Nasa registra imagens de região agitada de Júpiter

A Nasa divulgou uma nova imagem de Júpiter nesta segunda-feira. O registro foi feito pela sonda Juno e mostra a agitada região norte do planeta.

 

Na imagem, é possível notar nuvens e tempestades rotativas, além de finas faixas nebulosas, que percorrem toda a extensão do planeta. A sonda Juno foi lançada em agosto de 2011 e deve permanecer em missão até 2021. Seu objetivo principal é estudar a origem do planeta e, consequentemente, do sistema solar.

Júpiter, o quinto planeta do Sistema Solar, é tão maciço que não orbita, de facto, o Sol, tendo um centro de gravidade fora da estrela. O gigante gasoso, que é 2,5 vezes mais pesado do que todos os outros planetas do sistema solar juntos, é tão grande para os padrões do nosso sistema que o centro de gravidade entre o corpo celeste e o Sol não fica dentro da estrela central. O seu centro de massa com o sol – ou baricentro – fica num ponto no espaço localizado fora da sua superfície, num ponto distante do centro com 1,068 vezes o raio do Sol, ou seja, mais 7% do que a distância entre o centro do sol e a superfície. Tanto o Sol quanto Júpiter orbitam à volta desse ponto no espaço, movendo-se juntos pelo espaço. Isto acontece porque, quando um pequeno objeto orbita um grande objeto no espaço, o menos maciço destes não viaja exatamente num círculo perfeito à volta do maior, mas ambos os objetos orbitam um centro combinado de gravidade.

Júpiter é tão maciço que orbita um ponto exterior ao Sol NASA

 

 

 

 

 

No caso da Terra a orbitar o Sol – que é muito maior do que nosso planeta -, o centro de gravidade reside tão perto do centro do objeto maior que o impacto deste fenómeno é mínimo. O objeto maior não parece mover-se, e o menor desenha um círculo à sua volta. Quando a Estação Espacial Internacional (ISS) orbita a Terra, tanto a Terra quanto a estação espacial orbitam o centro combinado de gravidade entre si. No entanto, novamente, este centro de gravidade é tão perto do centro da Terra que o movimento do planeta à volta do ponto é impossível de detetar – e a ISS descreve um círculo quase perfeito à volta do planeta.

O mesmo se aplica quando a maioria dos planetas orbitam o Sol, que tem uma massa tão superior à da Terra, Vénus, Mercúrio e até mesmo Saturno que os centros de massa destes planetas combinados com o do sol ficam dentro da própria estrela.