Franciscus
O primeiro Papa latino-americano foi um presente para toda a Igreja. É o que escreve o Conselho Episcopal Latino-Americano e do Caribe (Celam), em uma mensagem assinada pela presidência do órgão eclesial, começando pelo presidente, cardeal Jaime Spengler.
Poco fa Sua Eminenza, il Card Farrell, ha annunciato con dolore la morte di Papa Francesco, con queste parole:
“Carissimi fratelli e sorelle, con profondo dolore devo annunciare la morte di nostro Santo Padre Francesco.
Alle ore 7:35 di questa mattina il Vescovo di Roma, Francesco, è tornato alla casa del Padre. La sua vita tutta intera è stata dedicata al servizio del Signore e della Sua chiesa.
Ci ha insegnato a vivere i valori del Vangelo con fedeltà, coraggio ed amore universale, in modo particolare a favore dei più poveri e emarginati.
Con immensa gratitudine per il suo esempio di vero discepolo del Signore Gesù, raccomandiamo l’anima di Papa Francesco all’infinito amore misericordioso di Dio Uno e Trino.”
“Ele renovou o impulso missionário, lembrando-nos que Deus é misericórdia, colocando no centro os que estão nas periferias, exortando-nos a viver como irmãos, encorajando-nos a acolher a todos, a ser uma Igreja sinodal e a cuidar da casa comum”, diz a nota.
Resumo
- 0.1 Morre o Papa Francisco
- 0.2 Remoção de parte de um dos pulmões
- 0.3 Estreitamento do intestino grosso
- 0.4 Osteoartrite
- 0.5 A volta da diverticulite
- 0.6 Infecção respiratória
- 0.7 Internação sem explicação
- 0.8 Cirurgia abdominal
- 0.9 Bronquite infecciosa
- 0.10 Quedas
- 0.11 Infecção polimicrobiana respiratória
- 0.12 Pneumomia bilateral
- 0.13 Insuficiência respiratória aguda
- 0.14 Insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC)
- 0.15 17 de Dezembro de 1936 – 21 de Abril de 2025
- 0.16 Por vezes criticado dentro da Igreja, amado pelo povo.
- 0.17 Traditionis Custodes
- 0.18 Estilo de vida
- 0.19 Díalogo inter-religioso
- 0.20 Modernização do discurso
- 0.21 Celam: nas oito visitas à América Latina, Francisco nos encorajou e nos escutou
- 0.22 Ser uma Igreja em saída, peregrinos de esperança
- 0.23 Gambetti: Papa Francisco, peregrino da esperança que não decepciona
- 0.24 O ministério apostólico de Francisco: um dom do Senhor
- 0.25 A comoção dos doze mil fiéis presentes
- 0.26 A imagem de Maria Mater Ecclesiae
- 0.27 Exéquias do Papa Francisco: sábado na Praça São Pedro
- 0.28 Traslado para a Basílica de São Pedro
- 0.29 Exéquias e sepultamento
- 0.30 Bússola moral
- 0.31 Profondo cordoglio e dolore per la morte di Papa Francesco
- 0.32 A preservação do corpo do soberano Pontífice
- 0.33 Acompanhe o sepultamento do corpo do Papa Francisco na Basília de Santa Maria Maior.
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Morre o Papa Francisco
Anúncio do Camerlengo Farrell da Casa Santa Marta: “Às 7h35 desta manhã 21 de Abril de 2025, o Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e da Igreja”
Acompanhe em Vatican News
Morre o Papa Francisco. O anúncio foi dado, com pesar, poucos instantes atrás diretamente da Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, por Sua Eminência, o cardeal Farrell, com as seguintes palavras:
“Queridos irmãos e irmãs, com profunda tristeza devo anunciar a morte de nosso Santo Padre Francisco. Às 7h35 desta manhã, o Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e de Sua Igreja. Ele nos ensinou a viver os valores do Evangelho com fidelidade, coragem e amor universal, especialmente em favor dos mais pobres e marginalizados. Com imensa gratidão por seu exemplo como verdadeiro discípulo do Senhor Jesus, recomendamos a alma do Papa Francisco ao infinito amor misericordioso do Deus Trino.”
Segundo informado pela Sala de Imprensa da Santa Sé: “Após a comunicação do falecimento do Papa Francisco, conforme previsto no Ordo Exsequiarum Romani Pontificis (nn. 21-40), nesta noite, segunda-feira, 21 de abril, às 20h, o cardeal presidirá o rito de constatação da morte e o depósito do corpo no caixão. Participarão do rito o decano do Colégio Cardinalício, os familiares do Pontífice, o diretor e o vice-diretor da Direção de Saúde e Higiene do Estado da Cidade do Vaticano.”
A trasladação do corpo do Santo Padre para a Basílica Vaticana, para a homenagem de todos os fiéis, poderá ocorrer na manhã de quarta-feira, 23 de abril de 2025, segundo as modalidades que serão definidas e comunicadas amanhã, após a primeira Congregação dos Cardeais.
