Símbolos do Cristianismo

​Cruz​

Símbolo do Cristianismo, a cruz representa o local onde Jesus Cristo foi crucificado ao salvar a humanidade e, por isso, simboliza a força, o poder, o sagrado.

Christian-1 Significado dos símbolos e simbologia – parte 1Assim, a cruz tornou-se um objeto de devoção cristã e faz parte de igrejas, capelas, monastérios e templos. É citada muitas vezes no livro sagrado, a Bíblia, simbolizando o poder de Deus e a fé cristã: “Pois a mensagem da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós, que estamos a ser salvos, é o poder de Deus”. (Coríntios 1:18). A cruz é um dos símbolos humanos mais antigos e é usada por diversas religiões, principalmente a católica. Alguns cristãos não a usam como símbolo, como por exemplo as Testemunhas de Jeová. Na subcultura gótica, surgida ao final da década de 1970, o símbolo geralmente representa sofrimento, dor ou angústia.

Peixe

Ichthus Significado dos símbolos e simbologia – parte 1Inicialmente, esse símbolo foi fundamental para a difusão do Cristianismo. O peixe é um símbolo primitivo do Cristianismo. Ele começou a ser usado como símbolo secreto para proteger os cristãos dos romanos, por quem eram perseguidos. A palavra peixe, do grego Ichthys, representa o acrónimo Iesous Christos, Theou Yios Soter​, que significa “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”. Note que o peixe era um dos alimentos básicos entre os judeus e, por esse motivo, tornou-se uma marca cristã, símbolo de amor, de união, de compaixão. É importante lembrar que o peixe também se tornou um símbolo de Cristo após Jesus fazer o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes. Jesus Cristo viveu na era do símbolo do zodíaco do peixe.

Alfa e Ómega

O-Alfa-e-o-Omega-e-o-Chi-Ro-298x300 Significado dos símbolos e simbologia – parte 1Em Apocalipse 1:8, 21:6 e 22:13, lemos: “Eu sou o alfa e o ómega”, no sentido de “o primeiro e o último”, e de “o começo e o fim”. Para os gnósticos, essa é uma observação verdadeiramente maravilhosa: é a principal indicação da existência do “estrangeiro magnânimo” ou do “Outro” no sistema de vida humana, no microcosmo. Aquele que fala “Eu sou o alfa e o ómega” é o ser elevado que aparece a João explicando a sua missão e o seu propósito de vida. Essa elevada entidade é o Cristo, o anjo ou o protótipo do homem-espírito, que diz que foi, é e será por muito tempo antes e depois que o ser humano que ouve essas palavras tenha desaparecido. Ao longo dos séculos, o ser humano que busca a luz sentiu esses símbolos do alfa e do ómega como um reconforto e uma promessa cheia de esperança. Os primeiros cristãos os afixaram como pinturas de parede nas catacumbas e, mais tarde, nos sarcófagos em que foram enterrados; os cátaros gravavam esses sinais no interior das suas moradas nas montanhas. Quem morresse em Cristo viveria com ele (in Jesu morimur). As letras alfa e ómega são frequentemente representadas em bandeiras e brasões – com relação à palavra labarum (estandarte militar romano) — combinadas com o monograma de Cristo, o Chi-Ro (ΧΡΙΣΤΟΣ, ou Χριστός). Assim, o cosmo e o microcosmo estão conectados no coração e na consciência: o a e o Ω, como sinais do ser humano renascido no microcosmo. O Chi-Ro é o símbolo da alma eterna do mundo que, como a Terra, é uma entidade viva, e que, segundo Platão, é tanto quanto possível igual a Deus: “Ele (Deus) pôs a inteligência numa alma e a alma num corpo e os combinou com a construção do Universo, finalizando-o de maneira a torná-lo uma obra que era, por sua própria natureza, de perfeita beleza e perfeita bondade”.

IHS

  • IHC-Jesus-300x278 Significado dos símbolos e simbologia – parte 1
    Monograma IHC de estilo medieval IHC

    IHS, uma abreviação e transliteração imperfeita do nome de Jesus em grego;

  • Iesus Hominis salvador (em francês, Jesus Salvador dos Homens);

No cristianismo oriental, o Cristograma mais amplamente utilizado é uma abreviatura de quatro letras, ΙϹΧϹ — uma abreviatura tradicional das palavras em grego para “Jesus Cristo” (isto é, as primeiras e últimas letras de cada uma das palavras ΙΗΣΟΥΣ ΧΡΙΣΤΟΣ

No cristianismo ocidental medieval falante do latim da Europa Ocidental (e, portanto, entre os católicos e muitos Protestantes de hoje), o cristograma mais comum tornou-se o “IHS” ou “IHC”, denotando as três primeiras letras do nome em grego de Jesus, IHΣΟΥΣ.

A Cruz de São Pedro

Peters_Cross.svg_-214x300 Significado dos símbolos e simbologia – parte 1A cruz invertida ou a cruz de São Pedro, como também é chamada, é a cruz latina ao contrário. Antes de ser considerada um símbolo satânico, simboliza a humildade para os cristãos, pois foi numa cruz invertida que Pedro foi crucificado. Pelo fato de ele não se julgar digno de morrer como Cristo, Pedro pediu que a sua cruz fosse colocada de cabeça para baixo. A origem deste símbolo está na tradição católica que diz que São Pedro foi crucificado de cabeça-para-baixo, pois sentiu que não era digno de ser executado da mesma maneira que Cristo. É frequentemente usada com duas chaves, simbolizando as chaves do Céu. O teólogo Orígenes de Alexandria foi o primeiro a relatar que São Pedro foi crucificado de cabeça-para-baixo, a pedido do próprio, antevendo maior sofrimento. Alguns católicos usam esta cruz como símbolo da humildade e demérito perante a Cristo. Nas últimas décadas o símbolo foi associado a atitudes satânicas e anti-religiosas a partir do imaginário de que, invertida, a cruz latina representaria o oposto da cristandade. Como resultado, a cruz de São Pedro acabou tornando-se popular entre grupos anti-religiosos. Tal significado acabou difundido na cultura popular, especialmente em filmes de Hollywood como Rosemary’s Baby, The Exorcism of Emily Rose e The Omen, onde o símbolo é frequentemente mostrado quando a intenção é representar Satanás.

