Significado dos símbolos e simbologia – parte 3
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Resumo
- 1 Significado dos símbolos e simbologia – parte 2
- 2 Ordem dos Templários
- 3 Ordem de Cristo
- 4 Cruz de Malta
- 5 Cruz de Caravaca
- 6 Artigos interessantes
- 7 Conspiração Jesuíta
- 8 Nota de um dólar
- 9 Misteriosa anomalia que enfraquece o campo magnético da Terra parece estar a dividir-se
- 10 Nasa registra imagens de região agitada de Júpiter
Significado dos símbolos e simbologia – parte 2
A ordem dos Templários foi fundada após a Primeira Cruzada, por Hugo de Payens, em 1118, com o apoio de mais 8 cavaleiros, entre eles André de Montbard, tio de Bernardo de Claraval, e do rei Balduíno II de Jerusalém, que os acolheu em seu palácio numa das esplanadas do Templo. Nasce assim os Pobres Cavaleiros de Cristo, que, por se estabelecerem no monte do Templo de Salomão, vieram a ficar conhecidos como Ordem do Templo, e por Templário quem dela participou.
Ordem dos Templários
A finalidade da Ordem era proteger os peregrinos que se dirigiam a Jerusalém, mais precisamente o caminho de Jafa a Cesareia, vítimas de ladrões em todo o percurso e, já na Terra Santa, dos ataques que os muçulmanos cometeram aos reinos cristãos que as Cruzadas fizeram fundado no Oriente. No outono de 1127, Hugo de Payens e mais 5 cavaleiros se dirigiram a Roma, solicitando ao papa Honório II o reconhecimento oficial da Ordem. Nessa visita, não é apenas concedido o reconhecimento oficial como o apoio e influência de Bernardo de Claraval, no Concílio de Troyes em 13 de janeiro de 1129. Através da bula papal Omne datum optim, emitida em 29 de março de 1139 pelo papa Inocêncio II, a Ordem foi reconhecida oficialmente pelo Papado e ganhou isenções e privilégios, dentre as quais o de que seu líder teria o direito de se comunicar diretamente com o papa e o direito de construir os seus próprios oratórios e serem enterrados neles. A ordem tornou-se uma das favoritas da caridade em toda a cristandade, e cresceu rapidamente tanto em membros quanto em poder; os membros seus estavam entre as mais prejudicadas unidades de combate nas Cruzadas e os membros não combatentes da ordem geriam uma vasta infraestrutura econômica, inovando em técnicas financeiras que constituíam o embrião de um sistema bancário, e erguendo muitas fortificações por toda a Europa e a Terra Santa.
Com graves problemas de dívida e tendo de recorrer a empréstimos junto dos Templários para financiar os negócios do seu reino, Filipe IV de França usou a sua influência sobre o papa Clemente V, sob a sua dependência, para acabar com a Ordem e confiscar todos os seus bens. Para isso, colocou em efeito uma estratégia de descrédito, acusando os Templários de heresia, imoralidade, sodomia e diversos outros crimes. A ordem de prisão foi redigida em 14 de setembro de 1307 no dia da exaltação da Santa Cruz, e no dia 13 de outubro de 1307 (uma sexta-feira), todos os cavaleiros que estavam em território francês foram detidos. Após a tomada de Acre pelos muçulmanos em 1291, os Templários estabeleceram-se no Reino do Chipre, em 1306 depuseram o rei Henrique II e elegeram um cavaleiro como novo monarca, Amalrico de Tiro. Contudo, Amalrico foi assassinado e, em 1310, Henrique II voltou ao poder e expulsou os templários de Chipre, queimando o convento no qual os cavaleiros previstos se previstos. Em 22 de novembro de 1307, pela bula Pastoralis præminentiæ o papa Clemente V recomenda a prisão dos Templários em outros estados da Europa. A partir de 1310, a Igreja instituiu a sua própria investigação sobre a Ordem, na qual chegou a depor 573 cavaleiros. Todos em defesa da Ordem e afirmando que as confissões foram arrancadas no tribunal francês por meios de tortura. Em 16 de outubro de 1311, o papa Clemente V