A Sala de Imprensa do Vaticano comunica que a celebração eucarística e o rito de canonização do Beato Carlo Acutis, previstos para 27 de abril de 2025, II Domingo da Páscoa ou da Divina Misericórdia, por ocasião do Jubileu dos Adolescentes, estão suspensos.
www.vatican.va
Testamento del Santo Padre Francesco, 21.04.2025
[B0271]
Miserando ataque Eligendo
Nel Nome della Santissima Trinità. Amen.
Sentendo che si avvicina il tramonto della mia vita terrena e con viva speranza nella Vita Eterna, desidero esprimere la mia volontà testamentaria solamente per quanto riguarda il luogo della mia sepoltura.
La mia vita e il ministero sacerdotale ed episcopale ho sempre affidato alla Madre del Nostro Signore, Maria Santissima. Perciò, chiedo che le mie spoglie mortali riposino aspettando il giorno della risurrezione nella Basilica Papale di Santa Maria Maggiore.
Desidero che il mio ultimo viaggio terreno si concluda proprio in questo antichissimo santuario Mariano dove mi recavo per la preghiera all’inizio e al termine di ogni Viaggio Apostolico ad affidare fiduciosamente le mie intenzioni alla Madre Immacolata e ringraziarLa per la docile e materna cura.
Chiedo che la mia tomba sia preparata nel loculo della navata laterale tra la Cappella Paolina (Cappella della Salus Populi Romani) e la Cappella Sforza della suddetta Basilica Papale come indicato nell’accluso allegato.
Il sepolcro deve essere nella terra; semplice, senza particolare decoro e con l’unica iscrizione: Franciscus.
Le spese per la preparazione della mia sepoltura saranno coperte con la somma del benefattore che ho disposto, da trasferire alla Basilica Papale di Santa Maria Maggiore e di cui ho provveduto dare opportune istruzioni a Mons. Rolandas Makrickas, Commissario Straordinario del Capitolo Liberiano.
Il Signore dia la meritata ricompensa a coloro che mi hanno voluto bene e continueranno a pregare per me. La sofferenza che si è fatta presente nell’ultima parte della mia vita l’ho offerta al Signore per la pace nel mondo e la fratellanza tra i popoli.
Santa Marta, 29 giugno 2022
FRANCESCO
[00496-IT.01] [Testo originale: Italiano]
Em português
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Testamento do Santo Padre Francisco, 21.04.2025
[B0271]
Miserando atque Eligendo
Em nome da Santíssima Trindade. Amém.
Sentindo que o pôr do sol da minha vida terrena está se aproximando e com viver a esperança na Vida Eterna, desejo expressar minha vontade testamentária apenas no que diz respeito ao lugar do meu enterro.
Sempre confiei sempre a minha vida e o meu ministério sacerdotal e episcopal à Mãe de Nosso Senhor, Maria Santíssima. Por isso, peço que os meus restos mortais descansem à espera do dia da Ressurreição na Basílica Papal de Santa Maria Maggiore.
Desejo que o meu último caminho terreno se conclua precisamente neste antigo santuário mariano, onde fui pedir oração no início e no final de cada Viagem Apostólica para confiar com confiança as minhas intenções à Imaculada Mãe e obrigado pelos cuidados dóceis e maternos.
Peço que o meu túmulo seja preparado no lóculo da nave lateral entre a Capela Paulina (Capela do Salus Populi Romani) e a Capela Sforza da mencionada Basílica Papal, como indicado no anexo encerrado.
O túmulo deve estar na terra; simples, sem decoro particular e com a única inscrição: Franciscus.
Os custos para a preparação do meu enterro serão cobertos com a soma do benfeitor que organizei, para serem transferidos para a Basílica Papal de Santa Maria Maggiore e da qual dei instruções apropriadas a Mons. Rolandas Makrickas, Comissário Extraordinário do Capítulo da Libéria.
Que o Senhor dê a merecida recompensa àqueles que me amaram e continuarão a orar por mim. O sofrimento que esteve presente na última parte da minha vida que ofereci ao Senhor pela paz no mundo e pela fraternidade entre os povos.
Santa Marta, 29 Junho 2022
FRANCISCO
Testamento do Papa Francisco no site do Vaticano

O corpo do Papa Francisco da Casa Santa Marta à Basílica de São Pedro
Vinte mil pessoas, com longos aplausos, saudaram a passagem do corpo do Papa Francisco.
Vatican News
Da sua residência na Casa Santa Marta à Basílica de São Pedro, onde os restos mortais do Papa Francisco, que faleceu na segunda-feira de Páscoa, receberão a homenagem dos fiéis antes da Missa das Exéquias programada para sábado. Primeiro a oração introdutória na capela da Casa Santa Marta, depois a procissão com os cardeais, os patriarcas, o cardeal Camerlengo Kevin Farrell e o mestre das celebrações papais, dom Diego Ravelli. Sobre os ombros dos “sediários” pontifícios, o caixão como corpo do Papa percorreu a Via della Sacrestia, passando pela Praça dos Protomártires Romanos e saindo para a Praça São Pedro pelo Arco dos Sinos. Vinte mil pessoas, com longos aplausos, saudaram a passagem do corpo do Papa Francisco. A procissão chegou ao interior da Basílica e, em frente ao Altar da Confissão, o caixão com o corpo do Papa foi colocado no chão. Às 11h o início a homenagem dos fiéis. A Basílica permanecerá aberta até a meia-noite. Amanhã, a abertura está programada para as 7h e o fechamento à meia-noite. Na sexta-feira, véspera do funeral, ela estará aberta das 7h às 19h.