Agnus Dei

Agnus-dei-st-remigius-ingelheim-300x225 Significado dos símbolos e simbologia – parte 1O cordeiro em pé simboliza Cristo e, representado com uma bandeira, significa o seu triunfo, a ressurreição. Cordeiro de Deus ou, em latim, Agnus Dei (também aportuguesado como ágnus-dei), é uma expressão utilizada no cristianismo para se referir a Jesus Cristo, identificado como o salvador da humanidade, ao ter sido sacrificado em resgate pelo pecado original. Na arte e na simbologia icónica cristã, é frequentemente representado por um cordeiro com uma cruz. A expressão aparece no Novo Testamento, principalmente no Evangelho de João, onde João Batista diz de Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo” (João, 1:29). Os hebreus ofereciam sacrifício de um cordeiro “puro, sem manchas e sem defeito” a Deus, para remissão dos pecados. O sacrifício de animais era frequente entre vários grupos étnicos, em várias partes do mundo. A morte de Jesus Cristo. Considerado pelos cristãos como filho unigénito de Deus, tornaria estes sacrifícios desnecessários, já que sendo considerado perfeito, não tendo pecado e tendo nascido de uma virgem por graça do Espírito Santo. Semelhante a Adão antes do pecado original, seria o sacrifício supremo, interpretado como o maior ato de amor de Deus para com a humanidade.

Livro dos sete selos

Apokalyptisches_Lamm-300x225 Significado dos símbolos e simbologia – parte 1O cordeiro deitado com uma cruz e sobre um livro – o Livro dos Sete Selos – simboliza o triunfo do Cristianismo no Julgamento Final. Os Sete Selos são um conceito da escatologia cristã e provêm do Livro do Apocalipse da Bíblia cristã, onde um livro com sete selos é descrito em Apocalipse 5:1. Os Sete Selos foram abertos pelo Leão de Judá. Apocalipse 5:5 diz: “E um dos anciões disse até mim: Não chores eis que o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e desatar os sete selos”. Judá era geralmente o reino entregue ao príncipe herdeiro de Israel. Jesus na tradição cristã, é o Rei dos reis, e não o príncipe herdeiro. O Leão de Judá é uma referência deliberada direta a um príncipe digno “do sangue de Cristo”. Os sete selos foram abertos, um a um, pelo Cordeiro. Apocalipse 5:6 diz: “E eis que, no meio do trono e dos quatro animais, e no meio dos anciãos, um Cordeiro como tinha sido morto, tendo sete chifres e sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra”.

  • Primeiro Selo – Conquista mundial, Cavalo branco;
  • Segundo Selo – Conflito e guerra, Cavalo vermelho;
  • Terceiro Selo – Fome e escassez, Cavalo preto;
  • Quarto Selo – Morte, Cavalo Amarelo;
  • Quinto Selo – Visão do martírio, ou mártires;
  • Sexto Selo – Perturbações “cósmicas” ou sinais do céu, e a marcação dos 144 mil;
  • Sétimo Selo – Soar das sete trombetas dos sete anjos e o Juízo Final.

Estudiosos bíblicos associam os sete selos com os sete Espíritos de Deus.

Rosário

Thebible33-300x225 Significado dos símbolos e simbologia – parte 1Símbolo da pureza da Virgem Maria. A oração do Santo Rosário surge aproximadamente no ano 800 à sombra dos mosteiros e conventos, como saltério dos leigos. Dado que os monges e os frades rezavam os salmos, enquanto os leigos, que em sua maioria não sabiam ler, rezavam 150 Pai Nossos. Com o passar do tempo, formaram-se outros três saltérios com 150 Ave Marias, 150 louvores em honra a Jesus Cristo e 150 louvores em honra a Virgem Maria. Segundo uma tradição, a Igreja Católica recebeu o Rosário em sua forma atual com 150 Ave Marias para meditar a Vida (Gozosos), Paixão (Dolorosos) e Glória (Gloriosos) de Jesus e Maria, mas ainda não havia estabelecido a divisão dos Mistérios. Em 1214, Virgem Maria apareceu a São Domingos Gusmão e o entregou como uma arma poderosa para a conversão dos hereges e outros pecadores daquele tempo. Desde então, sua devoção se propagou rapidamente em todo o mundo, acompanhada de incríveis e milagrosos episódios.

Escapulário

Escapulariocafe-300x215 Significado dos símbolos e simbologia – parte 1Objeto de proteção e de devoção à Nossa Senhora. O escapulário (do latim scapula, escápula) é um pedaço de pano que envolve integralmente os ombros de quem o veste. O tecido varia em forma,  cor, tamanho e estilo, dependendo do uso para o qual foi produzido, nomeadamente para atividades monásticas ou de devoção. Vastíssima foi a difusão da devoção do Escapulário do Carmo entre os fiéis a partir do século XV. Houve vários Papas que eram devotos do Escapulário, tais como Inocêncio IV, João XXII, Alexandre V, Bento XIV, Pio VI, Clemente VII, Urbano VII, Nicolau V, Sixto IV, Clemente VII, Paulo III, São Pio V, Leão XI, Alexandre VII, Pio IX, Leão XIII, São Pio X, Bento XV, o Pio XI, Pio XII e São João Paulo II. Além de usarem o Escapulário, estes Papas estimularam e aconselharam os católicos a usá-lo e premiaram esta devoção, aprovando os seus privilégios e cumulando de favores as Confrarias do Carmo. Houve também inúmeros santos que usaram o Escapulário, como por exemplo o Santo Afonso de Ligório, São Pedro Claver, São Carlos Borromeu, São Francisco de Sales, São João Maria Batista Vianney, Beato Batista Mantovano, São Pompílio Pirrotti, São João Bosco, Santa Teresa de Ávila, Santa Teresinha do Menino Jesus, São João da Cruz, Santa Maria de Jesus e Edith Stein. Deste modo, o escapulário tem servido de instrumento para estender a família Carmelita para além do círculo dos frades e freiras, com a ampla agregação de leigos devotos do Escapulário.