abre o Concílio de Vienne afirmando que, com base nos inquéritos eclesiásticos, bem como nos inquéritos civis, não havia fatos palpáveis de culpabilidade. A Ordem do Templo foi extinta em 22 de março de 1312, pela bula Vox clamantis. O papa Clemente V, através de bula Ad providam de 2 de maio de 1312, transfere todos os bens Templários para os Hospitalários, exceto os de Portugal, de Castela, de Aragão e de Maiorca, os quais ficariam na posse interina dos monarcas, até o conselho decida qual o seu destino. No adro da Igreja de Notre-Dame, em Paris, foi instalado um cadafalso, para no dia 18 de março de 1314 anunciar a sentença de prisão perpétua aos cavaleiros Tiago de Molay, Hughes de Pairaud, Geoffroy de Charnay e Geoffroy de Gonneville. Em meio ao anúncio da sentença, De Molay e Geoffroy de Charnay levantaram-se bradando a sua inocência e a de todos os Templários, que todos os crimes e heresias a eles atribuídos foram inventados. No mesmo dia, armou-se uma fogueira próxima ao jardim do palácio onde foram queimados Tiago de Molay e Geoffroy de Charnay. A Ordem do Templo chegou ao Condado Portucalense ainda à época de Teresa de Leão, condessa de Portugal, que fez a doação da vila de Fonte Arcada, atual concelho de Penafiel, anteriormente a 1126. Em 1127, a mesma condessa fez-lhe a doação do Castelo de Soure, na linha do rio Mondego, sob o compromisso de colaborar na conquista de terras aos muçulmanos. Já como reinado de Portugal, D. Afonso Henriques (1143 – 1185), a ordem recebeu a doação do Castelo de Longroiva (1145), na linha do rio Côa.
Pouco depois os cavaleiros da ordem apoiaram-no na conquista de Santarém (1147) ficando sob a responsabilidade da Ordem a defesa do território entre o rio Mondego e o rio Tejo, a montante de Santarém. A partir de 1160, a ordem circulou a sua sede no país em Tomar e encontrou o senhorio da região de Castelo Branco. Após o processo de extinção da ordem pelo papa Clemente V e a detenção dos mesmos por Filipe de França, O Belo, o rei D. Dinis I de Portugal (1279 – 1325) conseguiu evitar a transferência do património da ordem no país para a Ordem de São João do Hospital[48], vindo a obter, do Papa João XXII a bula “Ad ae exquibus”, expedida em 15 de março de 1319, pela qual era aprovada a constituição da “Ordo Militiae Jesu Christi” (Ordem da Milícia de Jesus Cristo), à qual foram atribuídos os bens da extinção no país. A nova ordem, após uma curta passagem por Castro Marim, veio a sediar-se também em Tomar, com sede no Convento de Cristo.
Ordem de Cristo
A Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo originalmente era uma ordem religiosa e militar, criada a 14 de março de 1319 pela bula pontifícia Ad e a ex quibus cultus augeatur do Papa João XXII, que, deste modo, atendeu aos pedidos do rei Dom Dinis. Recebeu o nome da Ordem dos Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo ou Ordem da Milícia de Nosso Senhor Jesus Cristo e foi herdeira das propriedades e privilégios da Ordem do Templo. Em Maio desse mesmo ano, numa cerimónia solene que contou com a participação do Arcebispo de Évora, do Alferes-Mor do Reino D. Afonso de Albuquerque e de outros membros da cúria régia, o rei Dom Dinis ratificou, em Santarém, a criação da nova Ordem. Os Templários foram perseguidos pelo rei de França e eventualmente dissolvidos pelo papa em 1312. O rei Dinis I de Portugal criou a Ordem de Cristo em 1319 para os cavaleiros que sobreviveram ao seu massacre em toda a Europa. Em Portugal, a Ordem de Cristo acumulou grandes riquezas e poder durante a época dos Descobrimentos. Em 1789, a rainha D. Maria I de Portugal secularizou a ordem. Em 1910, com o fim da monarquia portuguesa, a ordem foi extinta. Porém, em 1917, a ordem foi reavivada, passando o seu Grão-Mestre a ser o Presidente de Portugal.