O pontífice ocupou o cargo máximo da Igreja Católica durante 12 anos. Ele foi o mais velho a liderar a Igreja Católica desde 700 anos atrás. Desde o ano passado, no entanto, o declínio de sua saúde vinha sendo uma preocupação. A internação mais recente foi causada por uma infecção polimicrobiana das vias respiratórias, que é uma evolução da bronquite da qual ele tentava se recuperar. No dia 18 de fevereiro, foi diagnosticada uma pneumomia bilateral. Francisco ficou internado por 38 dias com um quadro de bronquite – ele teve alta no dia 23 de março. A primeira hospitalização foi no início de fevereiro. Nos dias seguintes, o papa começou a ter dificuldade para discursar durante audiências religiosas. Ele admitiu publicamente que estava com questões respiratórias e chegou a pedir para um auxiliar fazer a leitura do sermão. Francisco tinha 76 anos quando se tornou papa, em 2013. Na década de 1950, Jorge Mario Bergoglio (seu nome original) teve uma grave infecção respiratória e perdeu parte de um dos pulmões. Essa situação é um fator que trouxe complicações, com a idade avançada. Nos últimos anos, o papa vinha enfrentando problemas de saúde. Ele passou por cirurgias no abdômen e no cólon e passou a usar muletas ou cadeira de rodas, devido a dores nos joelhos e à perda de força nas pernas. Apesar das complicações, o pontífice descartou deixar o posto. Antes dele, Bento XVI renunciou à liderança da Igreja Católica alegando que sua saúde estava mais vulnerável e rompeu com uma tradição de permanência na liderança da Igreja até a morte.
Remoção de parte de um dos pulmões
1957: ainda na Argentina, Francisco, então com pouco mais de 20 anos, sofreu de uma grave infecção respiratória que obrigou os médicos a removerem parte de um de seus pulmões.
Estreitamento do intestino grosso
4 a 14 de julho de 2021: Francisco passou 10 dias no hospital Gemelli, em Roma, devido ao que o Vaticano disse ser um estreitamento do intestino grosso. Os médicos removeram 33 centímetros (13 polegadas) de seu cólon. Francisco saiu do hospital, dizendo que podia comer o que quiser, mas lamentando que não tenha respondido bem à anestesia geral.
Osteoartrite
5 de maio de 2022: o pontífice apareceu pela primeira vez de cadeira de rodas em público, e o Vaticano anunciou que ele tinha osteoartrite. A doença é degenerativa e se caracteriza pelo desgaste da cartilagem das articulações e por alterações nos ossos. Desde então, o papa vinha fazendo aparições públicas de cadeira de rodas e bengala.
A volta da diverticulite
24 de janeiro de 2023: Francisco afirmou que a diverticulite, ou saliências na parede intestinal que o levaram à cirurgia em 2021, voltou mas estava sob controle.
Infecção respiratória
29 de março a 1º de abril de 2023: Francisco passou três dias no Gemelli com uma infecção respiratória, após sentir uma dor aguda no peito e ter dificuldade para respirar. Os médicos diagnosticaram uma bronquite aguda e o trataram com antibióticos intravenosos.
Internação sem explicação
6 de junho de 2023: Francisco passou por exames médicos não especificados no Gemelli e retornou ao Vaticano.
Cirurgia abdominal
7 de junho de 2023: O Vaticano informou que Francisco passou por uma cirurgia abdominal de três horas sob anestesia geral e que não houve complicações. Esperava-se que ele permanecesse no Gemelli por vários dias.
Bronquite infecciosa
30 de março de 2023: o pontífice foi internado em Roma, na Itália, depois de reclamar de dificuldades respiratórias e é tratado com antibióticos.
30 de dezembro de 2023: ainda no mesmo ano, o papa Francisco teve um novo quadro de bronquite. Com isso, cancelou compromissos, como a ida à COP 28, que aconteceu em Dubai.
Quedas
7 de dezembro de 2024: o papa apareceu em um evento com um hematoma no queixo e alegou que caiu e bateu o rosto em uma mesa de cabeceira.
16 de janeiro de 2025: o Vaticano anunciou que Francisco caiu e machucou o antebraço direito. Segundo o comunicado, ele não chegou a ter uma fratura, mas precisaria ficar com o braço imobilizado.
Infecção polimicrobiana respiratória
6 de fevereiro: a Igreja anunciou que o papa estava, novamente, com um quadro de bronquite e que faria as audiências de sua casa.
14 de fevereiro: o papa foi internado depois de um quadro febril, ainda com bronquite. Naquele dia, o Vaticano informou que seu quadro era “regular”.