Rosa dourada

Golden_Rose-150x300 Significado dos símbolos e simbologia – parte 1Símbolo do papa, que é o chefe da igreja católica. A Rosa de Ouro surgiu no início da Idade Média. A primeira referência esta testemunhada numa bula de 1049, pela qual Leão IX isentou o Convento de Santa Cruz de Woffenheim (Alsácia), com a condição da abadessa enviar anualmente uma rosa de ouro à Santa Sé. A crônica de São Martinho de Tours que a mais antiga das ‘’rosas de ouro’’ conhecida é aquela enviada pelo Papa Urbano II a Fulque IV de Anjou, em 1096. Desde a Baixa Idade Média a honraria da Rosa de Ouro para honrar um soberano substituiu a honraria das Chaves da Confissão de São Pedro, ou Chaves de Ouro, instituída no século VIII, pelo Papa Gregório II. A data exata da instituição da rosa é desconhecida. De acordo com algum é anterior a Carlos Magno (742-814), de acordo com outros teve sua origem no fim do século XII; mas, certamente já existia antes do ano 1050, quando o Papa Leão IX (1051) fala da Rosa de Ouro como uma instituição já antiga, em seu tempo. O costume de oferecer a Rosa de Ouro, teve início quando os papas transferiram-se para Avinhão, continuando depois que o papado retornou para Roma. O príncipe condecorado recebia a Rosa de Ouro do papa, em solene cerimônia, sendo acompanhado pelo Sacro Colégio dos Cardeais. No início do século XVII passou a ser ofertada somente a rainhas e princesas. Aos imperadores, reis e príncipes eram ofertado presentes mais apropriados, como espadas. Mas, se um monarca estivesse presente em Roma, no Domingo Lætare, ele poderia receber a Rosa de Ouro. O ofício de entregar a Rosa de Ouro aos que residiam fora de Roma foi dado, pelos papas aos Cardeais Legados, aos núncios, aos internúncios e aos delegados apostólicos. Em 1895 foi criado um novo ofício, chamado de Portador da Rosa ou Zelador da Rosa, cargo não hereditário, destinado aos príncipes católicos, aos camareiros secretos de capa e espada ou a uma membro da Prefeitura da Casa Pontifícia. Este cargo foi posteriormente extinto. Em tempos mais recentes, depois do Concílio Vaticano II, a condecoração pontifícia passou a ser um presente dos papas a Nossa Senhora. No século X entrou na liturgia do quarto domingo da quaresma a singular Bênção da Rosa, sendo que em Roma a rosa passou a ser de ouro. O papa ia, do Palácio de Latrão à Basílica estacional de Santa Cruz de Jerusalém, levando na mão esquerda uma rosa de ouro que significava a alegria pela proximidade da Páscoa. Com a mão direita, o papa abençoava a multidão. Regressando, processionalmente a cavalo, o papa tinha sua montaria conduzida pelo prefeito de Roma. Ao chegar, presenteava o prefeito de com a rosa, em reconhecimento pelos seus atos de respeito e homenagem. Inicialmente, a rosa era levada pelo próprio papa. Mas, aumentando o peso da rosa, um clérigo foi encarregado desta função. Nesta ocasião, o papa benze na sacristia daquela basílica o bálsamo e o almíscar destinados à rosa que será abençoada. Só depois ela será levada, por um portador, a seu destinatário ou remetida a um embaixador residente em Roma. As rosas mais antigas não eram abençoadas. A bênção foi instituída para solenizar e induzir uma reverência maior por parte de quem a recebia.

A Numerologia

Ramo do esoterismo que recorre à simbologia dos números e a operações matemáticas com o intuito de estabelecer uma relação oculta entre números, seres vivos e forças físicas, paranormais ou mesmo divinatórias de forma a predizer as características da personalidade e mesmo o destino dessa mesma pessoa. Além disso, a numerologia é também o estudo do valor numérico das letras em palavras, nomes e ideias. Na numerologia, os números são considerados um dos conceitos humanos mais perfeitos e elevados.

No ano 530 a.C., Pitágoras, filósofo grego, metodicamente desenvolveu uma relação entre os planetas e a sua “vibração numérica”, que ele chamou “harmonia das esferas”. Através do seu método de numerologia, ele afirmou que as palavras têm um som que vibra em consonância com a frequência dos números como mais uma faceta da harmonia do universo e das leis da natureza. O seu estudo era popular entre os primeiros matemáticos, mas atualmente não é mais considerado uma disciplina matemática. A comunidade científica há muito relegou a numerologia à categoria de pseudociência ou superstição, como a astrologia relativamente à astronomia, ou a alquimia em relação à química, embora este último tivesse o caráter de protociência. Hoje, a numerologia é associada com paranormalidades, junto com a astrologia e outras artes de advinhação. A numerologia moderna contém muitos aspectos de uma grande variedade de culturas e antigos professores, incluindo a Babilónia, Pitágoras e seus seguidores (na Grécia, 6º século a.C.), filosofia astrológica da Alexandria helenística, o sistema da Cabala dos Hebreus, o antigos Cristianismo místico e Gnosticismo, os Vedas Indianos, o “Círculo dos Mortos” da China, o Livro dos Mestres da Casa Secreta (Ritual dos Mortos) do Egito. Santo Agostinho (354–430 d.C.) escreveu “os Números são a Linguagem Universal ofertada por Deus aos humanos como confirmação da verdade.”

11:11

11-11-11_on_watch-300x216 Significado dos símbolos e simbologia – parte 1Numerologistas acreditam que os eventos ligados à hora 11:11 aparecem devido a sincronicidades matemáticas universais logo espirituais, pois está provado cientificamente que o acaso e coincidências não existem. Esta crença está relacionada com o conceito de sincronicidade. Outros autores acreditam ser um sinal auspicioso, e outros, que sinalizam uma presença de um espírito. Apesar de não ser o criador do conceito, Uri Geller tem falado repetidamente sobre o 11:11, que a crença, tem poderes místicos e que também foi adotado por muitos crentes nas filosofias da Nova Era.[7] No entanto, alguns céticos dizem que os exemplos de Geller referente ao fenómeno 11:11, em eventos do mundo, são exemplos de análises em post-hoc de raciocínio e predisposição para a confirmação.

318 ou 888

O número 318 foi usado como símbolo de Cristo na Antiguidade: é o caso do prefácio da Psychomachia da Prudência. Na verdade, 318 está escrito T I H (em minúsculas, τιη’) em grego antigo, onde T, que tem a forma de uma cruz, está associado às duas primeiras letras de Jesus em grego, I e H.

666

O número 6 das bestas-feras e o número de homem

“Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, porque é número de homem; e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.” (Apocalipse 13:18). O número chave que compõe a expressão “seiscentos e sessenta e seis” é o número 6 (seis), que aparece de forma tríplice na sua forma descritivamente numérica: 666. “E disse também Deus: Produza a terra seres vivente, conforme a sua espécie: animais domésticos, répteis e bestas-feras, segundo a sua espécie. E assim se foi. E fez Deus as bestas-feras, segundo a sua espécie, e os animais domésticos, segundo a sua espécie, e todos os répteis da terra, conforme a sua espécie. E viu Deus que isso era bom. Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se rastejam pela terra… E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era ótimo; houve tarde e a manhã, o dia sexto” (Génesis 1:24-26,31) A primeira aparição bíblica que leva a citação ao número 6 aparece no livro de Génesis. Em Génesis capítulo 1, no trecho b do versículo 31, lê-se: “e foi a tarde e a manhã: o dia sexto”. Perceptivelmente, durante o processo da criação dos seres viventes, que estão enquadrados ao período do dia sexto da Génesis, entre outras criaturas, aparecem: as bestas-feras (Génesis 1:24) e o próprio homem (Génesis 1:26). “E da boca do dragão, e da boca da Besta, e da boca do falso profeta vi saírem três espíritos imundos, semelhantes a rãs, porque são espíritos de demónios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo para os congregar para a batalha, naquele grande Dia do Deus Todo-Poderoso” (Apocalipse 16:13-14) No Apocalipse, todo o complexo dado para a formação da profecia do fim dos tempos possui uma estrutura revelada em forma de uma trindade: o dragão, a besta e o falso profeta. Visto que 6 é o número do homem, pois foi criado no sexto dia por Deus (Génesis 2:26-31) ; o número “666” representa uma trindade humana imitando a trindade divina, a trindade. Pai, Filho e Espírito Santo. Sendo assim, três vezes seis deve referir-se a uma estrutura humana homem que se apresenta como a trindade divina. Assim como os imperadores romanos e muitos outros, antes e depois deles, o Anticristo, chamado também de “O Assolador” (Daniel 9:27), se julgarão igual a Deus (2 Tessalonicenses 2:4).