A Ordem Militar de Cristo, juntamente com as Ordens Militares de Aviz e de Sant’Iago da Espada, formaram o conjunto das “Antigas Ordens Militares”, governadas por um chanceler e por um conselho de oito vogais, e nomeadas pelo Presidente da República para auxiliá-lo como Grão-Mestre em todos os assuntos administrativos da ordem. A Ordem pode ser conferida por serviços excepcionais prestados à República a militares e, apesar do nome, a civis (incluindo estrangeiros e cidadãos portugueses) e a membros do: Parlamento ou de outros ramos do governo, do corpo diplomático, dos Tribunais da Justiça, da Função Pública e de outras autoridades públicas. O emblema da ordem, a Cruz da Ordem de Cristo, adornava as velas das Caravelas e as Naus que exploravam os mares desconhecidos. O resultado disso é que em 1454 e 1456, através de bulas do Papa Nicolau V e do Papa Calisto III respectivamente, é conceder ou dada obrigações à Ordem de Cristo de estabelecer o direito espiritual sobre todas as terras descobertas, como territórios nullius diocesis, sendo sua sede diocesana na Igreja de Santa Maria do Olival, em Tomar. É vermelha e foi bastante utilizada durante as cruzadas. Ela simboliza a religiosidade, a vontade dos membros da Ordem de Cristo de espalhar o cristianismo em suas expedições. Esta cruz é usada em vários monumentos arquitetónicos, por exemplo, na Torre de Belém. O símbolo figura também nas bandeiras dos navios na época das expedições marítimas para sinalizar para os povos pagãos que aquele navio era de povos cristãos. Deste modo, ela também ficou conhecida como Cruz dos Descobrimentos. Usá-la nas viagens marítimas era uma forma de honrar a Ordem de Cristo, instituição religiosa que contribuía financeiramente com as grandes navegações.
Cruz de Malta
A Cruz de Malta é também conhecida como Cruz de Amalfi ou Cruz de São João. Ela é o símbolo da Ordem dos Cavaleiros Hospitalários ou Ordem de Malta (daí o nome), uma ordem militar cristã. Baseada no símbolo das Cruzadas, a Cruz de Malta é representada por uma cruz de oito pontas. Suas pontas formam quatro braços simétricos que partem do centro e se juntam em suas bases. Essa cruz é um símbolo guerreiro dos cristãos, da coragem e das virtudes cristãs. É utilizada por várias organizações religiosas. Seu significado advém de suas pontas, as quais representam os oito deveres dos cavaleiros: amor, arrependimento, fé, humildade, misericórdia, resistência, sinceridade e verdade. No século XV, os oito pontos dos quatro braços da mais tarde chamados Cruz de Malta representavam os oito terras de origem, ou uma divisão (Langues) da Ordem dos Hospitalários: Auvergne, Provence, França, Aragão, Castela e Portugal, Itália, Baviere (Alemanha) e Inglaterra (com Escócia e Irlanda). Os oito pontos também simbolizam as oito obrigações ou aspirações dos cavaleiros:
— viver, na verdade
– ter fé
— arrepender-se dos pecados
— dar prova de humildade
— amar a justiça
— ser misericordioso
— ser sincero e incondicional
— suportar a perseguição
Tanto a Ordem de São João (em alemão, o Johanniterorden) e a Venerável Ordem de São João ensinam que os oito pontos da cruz representam oito bem-aventuranças. St John Ambulance – principal serviço da organização da Venerável Ordem – aplicado seculares para os pontos como representando as características de um bom socorrista:
— Observador (“para que ele possa observar as causas e os sinais de lesão”)
— Delicado (“para que ele possa, sem dúvida impensável, conhecer os sintomas e o histórico do caso, e garantir a confiança dos pacientes e dos circundantes”)
— Engenhoso (“Que ele pode usar para o melhor proveito que estiver à mão para evitar mais danos, e para ajudar os esforços da natureza para reparar o mal já feito”)
— Destreza (“que ele pode lidar com um paciente sem causar dor ocasional, e utilizar aparelhos de forma eficiente e ordenada”)
— Clareza (“para que ele possa dar instruções claras para o paciente ou os expectadores a melhor forma de ajudá-lo”)
— Discriminação (“para que ele possa decidir quais das diversas lesões exigem mais atenção, o que pode ser deixado para o paciente ou transeuntes fazer, e o que deve ser deixado para os médicos”)
— Perseverante (“para que ele possa continuar os seus esforços, mesmo não sendo bem-sucedido da primeira vez.”)