17 de fevereiro: o Vaticano informou que o quadro evoluiu para uma infecção polimicrobiana respiratória e que a situação de saúde era “complexa”.
Pneumomia bilateral
18 de fevereiro: o papa foi diagnosticado com uma pneumomia bilateral.
22 de fevereiro: o papa teve uma crise respiratória asmática prolongada e seu estado de saúde piorou; pela primeira vez, médicos disseram que o quadro era crítico.
23 de fevereiro: ainda em estado crítico, o papa Francisco sofreu de insuficiência renal leve. O boletim do dia informou também que ele não tinha mais crise respiratória.
28 de fevereiro: pela manhã, o papa saiu do ‘estado crítico’. À tarde teve uma crise isolada de broncoespasmo que causou um episódio de vômito com inalação e um rápido agravamento do quadro respiratório. Ele foi prontamente submetido a broncoaspiração e iniciou uma ventilação mecânica não invasiva.
O agravamento súbito levou a equipe médica a um dilema: deixá-lo morrer ou tentar um tratamento com terapias ainda mais agressivas, com riscos de comprometimento de outros órgãos. A informação foi revelada pelo jornal “Corriere della Sera” quase um mês depois, no dia 25 de abril.
Insuficiência respiratória aguda
3 de março: o papa teve dois episódios de insuficiência respiratória aguda, causada por acúmulo significativo de muco endobrônquico e, consequente, broncoespasmo. Foram realizadas duas broncoscopias com necessidade de aspiração de secreções abundantes. À tarde, foi retomada a ventilação mecânica não invasiva.
7 de março: o papa Francisco completou três semanas internado e o Vaticano informou que ele “permanecia estável dentro de um quadro complexo”.
10 de março: uma fonte da Santa Sé afirmou que o pontífice não se encontrava mais em perigo iminente. No entanto, ainda não havia previsão de alta. A retirada da reserva sobre o prognóstico indicou que Francisco estava em condição estável e que sua recuperação apresentava tendência de melhora.
12 de março: radiografias mostraram uma evolução positiva no quadro. O papa continuava recebendo oxigênio de alto fluxo de dia e máscara mecânica não invasiva durante o sono noturno.
19 de março: a saúde do papa melhorou e médicos suspenderam a ventilação mecânica não invasiva.
21 de março: após cinco semanas de pneumonia dupla, o cardeal Víctor Manuel Fernández informou que Francisco precisava ‘reaprender a falar’ após terapia prolongada com oxigênio de alto fluxo.
23 de março: Francisco deixou o hospital após 38 dias internado. A equipe médica afirmou que ele estava completamente curado da pneumonia dupla, mas ainda tinha a voz afetada e alguns vírus permaneciam em seu pulmão.
28 de março: o papa teve leve melhora’ e ‘progresso em sua capacidade de falar.
8 de abril: o papa teve melhora progressiva, mas ainda fazia uso de oxigênio auxiliar.
13 de abril: Francisco participou do Domingo de Ramos no Vaticano sem auxílio de oxigênio e com voz mais forte.
20 de abril: o pontífice participou das celebrações do Domingo de Páscoa e, pouco antes, encontro o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance.
Insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC)
21 de abril: O papa Francisco morreu aos 88 anos às 2h35 pelo horário de Brasília, 7h35 pelo horário local. Segundo a certidão médica que atestou a morte, o papa sofreu um AVC cerebral, entrou em coma e teve um colapso cardiocirculatório irreversível. O boletim médico informa que o quadro foi agravado por pneumonia bilateral, bronquiectasias múltiplas, hipertensão e diabetes tipo 2. A morte foi confirmada por um exame de eletrocardiograma.
17 de Dezembro de 1936 – 21 de Abril de 2025

Francisco (em latim: Franciscus), S.J., nascido Jorge Mario Bergoglio (Buenos Aires, 17 de dezembro de 1936 – Vaticano, 21 de abril de 2025), foi o 266.º Papa da Igreja Católica, Bispo de Roma e Soberano da Cidade do Vaticano de 13 de março de 2013 até a data da sua morte. Foi o primeiro Bispo de Roma a ser membro da Companhia de Jesus (Jesuítas), o primeiro das Américas, o primeiro do Hemisfério Sul, o primeiro pontífice não europeu em mais de 1 200 anos (o último havia sido o sírio Gregório III, morto em 741) e o primeiro papa a utilizar o nome de Francisco. Tornou-se arcebispo de Buenos Aires em 28 de fevereiro de 1998 e foi elevado ao cardinalato em 21 de fevereiro de 2001, véspera da festa da Cátedra de São Pedro, com o título de Cardeal-presbítero de São Roberto Belarmino, por São João Paulo II. Foi eleito papa em 13 de março de 2013.