7 ou Sete

Sétimo dia: Deus descansa e abençoa o sétimo dia. o sabat, é o dia de descanso semanal no judaísmo, simbolizando o sétimo dia no Gênesis, após os seis dias da Criação. É observado a partir do pôr-do-sol da sexta-feira até ao pôr-do-sol do sábado. O exato momento de início e final do shabat varia de semana para semana e de lugar para lugar, de acordo com o horário do pôr-do-sol. Mas outras religiões, como, por exemplo, os adventistas do sétimo dia, baseiam-se na Bíblia e ensinam a guardar o sábado de forma diferente dos judeus no aspecto de seguir leis bíblicas. “A Igreja Adventista do Sétimo Dia reconhece o sábado como sinal distintivo de lealdade a Deus (Êx 20:8-11; 31:13-17; Ez 20:12, 20), cuja observância é pertinente a todos os seres humanos em todas as épocas e lugares (Is 56:1-7; Mc 2:27). Quando Deus “descansou” no sétimo dia da semana da criação, Ele também “santificou” e “abençoou” esse dia (Gn 2:2, 3), separando-o para uso sagrado e transformando-o num canal de bênçãos para a humanidade. Os batistas do sétimo dia são batistas que observam o sábado, o sétimo dia da semana, como dia santo ao Senhor. Adotam uma teologia batista pactual, baseada no conceito de sociedade regenerada, do batismo consciente de crentes por imersão, do governo congregacional e da base escriturística de opinião e prática.

Existem várias listas que são compostas por sete elementos

Os pecados capitais são quantificados, de acordo com a Igreja Católica, em sete:

  1. Vaidade (orgulho)
  2. Avareza (ganância)
  3. Ira
  4. Preguiça
  5. Luxúria
  6. Inveja
  7. Gula

Em oposição, há sete virtudes divinas

  1. Castidade
  2. Generosidade
  3. Temperança
  4. Diligência
  5. Paciência
  6. Caridade
  7. Humildade

Expressão popular

“fechado a sete chaves” e “debaixo de sete palmos”.

As sete cores escolhidas arbitrariamente do arco-íris (na realidade o arco-íris tem infinitas cores):

  1. Vermelho
  2. Laranja
  3. Amarelo
  4. Verde
  5. Azul
  6. Anil
  7. Violeta

O carnaval ocorre sempre 7 (sete) domingos antes do domingo de Páscoa.
Há sete cores no arco-íris: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul-claro, azul-escuro e violeta.
Sete cabeças da Hidra de Lerna;
Há sete chakras metafísicos
São sete os dias da semana.
Diz-se que, quando fazemos diabruras ou desatinos, estamos a pintar o sete.
Na sueca a carta 7 não é padrão como as outras;
No dominó jogamos com sete pedras na mão;
A Branca de Neve e os Sete Anões: Atchim, Soneca, Zangado, Feliz, Dengoso, Mestre e Dunga.
As botas de sete léguas
Os sete irmãos do Pequeno Polegar
O gato tem sete vidas
Os sete fantasmas da torre
A independência brasileira aconteceu no dia sete
Lenda das Sete Cidades, ilha lendária dos Açores.

Os sete mares

  1. Mar Mediterrâneo;
  2. Mar Adriático;
  3. Mar Negro;
  4. Mar Vermelho, incluindo o Mar Morto e o Mar da Galileia;
  5. Mar Arábico;
  6. Golfo Pérsico;
  7. Mar Cáspio.

As sete colinas de Roma

  1. Capitolino;
  2. Quirinal;
  3. Viminal;
  4. Esquilino;
  5. Célio;
  6. Aventino;
  7. Palatino.

As Sete Colinas de Lisboa

Os sete sacramentos:

  1. Batismo
  2. Confirmação
  3. Eucaristia
  4. Sacerdócio
  5. Penitência
  6. Extrema-unção
  7. Matrimónio

As sete igrejas da antiguidade

  1. Tiatira
  2. Éfeso
  3. Esmirna
  4. Laodiceia
  5. Filadélfia
  6. Pérgamo
  7. Sardes

Há sete notas musicais

  1. Mi
  2. Sol
  3. Si

O número 7 (sete) representa o universo e o 10 o além do universo pois se somar 3 (Pai, Filho, e Espirito Santo) e igual a 10.

No Evangelho segundo Mateus

São sete as petições na oração do Pai Nosso em Mateus 6:9–15;
A genealogia de Jesus é apresentada em três vezes catorze (duas vezes sete) gerações (cf. Mateus 1:17);
São sete as bem-aventuranças apresentadas em Mateus 5:3–11;
São sete as Parábolas de Jesus apresentadas em {Mateus 13;
Existe o dever de perdoar setenta vezes sete (cf. Mateus 18:22);
São sete as maldições contra os fariseus apresentadas em Mateus 23:13–36.

Dons do Espírito Santo ou Carismas

conforme algumas denominações cristãs, nomeadamente as pentecostais e as católicas, são diversos dons que o Espírito Santo dota os cristãos, concedendo-lhes determinadas graças para além das suas aptidões naturais e dando-lhes a oportunidade de se tornarem instrumentos especiais de Deus neste mundo, para se fortalecerem junto da Igreja e a ajudar a edificá-la. Esses dons são descritos no Novo Testamento, principalmente em I Coríntios 12, Romanos 12 e Efésios 4. O profeta Isaías enumera sete dons admiráveis do Espírito Santo ao chamar-Lhe

  1. Espírito da sabedoria
  2. entendimento
  3. conselho
  4. fortaleza
  5. ciência
  6. piedade
  7. temor a Deus

 ( Is 11, 2s) Simbolizam a plenitude de Vida a que o Espírito nos conduz por puro dom e pertencem em plenitude a Cristo. A Vulgata de São Jerónimo e a Tradução Grega da Bíblia dos 70 (Septuaginta) eliminaram a dupla menção do temor de Deus e acrescentaram a piedade, mantendo assim o número de sete, considerado o número da perfeição.

