Laurásia
O supercontinente do norte Laurásia incluía os continentes que hoje constituem o Hemisfério Norte, incluindo a América do Norte, Europa , Ásia do Norte e Japão. A Laurásia surgiu logo após a divisão de Pangeia. Antes disso, todos os continentes que conhecemos hoje se encontravam em um só; após a modificação, foi dividido em dois: Laurásia e Gondwana. A teoria de que os continentes não estiveram sempre nas suas posições atuais foi sugerido pela primeira vez em 1596 pelo holandês Abraham Ortelius, conhecido como pai do Atlas Moderno.
Resumo
- 1 Abraham Ortelius
- 2 Teoria da deriva continental
- 3 A separação entre a África e a América do Sul
Abraham Ortelius
Ortelius também é responsável pelo Theatrum Orbis Terrarum (1570), considerado um dos primeiros ou o primeiro Atlas da Idade Moderna, uma obra desenhada à mão, com 139 mapas coloridos. Foi Ortelius quem sugeriu que as Américas “foram rasgadas e afastadas da Europa e África por terremotos e inundações” e acrescentou: “os vestígios da ruptura revelam-se, se alguém trouxer para a sua frente um mapa do mundo e observar com cuidado as costas dos três continentes.” Essa ideia de Ortelius seria retomada no século XIX. Há 200 milhões de anos existia um único supercontinente: o Pangeia. Ele se fragmentou há 130 milhões de anos em Laurásia (América do Norte e Eurásia) e Gondwana (América do Sul, África, Índia, Austrália e Antártica) e, há 84 milhões de anos, houve a separação entre a América do Norte e Eurásia e entre a América do Sul, África, Oceania e Índia, que se tornou uma ilha no oceano Índico
Teoria da deriva continental
Segundo a teoria da deriva continental, o supercontinente Pangeia dividiu-se há cerca de 225 -200 milhões de anos, tendo-se posteriormente fragmentado até produzir os continentes atualmente existentes. Somente em 1912 é que a ideia do movimento dos continentes foi seriamente considerada como uma teoria científica designada por “Deriva dos Continentes” e publicada em dois artigos pelo meteorologista alemão Alfred Lothar Wegener. Ele argumentou que há cerca de 200 milhões de anos, nos primórdios da Era mesozoica, havia um supercontinente “mãe” – Pangeia – e um gigantesco oceano chamado Pantalassa. O Pangéia começou a fraturar-se, primeiro se dividiu em dois grandes continentes (Laurásia e Gondwana). Entre os dois, formou-se um mar relativamente raso: o Mar de Tétis. Laurásia e Gondwana continuaram então a fracturar-se ao longo dos tempos, dando origem aos atuais continentes. A Índia, por exemplo, soltou-se de Gondwana, formando uma ilha. Na Era cenozóica, as formas dos continentes começaram a assemelhar-se às formas atuais. Uma das evidências mais claras da deriva continental é o “encaixe” quase perfeito entre os litorais leste da América do Sul e oeste da África.
A separação entre a África e a América do Sul
A separação entre a África e a América do Sul decorreu da movimentação constante das placas tectónicas sobre o manto, movimento esse que aconteceu em todo o planeta. Pode-se dizer que a posição dos continentes vem modificando-se no decorrer da história da Terra. Essa constatação é resultado de estudos recentes, realizados principalmente a partir de meados do século XX. Esse movimento dos continentes deve-se ao movimento das placas tectónicas, responsável também por abalos sísmicos e atividades vulcânicas.
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