Ao longo de sua vida pública, o Papa Francisco se destacou por sua humildade, ênfase na misericórdia de Deus, visibilidade internacional como papa, preocupação com os pobres e compromisso com o diálogo inter-religioso. Ele é creditado por ter uma abordagem menos formal ao papado do que seus antecessores, por exemplo, escolhendo residir na casa de hóspedes Domus Sanctae Marthae, em vez de nos aposentos papais do Palácio Apostólico usados por papas anteriores. Ele sustentava que a Igreja deve ser mais aberta e acolhedora. Ele não apoiava o capitalismo desenfreado, o marxismo ou as versões marxistas da teologia da libertação. Francisco manteve as visões tradicionais da Igreja em relação ao aborto, casamento, ordenação de mulheres e celibato clerical. Ele se opunha ao consumismo e apoiava a ação sobre as mudanças climáticas, foco de seu papado com a promulgação da encíclica Laudato si’.
Na diplomacia internacional, ajudou a restaurar temporariamente as relações diplomáticas completas entre os Estados Unidos e Cuba e apoiou a causa dos refugiados durante as crises migratórias da Europa e da América Central. Desde 2018, é um oponente vocal do neo-nacionalismo. Seu papado deu ênfase ao combate de abusos sexuais por membros do clero católico, tornando obrigatórias as denúncias e responsabilizando quem as omite.
Em 20 de maio de 1992, o Papa João Paulo II o nomeou bispo auxiliar de Buenos Aires, com a sé titular de Auca (Aucensi). Sua ordenação episcopal deu-se a 27 de junho de 1992, pelas mãos do cardeal Quarracino, de Dom Emilio Ogñénovich e de Dom Ubaldo Calabresi. Em 3 de junho de 1997, foi nomeado arcebispo coadjutor de Buenos Aires. Tornou-se arcebispo metropolitano de Buenos Aires no dia 28 de fevereiro de 1998.
Foi nomeado ordinário para os fiéis de rito oriental sem ordinário próprio, na Argentina, pelo Papa João Paulo II, em 30 de novembro de 1998.
Foi criado cardeal no Consistório Ordinário Público de 2001, ocorrido em 21 de fevereiro de 2001, presidido pelo Papa João Paulo II, recebendo o título de cardeal-presbítero de São Roberto Belarmino. Quando foi nomeado, convenceu centenas de argentinos a não viajarem para Roma. Em vez de irem ao Vaticano celebrar a nomeação, pediu que dessem o dinheiro da viagem aos pobres.
Foi membro dos seguintes dicastérios na Cúria Romana:
Congregação para o Clero
Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos
Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica
Pontifícia Comissão para a América Latina
Pontifício Conselho para a Família
O cardeal Bergoglio foi eleito em 13 de março de 2013, no segundo dia do conclave, escolhendo o nome de Francisco. Ele é o primeiro jesuíta a ser eleito Papa, o primeiro Papa do continente americano, do Hemisfério Sul e o primeiro não europeu investido como bispo de Roma em mais de 1 200 anos, desde Papa Gregório III, que nasceu na Síria e governou a Igreja Católica entre 731-741.
Quando lhe foi perguntado, na Capela Sistina, se aceitava a escolha, disse: “Eu sou um grande pecador, confiando na misericórdia e paciência de Deus, no sofrimento, aceito”. O anúncio (Habemus Papam) foi feito por Jean-Louis Tauran.
O Papa Francisco apareceu ao povo na sacada (ou varanda) central da Basílica de São Pedro por volta das 20 horas e 30 minutos (hora de Roma). Vestindo apenas a batina papal branca, acompanhou a execução da Marcha Pontifical e saudou a multidão com um discurso:
Irmãos e irmãs, boa noite! Vós sabeis que o dever do Conclave era dar um Bispo a Roma. Parece que os meus irmãos Cardeais tenham ido buscá-lo quase ao fim do mundo… Eis-me aqui! Agradeço-vos o acolhimento: a comunidade diocesana de Roma tem o seu Bispo. Obrigado! E, antes de mais nada, quero fazer uma oração pelo nosso Bispo Emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e Nossa Senhora o guarde.
Por vezes criticado dentro da Igreja, amado pelo povo.
O mundo despede-se hoje de Francisco, o Papa que uniu o povo. Dos ateus aos mais jovens, muitos criaram pela primeira vez uma conexão com uma figura da Igreja através do Papa Francisco. Uma estrela da internet, conhecia os riscos da desinformação e o potencial abuso da inteligência artificial. Abriu portas, quebrou estereótipos e deixou, muitas vezes, os preconceitos de lado para que “todos, todos, todos” se sentissem acolhidos.
Ainda assim, foi alvo de críticas inúmeras vezes dentro da Igreja. Desde os católicos aos cardeais mais conservadores, muitas reformas do Papa Francisco foram incompreendidas e suscitaram discórdia dentro da instituição milenar. Mas, o que fazia Francisco ser tão criticado e, simultaneamente, tão querido pelas mesmas razões?
Traditionis Custodes
Em 2021, Francisco assinou um decreto, “Traditionis Custodes”, que limitou drasticamente o uso da missa em latim, revogando um documento mais flexível emitido pelo antecessor, Bento, XVI em 2007. A decisão provocou incompreensão e raiva entre parte do clero e os católicos apegados à chamada missa “tridentina”, e alguns acusaram o Papa de impedir que praticassem a sua fé.