A constituição setenária segundo a Teosofia

Um princípio, para a Teosofia, é um começo, um fundamento, uma fonte e uma essência de onde as coisas procedem. Princípios são assim as essências fundamentais das coisas. Estes princípios, tanto no Homem quanto na natureza, são teosoficamente enumerados como sete. Segundo a Teosofia, o sete é o número fundamental da manifestação, frequentemente encontrado em diferentes cosmogonias, assim como nos dogmas de diversas religiões e na tradição de muitos povos antigos.

O Atman, com o objetivo de individualizar-se, emana de si um princípio mais denso chamado Budhi. Esta díade Atman-Budhi reveste-se de princípios cada vez mais densos, e em número de sete. Iniciando do mais denso para o mais sutil:

  1. Sthula sharira – O corpo físico, corpo denso.
  2. Prâna – O corpo vital;
  3. Linga sharira – O duplo etérico, o corpo astral na teosofia original, de Blavatsky;
  4. Kâma rupa – O corpo de desejos ou corpo emocional, o corpo astral na literatura teosófica posterior a Blavatsky;
  5. Manas – Nossa Alma Humana, ou Mente Divina. É o elo entre a Díade Atman-Budhi e nossos princípios inferiores; O corpo mental de Manas inferior;
  6. Budhi – Nossa Alma Divina;
  7. Atman – O raio do Absoluto, nossa Essência Divina;

A tríade Atma-Budhi-Manas é a parte superior e imortal do Homem, sendo os restantes quatro princípios chamados de “princípios inferiores” ou “quaternário inferior”. A constituição setenária proposta por Blavatsky e a Teosofia é uma síntese de ideias da filosofia oriental (Advaita Vedanta, Samkhya) e ocidental (Platonismo, ocultismo). Todas estas correntes concordam que a constituição humana é formada por sete princípios. Embora a ideia original de Blavatsky tenha sofrido posteriores modificações, feitas por esoteristas como Leadbeater, Rudolph Steiner e Alice Bailey, a descrição dos sete princípios de Blavatsky permanece consistentemente como base do pensamento esotérico ocidental.

A constituição do homem segundo os Mestres Ascensos

Nos ensinamentos da The Summit Lighthouse, o homem também é constituído de sete corpos: três corpos superiores: o Corpo da Presença do EU SOU, o Corpo Causal e o Santo Cristo Pessoal e quatro corpos inferiores: o corpo etérico, o corpo mental, o corpo emocional (ou astral) e o corpo físico. Os três corpos superiores correspondem ao plano do Espírito e os quatro corpos inferiores ao plano da matéria. Além disto, outras correntes rosacruzes, como é o caso da Fraternitas Rosicruciana Antiqua, preferem propor uma constituição humana formada por três princípios: Corpo, alma e espírito. Neste esquema tríplice, o Corpo é associado ao corpo denso; a alma é associada ao corpo astral; e o espírito aos princípios superiores do homem. A alma se constitui no elo que une e liga o corpo e o espírito. Um ideia semelhante é o perispírito da doutrina espírita, elemento mais sutil que o corpo, porém mais denso que o espírito e que o reveste.

Outros Números

Em 325 d.C. após o Primeiro Concílio de Niceia, atitudes da Igreja a favor dessas crenças foram classificadas como violações civis pelo Império Romano. A Numerologia não encontrou mais apoio com as autoridades cristãs da época e foi classificada no campo das crenças não aprovadas junto com a Astrologia e todas outras formas de advinhação e magia. Mesmo sendo expurgada pela religião, a significância atribuída aos números ditos “sacros” não desapareceu. Por exemplo, os números 3 e 7 têm um forte significado espiritual na Bíblia. O exemplo mais óbvio seria a criação do mundo em 7 dias. Jesus perguntou a Deus 3 vezes se ele poderia evitar a crucificação e foi crucificado às 3 da tarde. 7 dias é o comprimento da fome e outros eventos impostos por Deus e às vezes é seguido pelo número 8 como um símbolo de mudança. O número “888”, por exemplo, é considerado o número de Jesus. Todos esses números foram comentados e analisados por Doroteu de Gaza e a numerologia ainda é muito considerada, ao menos pela ala conservadora da Igreja Ortodoxa Grega.

Não há definições definitivas e padronizadas para significados específicos dos dígitos. Alguns exemplos mais comuns são:

  1. Individual. Agressor. Yang.
  2. Equilíbrio. União. Receptividade. Yin.
  3. Comunicação/interação. Neutralidade.
  4. Criação.
  5. Ação. Inquietude.
  6. Reação/fluxo Responsabilidade.
  7. Pensamento/Consciência
  8. Poder/sacrifício.
  9. Alto nível de mudança.

Em geral, números pares são considerados de boa sorte, uma vez que essa boa sorte geralmente vem em pares. A medicina tradicional chinesa (MTC) e suas disciplinas associadas, tais como a acupuntura, baseia sua “ciência” em “associações numéricas místicas”, como os “12 vasos circulando sangue e ar correspondem aos 12 rios fluindo rumo ao Reino Central; e as 365 partes do corpo, uma para cada dia do ano” correspondem as bases para localizar os pontos de acupuntura. Os Cantoneses frequentemente associam as seguintes definições (com base nos seus sons), que podem diferir das outras línguas da China:

  1. 一 jɐ́t — de certo
  2. 二 ji̭ː — fácil 易 ji̭ː
  3. 三 sáːm — vivo 生 sáːŋ
  4. 四 sēi — considerado de má sorte pois 4 tem o mesmo som da palavra para morte ou sofrimento 死 sěi, mas em língua de Shanghai é homófone de água (水) e é considerado de boa forte, pois a água é associada ao dinheiro.
  5. 五 ŋ̬ — o próprio, eu, eu mesmof 吾 ŋ̭, nada, nunca 唔 ŋ, m;
  6. 六 lùːk & — Profanidade Cantonesa, palavra vulgar – em Cantonês.
  7. 八 pāːt — sorte inesoerada, prosperidade 發 fāːt
  8. 九 kɐ̌u — demorado, tempo longo 久 kɐ̌u|, suficiente 夠 kɐ̄u ou Profanidade Cantonesa, palavra vulgar, derivado de cão 狗 kɐ̌u – em Cantonês.