— Simpático (“para que ele possa dar o verdadeiro conforto e encorajamento para o sofrimento”) A cruz de Malta continua a ser o símbolo da Soberana Ordem Militar de Malta, da Ordem de São João e as suas ordens de aliados, da Venerável Ordem de São João, e das suas diversas organizações de serviços. Nos últimos séculos, inúmeras outras ordens adotaram a cruz de Malta como parte das suas insígnias (a Ordem de São Lázaro, por exemplo, usa uma cruz de Malta verde). Na Austrália, a Cruz de Malta faz parte do emblema do estado de Queensland. É também o símbolo moderno de Amalfi, uma pequena república italiana do século XI. Em meados do século XVI, quando os cavaleiros estavam em Malta, o ‘design’ familiar agora conhecido como a “Cruz de Malta” tornou-se associado à ilha. A primeira evidência para a Cruz de Malta em Malta aparece nas moedas de cobre do Grão-Mestre Jean Parisot de la Vallette (1557 – 1568) e são datadas de 1567. Isto fornece um dado para a introdução da Cruz de Malta. A cruz de Malta foi representada em duas mil moedas na velha moeda de Malta e desde 2008 passou a ser mostrada na parte de trás de uma das versões maltesas das moedas de um e dois euros.
Cruz de Caravaca
A Cruz de Caravaca é um amuleto religioso usado como símbolo de poder e proteção, enaltecendo a Providência Divina, também conhecida como Cruz de Lorena e Cruz de Borgonha, é uma relíquia cristã de origem espanhola. Segundo a tradição, apareceu por milagre na cidade de Caravaca de la Cruz, Espanha, em 3 de maio de 1232, e, por conter fragmentos do lenho da cruz de Cristo, foram-lhe atribuídos muitos milagres. Em 1934, a cruz medieval desapareceu misteriosamente, sendo mais tarde restaurada por doação pelo Papa Pio XII de dois fragmentos do Santo Lenho. Segundo a lenda, à época da Reconquista Cristã da Península Ibérica, a região era governada pelo sultão Zeyt-Abu-Zeyt e na cidade de Caravaca havia prisioneiros, sendo um deles o sacerdote Gines Pérez Chirinos de Cuenca. Manifestando Abu Zeyt curiosidade sobre as práticas católicas, decidiu presenciar uma missa, ordenando que o sacerdote cativo-lhe celebrasse uma. No dia marcado, o governante reuniu toda a sua família e corte para presenciar a cerimónia, dando ordens para que fosse dado ao sacerdote tudo o que ele necessitasse para o culto. Na última hora, o sacerdote lembrou-se de ter esquecido a cruz. Com temor e com vergonha, antecipando a proteção por sua falha, viu, do nada, na janela acima de si, dois anjos carregando uma cruz de dois braços, toda de ouro com pedraria. O sultão e todos os muçulmanos presentes, parecem, converteram-se ao catolicismo. É também a cruz usada na coroa do rei da Hungria, como forma de reconhecimento do rei Santo Estevão, rei reconhecido como Santo tanto pela igreja católica romana, como pela igreja ortodoxa grega, por isso a cruz dupla. Caravaca é uma das cidades mais antigas de Espanha, e para alguns ocultistas era o antigo reduto da Ordem dos Templários. Segundo os historiadores, Caravaca era uma fortaleza militar montada para expulsar os mouros e restabelecer o cristianismo na Espanha. No México, a Cruz de Caravaca é um amuleto religioso popular. Diz-se que a cópia da Cruz de Caravaca original foi a primeira cruz a chegar ao México, onde se, acredita que a Cruz de Caravaca possui o poder de conceder desejos.
José Caleiro para MMI
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