Entre os católicos de extrema direita, o Papa argentino também foi criticado pelos seus apelos a favor dos imigrantes, já que alguns temem a perda da identidade do que consideram a Europa cristã.
Estilo de vida
Já entre os motivos que fizeram um grande número de pessoas “de fora” sentirem uma maior conexão com o Papa Francisco, o estilo de vida simples e acessível é diversas vezes mencionado. Francisco recusou vários privilégios papais e a proximidade que adotou com o povo criou um grande sentimento de empatia entre o povo e o pontífice.
Díalogo inter-religioso
Foram inúmeras as vezes em que o Papa Francisco tentou adotar um diálogo inter-religioso, especialmente com judeus, muçulmanos e ateus. A posição, que não só é um sinal de maturidade espiritual como humana, contribuiu para importantes apelos de paz e liberdade religiosa.
Modernização do discurso

A forte presença nas redes sociais não foi a única maneira que Francisco adotou para chegar aos mais jovens. Através de uma linguagem inclusiva, empática e simplificada, é justo dizer que chegou a “todos, todos, todos”.
O Papa Francisco não parte como uma figura unânime entre todos. No Vaticano, deixa feridas abertas, especialmente com aqueles que acreditam numa doutrina firme e conservadora. No entanto, deixa uma grande inspiração e alguma realização para aqueles que acreditam numa Igreja mais aberta e misericordiosa.
Celam: nas oito visitas à América Latina, Francisco nos encorajou e nos escutou
Francisco, segundo o Celam, também sofreu a cruz da incompreensão e da rejeição, mas “nos deu um exemplo de paciência e fortaleza espiritual, buscando a unidade da Igreja na diversidade de carismas e perspectivas, acolhendo a todos, mas também assumindo com decisão seu mandato pastoral universal”.
Os bispos latino-americanos recordam alguns traços de seu “imenso legado”: reformou as estruturas do Vaticano, foi um protagonista incansável da cultura do encontro para promover o diálogo inter-religioso e a unidade dos cristãos, promoveu políticas de proteção contra o abuso, comprometeu a Igreja com os pobres, os migrantes e aqueles que sofrem qualquer tipo de exploração. Ele também abriu espaços de participação para as mulheres e esteve próximo dos jovens, das crianças e dos idosos.
Acima de tudo, “sempre nos lembraremos dele como o Papa da misericórdia”.
Ser uma Igreja em saída, peregrinos de esperança
Por fim, o Celam lembra que o Papa visitou oito vezes o continente onde nasceu, visitando dez países, “ocasiões em que nos deu mensagens claras que nos inspiraram a ser uma Igreja em saída e a abordar as realidades que afetam nossos povos hoje para ser uma presença de Cristo que dá vida plena”. Nessa ótica, “nos encorajou a colocar em prática as conclusões da Conferência de Aparecida e a realizar processos sem precedentes, como a primeira Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe. Ele sempre nos escutou, aconselhou, incentivou e pediu que trabalhássemos com paixão e ousadia. Incentivados por ele, continuaremos a ser peregrinos da esperança”.
Site do Vaticano
Um dos vídeos mais emblemáticos do papa Francisco foi quando, em 2021, ele celebrou uma missa sozinho durante a pandemia.
Gambetti: Papa Francisco, peregrino da esperança que não decepciona
Na Praça São Pedro, o Terço em sufrágio do Pontífice, falecido na manhã de hoje. A oração mariana foi conduzida pelo arcipreste da Basílica Vaticana e vigário geral para a Cidade do Vaticano: “A morte não é uma porta que se fecha”. Grande comoção e recolhimento entre os fiéis.
Isabella Piro – Cidade do Vaticano
“Acredito que todos ainda temos no coração as palavras que tantas vezes nos dirigiu o Papa Francisco, seu pedido: ‘Não se esqueçam de rezar por mim’. Queremos fazer isso claramente esta noite, para acompanhá-lo em sua Páscoa.” Com essas palavras, o cardeal Mauro Gambetti introduziu na noite deste 21 de abril, Segunda-feira do Anjo, na Praça São Pedro, o Terço em sufrágio pelo Papa Francisco, que retornou aos braços do Pai às 7h35 da manhã de hoje, em seu apartamento na Casa Santa Marta.
O ministério apostólico de Francisco: um dom do Senhor
“Na fé em Cristo Ressuscitado, que celebramos neste santo dia de Páscoa – destacou o cardeal –, sabemos que a morte não é uma porta que se fecha, mas a entrada na Jerusalém celeste, onde o lamento se transforma em dança, e o traje de luto em veste de alegria.” Daí, o convite do cardeal vigário a “agradecer ao Senhor pelos dons concedidos a toda a Igreja com o ministério apostólico do Papa Francisco, peregrino da esperança que não decepciona”.