Algumas combinações de “boa sorte”

99 — duas vezes longevo, talvez eterno; usado como nome de um polpular rede Sino-Americana de Supermercados da Chinaa “99 Ranch Market”.
168 — muitos dos números de telefone com taxas reduzidas e promoções começam por esses números, considerado de muita sorte. Também é o nome de uma rede de motéis na China. (Motel 168).
518 — Eu hei de prosperar.
814 — Similar ao 168, significa “seja saudável, vida plena”. 148 tem significado similar “vida plena, seja saudável”.
888 — Três vezes prosperidade, “saudável saudável, saudável”.
1314 — vida completa e longa, existência.
289 — facilidade para obter suficiente felicidade/sorte e mantê-la por muito tempo. (2 é fácil, 8 é fortuna, 9 é suficiente e/ou por muito tempo)

Da Índia

1, 10, 19, 28 são regidos pelo Sol, contagem 1 para letras: AIJQY
2, 11, 20, 29 são regidos pela Lua, contagem 2 para letras: BCKR
3, 12, 21, são regidos por Júpiter contagem 3 para letras: GLS
4, 13, 22, 31 são regidos por Rahu, contagem 4 para letras: DMT
5, 14, 23, são regidos por Mercúrio, contagem 5 para letras: NE
6, 15, 24 are são regidos por Vênus, contagem 6 para letras: UVWX
7, 16, 25 são regidos por Ketu contagem 7 para letras: OZ
8, 17, 26 são regidos por Saturno, contagem 8 para letras: FHP
9, 18, 27 são regidos por Marte, sem letras para 9

Os seguintes números de sorte são comuns com os da China:

518 — Eu vou prosperar
814 — Similar ao 168, que significa “ser saudável, vida plena”. O Número 148 também tem o mesmo significado de “vida plena sendo saudável”.
888 — Três vezes a prosperidade – “saudável saudável saudável”.
1314 — Todo tempo de vida, existência.
289 — facilidade para obter suficiente felicidade/sorte e mantê-la por muito tempo. (2 é fácil, 8 é fortuna, 9 é suficiente e/ou por muito tempo).

Alguns astrólogos acreditam que há uma relação entre alguns números e os planetas em nosso sistema solar. Um elo foi criado por Cornélio Agripa (1486-1535 ), que descreveu em grande detalhe no livro II de sua Filosofia Oculta as praças mágicas, chamando-as de “mesas sagradas de planetas e dotadas de grandes virtudes, uma vez que representam a razão divina, ou forma de números celestiais”.

93 (Thelema)

Crowley_unicursal_hexagram-273x300 Significado dos símbolos e simbologia – parte 1O número 93 é de grande significância na Thelema, fundada pelo autor Inglês e ocultista Aleister Crowley nascido Edward Alexander Crowley polémico mago, poeta, ocultista e escritor, que se autodenominou A Grande Besta 666. Em 1904 com a escrita do Livro da Lei (também conhecido como Liber AL vel Legis ). A filosofia central do Thelema está em duas frases de Liber AL: “Faze o que tu queres há de ser o Todo da Lei” e “Amor é a Lei, Amor Sob Vontade”. Os dois termos primários dessas declarações são “Vontade” e “Amor”, respectivamente. Na língua grega, eles são Thelema (Vontade) e Agape (Amor). Usando a técnica grega de Isopsefia, que aplica um valor numérico a cada letra, sendo que as letras de cada uma dessas palavras soma 93. Há outras palavras encontradas em literatura Thelémica que somam 93 usando ou isopsephia ou gematria. Essas incluem:
OIVZ—Ditou Liber AL vel Legis para Aleister Crowley em 1904
AUMGN – Adaptação de Crowley de Om o mantra mais importante do hinduísmo e outras religiões. Diz-se que ele contém o conhecimento dos Vedas e é considerado o corpo sonoro do Absoluto, Shabda Brahman. O Om é o som do universo e a semente que “fecunda” os outros mantras. 

Liber_AL_Vel_Legis Significado dos símbolos e simbologia – parte 1Thelema

Θ (Theta) 9
ε (Epsilon) 5
λ (Lambda) 30
η (Eta) 8
μ (Mu) 40
α (Alpha) 1
Θελημα 93

Agapé

Α (Alpha) 1
γ (Gamma) 3
α (Alpha) 1
π (Pi) 80
η (Eta) 8
Αγαπη 93

A Aritmância

Na terminologia numerológica moderna, a aritmância (forma curta do Grego αριθμομαντεια adivinhação por números) é uma versão simplificada da Isopsefia dos gregos antigos ou da Guematria Aramaico-Hebréia, adaptada ao alfabeto latino. Por esse método de Agrippa, as letras consideradas eram aquelas de recente versão do alfabeto latino (com “U” e “V” consideradas como sendo letras separadas, bem como “I” e “J” sendo também distintas, o que não era comum até o século XVIII), os valores de 1 a 9 eram no método de Agrippa:

1 2 3 4 5 6 7 8 9
A B C D E F G H I
J K L M N O P Q R
S T U V W X Y Z

Com base nesses valores, era calculado por soma o valor numérico do nome da pessoa. Se o resultado fosse maior que nove, os valores dos dígitos do número eram somados em operações seguidas até que se chegasse a um único algarismo. Uma aproximação com objetivos similares é feito pelo uso dos números da data de nascimento da pessoa, visando definir o caráter da mesma. Cada um dos números obtidos por diferentes métodos é considerado como adequando para certo tipo de previsão. Agrippa foi o primeiro a utilizar com tais objetivos o alfabeto latino no século XVI que, a partir daí, foi usado extensivamente. É também chamado de método Pitagórico, embora não haja relação nenhuma como o sábio grego.

Um método menos conhecido é o chamado Caldeu (nesse contexto, a palavra “Caldeu” é uma forma fora de moda de se referir à língua aramaica e seus falantes) A maior diferença entre os métodos de Agrippa e o Caldeu é o fato no número nove (9) não ser usado no Caldeu. Nos demais aspecto, ambos métodos se assemelham, mas o Caldeu segue as relações numéricas das letras Latinas devidamente corrigida para a sequência das letras do alfabeto hebraico.

1 2 3 4 5 6 7 8
A B C D E U O F
I K G M H V Z P
J R L T N W    
Q   S     X    
Y              

 

Código da Bíblia

Bible_code_example-200x300 Significado dos símbolos e simbologia – parte 1
Sequências de letras equidistantes “Bíblia” e “código” encontradas na versão King James do Gênesis (26:5-10), ilustradas por CMG Lee. Palavras alternativas estão em negrito para legibilidade

Também conhecido como códigos do Torah, são conjuntos de palavras e frases que tem um significado a respeito de acontecimentos futuros, sendo que alguns creem que foram colocadas intencionalmente de forma “codificada” e oculta nos textos bíblicos. Estes códigos se tornaram famosos através de livro The Bible Code de Michael Drosnin, que sugere que esses códigos oferecem avisos sobre o futuro. O código foi vendido como sensação e o livro escrito a respeito tornou-se um best-seller. O matemático israelense Eliyahu Rips e o jornalista americano Michael Drosnin estão convictos de que é possível decifrar o código da Bíblia por meio de operações matemáticas por computador. Segundo os autores, no código estariam previstos o Holocausto, a morte de Yitzhak Rabin, a presidência de Bill Clinton, entre outros acontecimentos. Nesse meio tempo, porém, também se ouviram vozes pessimistas questionando ou rejeitando o código. Vários especialistas o classificaram simplesmente como bobagem e acrobacia numérica. A Sociedade Bíblica Alemã tomou posição em uma reportagem intitulada “Deus não fala por códigos” e conclamou a uma avaliação sóbria, é difícil acreditar que Deus tenha falado a Seu povo de forma codificada durante 3.000 anos

