada (Golden Dawn, G.D., G.:.D.:.) e pela Astrum Argentum (A.:.A.:.). Malkuth é o primeiro grau, o adepto dessa sephirah é conhecido como Neófito ou Probacionista. Depois que ele cruzar o caminho que leva de Malkuth a Yesod, o iniciado passará para o grau de Zelator, 2º=9º, e assim sucessivamente. Os graus são Neófito (1º=10º), Zelator (2º=9º), Practicus (3º=8º), Philosophus (4º=7), Adeptus Minor (5º=6º), Adeptus Major (6º=5º), Adeptus Exemptus (7º=4º), Magister Templi (8º=3º), Magus (9º=2º) e Ipíssimus (10º=1º). Esse é o sistema da A.:.A.:., que é baseado na Árvore da Vida Cabalística. O Sistema da G.:.D.:. é semelhante a esse.

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