A comoção dos doze mil fiéis presentes
Assim como ocorreu entre fevereiro e março, durante a longa internação do Pontífice no Hospital Gemelli, em Roma, devido a uma pneumonia bilateral, também nesta noite muitos fiéis se reuniram em oração no espaço abraçado pela colunata de Bernini. Doze mil estiveram presentes, mas muitos outros participaram por meio dos meios de comunicação: “Irmãos e irmãs espalhados pelo mundo”, destacou Gambettu, os quais não deixaram de oferecer suas preces, formando “todo o rebanho de Cristo, o Bom Pastor, que reza por Papa Francisco contemplando os mistérios gloriosos do nosso Salvador”. Em seguida, o arcipreste da Basílica Vaticana confiou o saudoso Pontífice “ao Pai Misericordioso, em comunhão com Maria, Mãe da Igreja, Rainha do Céu, e pela intercessão do apóstolo Pedro”.

A imagem de Maria Mater Ecclesiae
Diante da imagem de Maria Mater Ecclesiae, colocada no adro da Basílica de São Pedro e adornada com um arranjo de flores brancas e rosas, o cardeal Gambetti conduziu a oração mariana para confiar à intercessão da Virgem o saudoso 266º Sucessor de Pedro. Grande comoção tomou conta da praça, após um dia intenso que viu fiéis de diversas partes do mundo peregrinarem até a Basílica Vaticana e permanecerem atónitos, consternados diante da notícia do falecimento do bispo de Roma. A brisa da noite fazia balançar suavemente os terços e as chamas das tochas levadas pelos fiéis. Entre os leitores que se revezaram ao microfone estavam também a irmã Raffaella Petrini, presidente do Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano, e a irmã Alessandra Smerilli, secretária do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. Após a meditação dos Mistérios Gloriosos, o celebrante invocou a Deus, “grande no amor”, agradecendo-Lhe “pelos dons concedidos à Igreja com o ministério apostólico do Papa Francisco”; e ao próprio Pontífice saudoso, testemunha do Senhor e de sua “ternura pelos pequenos e pobres, misericórdia para com os pecadores e benevolência para com todos”. Por fim, enquanto o céu de Roma escurecia aos poucos com o entardecer, a assembleia entoou o Salve Regina e foi despedida pelo cardeal Gambetti com a bênção, seguida de uma salva de palmas comedida.

Após a meditação dos Mistérios Gloriosos, o celebrante invocou a Deus, “grande no amor”, agradecendo-Lhe “pelos dons concedidos à Igreja com o ministério apostólico do Papa Francisco”; e ao próprio Pontífice saudoso, testemunha do Senhor e de sua “ternura pelos pequenos e pobres, misericórdia para com os pecadores e benevolência para com todos”. Por fim, enquanto o céu de Roma escurecia aos poucos com o entardecer, a assembleia entoou o Salve Regina e foi despedida pelo cardeal Gambetti com a bênção, seguida de uma salva de palmas comedida.
Exéquias do Papa Francisco: sábado na Praça São Pedro
O Vaticano anunciou os detalhes das exéquias do Papa Francisco. Em 23 de abril, o corpo será trasladado à Basílica de São Pedro. A Missa das Exéquias será celebrada em 26 de abril, seguida do sepultamento na Basílica de Santa Maria Maior.
Vatican News
O Departamento de Celebrações Litúrgicas do Vaticano anunciou os detalhes das exéquias do Papa Francisco. A cerimônia segue as indicações estabelecidas no Ordo Exsequiarum Romani Pontificis, documento que rege os ritos funerários do Pontífice Romano.
Traslado para a Basílica de São Pedro
Na quarta-feira, 23 de abril, às 9h (horário local), o corpo do Papa Francisco será trasladado da Capela da Casa Santa Marta até a Basílica de São Pedro. A condução da urna será precedida por um momento de oração, presidido pelo cardeal Kevin Joseph Farrell, camerlengo da Santa Igreja Romana.
A procissão seguirá pela Praça Santa Marta e pela Praça dos Protormártires Romanos, saindo pelo Arco dos Sinos até a Praça São Pedro, entrando em seguida na Basílica Vaticana pela porta central. Diante do Altar da Confissão, o cardeal camerlengo conduzirá a Liturgia da Palavra, após a qual será aberto o período de visitação à urna mortuária do Papa Francisco.
Exéquias e sepultamento
No sábado, 26 de abril, às 10h (horário local), será celebrada a Missa das Exéquias, que marca o primeiro dia do Novendiali (novenário), os nove dias de luto e orações em honra ao Pontífice falecido. A celebração ocorrerá no átrio da Basílica de São Pedro e será presidida pelo cardeal Giovanni Battista Re, decano do Colégio Cardinalício.
Ao final da celebração eucarística, ocorrerão os ritos da Última Commendatio e da Valedictio, despedidas solenes que marcam o encerramento das exéquias. Em seguida, o caixão do Papa será levado novamente para o interior da Basílica de São Pedro e, de lá, transferido para a Basílica de Santa Maria Maior, onde será realizada a cerimônia de sepultamento. Diversos chefes de Estado e de governo já anunciaram oficialmente sua presença para prestar homenagem ao Pontífice falecido.