Bible_code_in_Exodus_11-6-300x71 Significado dos símbolos e simbologia – parte 1

 

 

Código do Alcorão

O termo código do Alcorão (também conhecido como Código 19) refere-se a uma teoria religiosa de que o texto do Alcorão contém um código matemático complexo oculto. Para seus defensores, isso seria uma prova matemática da autoria divina do Alcorão e também acreditam que pode ser usado para identificar erros ortográficos no texto corânico. Esta teoria apologética foi amplamente utilizada no mundo muçulmano antes de perder importância após certas afirmações do seu inventor, Rashad Khalifa. Tem sido fortemente criticado por investigadores ocidentais pelos seus numerosos erros metodológicos ou por vieses nos cálculos. Os críticos consideram esta afirmação cientificamente indefensável. Em 1997, após a morte de Khalifa, ele dedicou um pequeno artigo ao assunto enquanto servia como colunista do Skeptical Inquirer. Saaleh ressalta que Khalifa selecionou os dados que funcionaram e rejeitou o restante. Assim, ele considera que os humanos têm 209 ossos, enquanto um adulto geralmente só tem entre 206 e 208, números que não são múltiplos de 19, ao contrário de 2093. Da mesma forma, foram notados erros em certas contagens, como o número de vezes que os nomes Allah ou al Rahman são citados no Alcorão.

Gematria

É o método hermenêutico de análise das palavras bíblicas somente em hebraico, atribuindo um valor numérico definido a cada letra. É conhecido como “numerologia judaica” e existe na Torá (Pentateuco). A cada letra do alfabeto hebraico é atribuído um valor númerico, assim, uma palavra é o somatório dos valores das letras que a compõem. As escrituras são então explicadas pelo valor numérico das palavras. Tal lógica estava presente na produção de midrash e consolidou-se durante a Idade Média, próximo à época das cruzadas, mas ainda é utilizada, compilada primeiramente no Talmude e posteriormente em tratados da Cabala.

Similarmente temos AchD (אחד), Achad (Unidade), e AHBH (אהבה), Ahebah (Amor) têm o mesmo valor numérico 13.

AchD – A=1, Ch=8, D=4 (1+8+4=13)

AHBH – A=1, H=5, B=2, H=5 (1+5+2+5=13)

Isto quer significar que Amor é Unidade. Existe infinito número de exemplos. Note-se também que a palavra (ou Nome) IHVH (יהוה), outro nome para Deus, tem valor (10+5+6+5=26) que é o dobro de 13. Isto pode ser estudado aprofundando nos estudos da guematria. Um outro exemplo famoso do uso da Guematria é quanto à origem da relação do 666 como o Número da Besta. Este número é o valor da Guematria do nome Imperador Romano Nero em Hebraico – קסר נרו. Esta relação se deu pelo fato deste Imperador, contemporâneo ao início do Cristianismo, ser um perseguidor implacável dos praticantes desta fé, que ainda mantinham muitos laços com a tradição judaica, bem como a utilização da Guematria.

13

numero-13-1_xl Significado dos símbolos e simbologia – parte 1O 13 (treze), desde a Antiguidade Clássica, é o número do azar, o portador de coisas más. Nas Sagradas Escrituras, o capítulo 13 do livro do Apocalipse faz referência ao anticristo e à besta. Os numerologistas consideram o 13 como o número que atua em desarmonia sobre as leis do universo. Na Última Ceia estavam presentes 13 elementos – Jesus e os seus 12 apóstolos. Nessa ocasião, Jesus foi traído por Judas Iscariotes. Para fortalecer ainda mais o negativismo do número, bem como o fato de ser evitada uma refeição em que 13 pessoas se sentem à mesa, diz a lenda que 12 deuses foram convidados para um banquete. Um deus, o deus do fogo, que não havia sido convidado, apareceu e iniciou uma briga que terminou com a morte do deus solar, o preferido dentre os deuses. Chama-se triscaidecafobia a fobia ou o grande temor ao número 13.

Sexta-feira 13

O fato de o número 13 coincidir com uma sexta-feira significa, para os supersticiosos, o dia do azar. Há uma série de histórias que tentam explicar o motivo dessa atribuição à data. A mais provável resulta do número de elementos presentes na Santa Ceia (13) e do dia seguinte, em que Jesus foi crucificado (sexta-feira).

Na matemática

O número treze (13) é o número natural no conjunto dos números naturais ímpares que sucede o 12 e precede o 14. Ele é o sexto número primo (número divisível por 1 e por ele mesmo), depois do 11 e antes do 17. O número 13 é o sétimo número de Fibonacci, depois do 8 e antes do 21. Ele pode ser escrito de forma única como a soma de dois números primos: 13 = 2 + 11 13=2+11\,. Em química, ele é o número atómico do Alumínio, um metal não magnético.

O Positivismo do Número 13

A carta 13 do tarô é a carta da morte, mas no sentido de fim de um ciclo, portanto, de mudança e, assim, nem sempre está associada a coisas más. Por isso, em contrapartida, algumas pessoas consideram o 13 o número de boas vibrações. Também na Antiguidade, o número 13 recebia uma conotação positiva; poderia representar o mais poderoso e sublime. Assim, é dito que Zeus se juntou a 12 deuses num cortejo e, sendo o 13.º se distinguiu pela superioridade. Ulisses, por sua vez, escapou de ser devorado pelo Ciclope e era o 13.º elemento do grupo.

Sequência de Fibonacci

FibonacciRabbit-300x225 Significado dos símbolos e simbologia – parte 1É uma sequência de números inteiros, começando normalmente por 0 e 1, na qual cada termo subsequente corresponde à soma dos dois anteriores. A sequência recebeu o nome do matemático italiano Leonardo de Pisa ou Leonardo Fibonacci, mais conhecido por apenas Fibonacci, que descreveu, no ano de 1202, o crescimento de uma população de coelhos, a partir desta. Esta sequência já era, no entanto, conhecida na antiguidade. Os números de Fibonacci são, portanto, os números que compõem a seguinte sequência (A000045 na OEIS):

0,1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233, 377, 610, 987, 1597, 2584, …

É importante destacar que a sequência de Fibonacci é infinita. Portanto, o ideal é que você defina um valor que tenha como objetivo e, ao alcançar esse objetivo, você decida uma nova meta para alcançar. Em termos matemáticos, a sequência é definida recursivamente pela fórmula abaixo, sendo o primeiro termo F1= 1:

F n = F n − 1 + F n − 2 ,
{\displaystyle F_{n}=F_{n-1}+F_{n-2},}

e valores iniciais
F 1 = 1 , F 2 = 1.
{\displaystyle F_{1}=1,\;F_{2}=1.}

A sequência de Fibonacci tem aplicações na análise de mercados financeiros, na ciência da computação e na teoria dos jogos. Também aparece em configurações biológicas, como, por exemplo, na disposição dos galhos das árvores ou das folhas numa haste, no arranjo do cone da alcachofra, do abacaxi, ou no desenrolar da samambaia. No ocidente, a sequência de Fibonacci apareceu pela primeira vez no livro Liber Abaci (1202) de Leonardo Fibonacci, embora ela já tivesse sido descrita por gregos e indianos. Fibonacci considerou o crescimento de uma população idealizada (não realista biologicamente) de coelhos. Os números descrevem o número de casais na população de coelhos depois de n meses se for suposto que:

  • no primeiro mês nasce apenas um casal;
  • casais amadurecem sexualmente (e reproduzem-se) apenas após o segundo mês de vida;
  • não há problemas genéticos no cruzamento consanguíneo;
  • todos os meses, cada casal fértil dá a luz a um novo casal; e
  • os coelhos nunca morrem.

270px-FibonacciBlocks Significado dos símbolos e simbologia – parte 1Mas genericamente, chama-se sequência de Fibonacci qualquer função g tal que g(n + 2) = g(n) + g(n + 1). Essas funções são precisamente as de formato g(n) = aF(n) + bF(n + 1) para alguns números a e b, então as sequências de Fibonacci formam um espaço vetorial com as funções F(n) e F(n + 1) como base. Em particular, a sequência de Fibonacci com F(1) = 1 e F(2) = 3 é conhecida como a sequência de Lucas. A importância dos números de Lucas L(n) reside no fato deles gerarem a Proporção áurea para as n-ésimas potências: Com esta fórmula podemos montar a sequência de Fibonacci e descobrir, por exemplo, quantos coelhos foram gerados no sexto mês, basta aplicar a fórmula descrita acima até chegar ao ponto inicial de 1 e 1, como mostra a figura ao lado.

Proporção áurea

Da_Vinci_Vitruve_Luc_Viatour-221x300 Significado dos símbolos e simbologia – parte 1Número de ouro, número áureo, secção áurea, proporção de ouro é uma constante real algébrica irracional denotada pela letra grega ϕ \phi (PHI), em homenagem ao escultor Phideas (Fídias), que a teria utilizado para conceber o Parthenon, e com o valor arredondado a três casas decimais de 1,618. Também é chamada de se(c)ção áurea (do latim sectio aurea), razão áurea, razão de ouro, média e extrema razão (Euclides), divina proporção, divina seção (do latim sectio divina), proporção em extrema razão, divisão de extrema razão ou áurea excelência. O número de ouro é ainda frequentemente chamado razão de Phidias. Desde a Antiguidade, a proporção áurea é usada na arte. É frequente a sua utilização em pinturas renascentistas, como as do mestre Giotto. Este número está envolvido com a natureza do crescimento. Phi (não confundir com o número Pi π \pi), como é chamado o número de ouro, pode ser encontrado de forma aproximada no homem (o tamanho das falanges, ossos dos dedos, por exemplo), nas colmeias, entre inúmeros outros exemplos que envolvem a ordem de crescimento na natureza.

  • Mesures_de_la_main_artlibre_jnl-300x300 Significado dos símbolos e simbologia – parte 1A altura do corpo humano e a medida do umbigo até o chão.
  • A altura do crânio e a medida da mandíbula até o alto da cabeça.
  • A medida da cintura até a cabeça e o tamanho do tórax.
  • A medida do ombro à ponta do dedo e a medida do cotovelo à ponta do dedo.
  • O tamanho dos dedos e a medida da dobra central até a ponta.
  • A medida da dobra central até a ponta dividido e da segunda dobra até a ponta.
  • A medida do seu quadril ao chão e a medida do seu joelho até o chão.
  • Essas proporções anatómicas ideais foram representadas pelo “Homem Vitruviano”, obra de Leonardo Da Vinci.
  • Dimensão do útero em mulheres jovens (16 e 20 anos), segundo o pesquisador Jasper Vergtus, da Universidade de Leuven.

Na Pirâmide de Quéops, no Egito, cada bloco é 1,618 vezes maior que o bloco do nível logo acima e também, as câmaras em seu interior seguem esta proporção, de forma que os comprimentos das salas são 1,618 vezes maiores que as larguras. Ainda, nas ruínas do Parthenom, na Grécia, são notadas inúmeras presenças da razão áurea. Justamente por ser encontrado em estudos de crescimento, o número de ouro ganhou um status de “ideal”, sendo alvo de pesquisadores, artistas e escritores. O fato de ser apoiado pela matemática é que o torna fascinante.

Linha do tempo baseada nos estudos de Priya Hemenway

  • Phidias (490–430 a.C.) projetou o Partenon que contém proporções áureas.
  • Platão (427–347 a.C.), no seu Timeu, descreveu os sólidos platónicos: tetraedro, hexaedro (cubo), octaedro, dodecaedro e icosaedro. Podem ser encontradas proporções áureas em partes dos sólidos.
  • Euclides (325–265 a.C.), em sua obra Os Elementos, registou a construção geométrica divisão em média e extrema razão (em grego: ἄκρος καὶ μέσος λόγος).
  • Fibonacci (1170–1250) mencionou a sequência numérica conhecida como Sequência de Fibonacci; sendo aproximações do número de ouro.
  • Luca Pacioli (1445–1517) estudou a “divina proporção” em sua obra de mesmo nome. O termo foi sugerido por Leonardo Da Vinci.
  • Michael Maestlin (1550–1631) publicou a fração decimal do número de ouro.
  • Johannes Kepler (1571–1630) provou que a proporção áurea é o limite da relação entre os números consecutivos da série Fibonacci e descreveu a proporção áurea como uma “joia preciosa”: “A geometria tem dois grandes tesouros: um é o Teorema de Pitágoras, e o outro é a divisão áurea”.
  • Charles Bonnet (1720–1793) apontou a presença da série Fibonacci nas espirais logarítmicas presentes nas plantas, tanto no sentido horário, como no anti-horário.
  • Martin Ohm (1792–1872) acredita-se ter sido o primeiro a usar o termo “segmento áureo” para descrever essa relação, em 1835.
  • Édouard Lucas (1842–1891) deu à sequência numérica o nome de Série de Fibonacci.
  • Mark Barr (século XX) sugeriu a letra grega phi ( ‘φ’ ), que era a letra inicial do nome do escultor grego Fídias, para simbolizar a proporção áurea.

José Caleiro para MMI

Significado dos símbolos e simbologia – parte 2

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Significado dos símbolos e simbologia – parte 3

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Significado dos símbolos e simbologia – parte 4

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Significado dos símbolos e simbologia – parte 5

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