Bússola moral
Francisco “não só foi o papa do clima, mas da Amazónia, dos pobres, dos oceanos. Mas sobretudo da esperança”, disse à AFP Oscar Soria, um ativista argentino, veterano das negociações climáticas.
Mesmo antes de ser eleito papa, Jorge Bergoglio levou estes temas à Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, celebrada em 2007 na cidade de Aparecida, no interior de São Paulo.
“Sempre esteve do lado dos mais pobres e das populações indígenas”, lembra o ativista.
Em 2015, poucos meses depois da “Laudato si”, conseguiu-se um avanço significativo durante a COP21 com o Acordo de Paris, cujo objetivo é manter a elevação da temperatura do planeta abaixo dos 2°C. O papa “foi uma bússola moral nas negociações climáticas desde 2015”, diz Oscar Soria, com a voz embargada.
Segundo Laurence Tubiana, uma das arquitetas do Acordo de Paris, a “‘Laudato si’ foi um texto fundacional do compromisso cristão com a ação climática, que inspirou e marcou uma nova geração”.
O texto, baseado na investigação científica sobre o clima, afirmava claramente que a humanidade é responsável pelo aquecimento global e advertia contra a rápida mudança e a degradação que levaram o mundo à beira do “ponto de ruptura”.
A encíclica desencadeou um debate ao nível mundial, sem precedentes para um texto religioso, incluindo comentários em revistas científicas.
A mensagem de Francisco também tinha forte conotação moral, denunciando a responsabilidade do consumismo, do individualismo e da busca pelo crescimento económico às custas do planeta.
Em 2023, oito anos depois da encíclica, Francisco voltou a tratar da questão na exortação apostólica “Laudate Deum”, uma recomendação dirigida aos fiéis, publicada antes da COP28 de Dubai.
O texto pedia uma transição energética “vinculante”, criticando respostas insuficientes.
A sua saúde impediu-o de viajar a Dubai, mas, em setembro de 2024, na Indonésia, o Papa continuava a advertir que “a crise ambiental se tornou um obstáculo para o crescimento e a convivência dos povos”.

Cardeal D. António Marto recorda a mensagem inesquecível que deixou em Fátima o Papa Francisco, que foi “um pai e um profeta para a Igreja e para o mundo”.
Profondo cordoglio e dolore per la morte di Papa Francesco
Sr. Raffaella Petrini, l’Arcivescovo Emilio Nappa e l’avvocato Giuseppe Puglisi-Alibrandi, rispettivamente Presidente e Segretari Generali del Governatorato, con il Cardinale Fernando Vérgez Alzaga, Presidente emerito, si uniscono al dolore di tutta la Chiesa per la scomparsa dell’amato Papa Francesco, il cui ministero petrino è stato una benedizione per il mondo intero.
Ricordano la sua figura di promotore della pace che con grande autorevolezza ha difeso la libertà e la dignità umana opponendosi fermamente ai conflitti, quali mezzi per risolvere le controversie internazionali.
Nel corso del suo pontificato ha promosso il dialogo interreligioso e tra culture diverse, richiamando continuamente tutti gli uomini a cercare ciò che unisce e non ciò che divide, indicando i valori di solidarietà e di civiltà per costruire società più a misura d’uomo. Con una particolare attenzione alla fraternità e con uno sguardo rivolto agli ultimi, ai più piccoli e ai più indifesi.
Gli Organi di Governo, e con loro tutti i dipendenti del Governatorato dello Stato della Città del Vaticano in tutte le sue Direzioni e Uffici, elevano a Dio la loro preghiera per il compianto Pontefice e si uniscono alla liturgia di suffragio della Chiesa.
A preservação do corpo do soberano Pontífice
Depois da morte do papa Francisco, na 2ª feira 21 de Abril de 2025, aos 88 anos, o Vaticano enfrenta uma prioridade imediata: preservar o corpo do pontífice para que permaneça apresentável durante o velório em Roma, onde o clima húmido pode acelerar a decomposição. O processo de embalsamamento moderno exige rapidez. Veias no pescoço do pontífice são abertas para drenar o sangue, enquanto uma mistura contendo formol, álcool, água e corantes é bombeada para o sistema circulatório.
Acompanhe o sepultamento do corpo do Papa Francisco na Basília de Santa Maria Maior.
Acontecem os ritos finais de despedida do papa Francisco. A missa terminou pouco depois do meio-dia local, com uma longa salva de palmas dos 50 chefes de Estado presentes e cerca de 250 mil fiéis que compareceram à praça São Pedro e arredores. Na sequência, foi realizado o cortejo fúnebre até a Basílica Santa Maria Maggiore, em Roma, onde ocorre o sepultamento.
Segundo informações do Vaticano, o sepultamento teve início às 13h no horário local (9h em Brasília) e foi concluída cerca de 30 minutos depois. A cerimónia foi presidida pelo cardeal camerlengo, Kevin Farrell. Não houve transmissão do sepultamento, e apenas sacerdotes e familiares de Francisco estiveram presentes.
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– jOSé caLEIro para MMH –
22-04-2025
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