Características, Avaliação e Tratamento Coronavírus (COVID-19)

Conheça as 5 maiores pandemias da história

O coronavírus não é o primeiro causador de pandemias mundiais. Relembre outras doenças que mudaram os rumos da história da humanidade. A pandemia do novo coronavírus está causando medo em todo o mundo. O vírus causador da Covid-19 já infectou mais de 500 mil pessoas em centenas de países, com milhares de casos mortais. O cenário é semelhante ao que já aconteceu em outros momentos da humanidade, em que doenças se espalharam pelo mundo e causaram estragos. Conheça as principais pandemias que assolaram o planeta.

Peste bucónica

 

Os médicos que tratavam a Peste Negra eram chamados de Médicos da Peste (Foto: Wikimedia Commons)

A peste bucónica é causada pela bactéria Yersinia pestis e pode se disseminar pelo contacto com pulgas e roedores infectados. Seus sintomas incluem inchaço dos gânglios linfáticos na virilha, na axila ou no pescoço. Outros sintomas são febre, calafrios, dor de cabeça, fadiga e dores musculares. A doença é considerada, historicamente, a causadora da Peste Negra, que assolou a Europa no século 14, matando entre 75 e 200 milhões pessoas na antiga Eurásia. No total, a praga pode ter reduzido a população mundial de 450 milhões de pessoas para 350 milhões.

 

Varíola

Criança com Varíola (Bangladesh, 1973)

Desconhece-se a origem da varíola. As primeiras evidências da doença encontram-se em múmias egípcias datadas do século III. A doença atormentou a humanidade por mais de 3 mil anos. O faraó egípcio Ramsés II, a rainha Maria II da Inglaterra e o rei Luís XV da França tiveram a temida “bexiga”. O vírus Orthopoxvírus variolae era transmitido de pessoa para pessoa, por meio das vias respiratórias. Os sintomas eram febre, seguida de erupções na garganta, na boca e no rosto. Ao longo da História a doença ocorreu em surtos. Estima-se que no século XVIII morressem de varíola na Europa cerca de 400 000 pessoas por ano e que um terço dos casos resultasse em cegueira. Entre as mortes causadas por varíola estão as de três monarcas reinantes e uma rainha consorte. Estima-se que ao longo do século XX a varíola tenha causado entre 300 e 500 milhões de mortes. Em 1967 ocorriam ainda 15 milhões de casos por ano. Em 1798, Edward Jenner descobriu que a vacinação era capaz de prevenir a varíola. Em 1967, a Organização Mundial de Saúde intensificou as medidas para erradicar a doença. A varíola é uma das duas doenças infeciosas erradicas até à data, a par da peste bovina, erradicada em 2011. Felizmente, a varíola foi erradicada do planeta em 1980, após campanha de vacinação em massa.

Cólera

Pessoa com desidratação grave causada por cólera, que leva a que os olhos se afundem nas órbitas e ao enrugamento da pele das mãos e dos pés.

Sua primeira epidemia global, em 1817, matou centenas de milhares de pessoas. Desde então, a bactéria Vibrio cholerae sofre diversas mutações e causa novos ciclos epidérmicos de tempos em tempos e, portanto, ainda é considerada uma pandemia. Sua transmissão acontece a partir do consumo de água ou alimentos contaminados, e é mais comum em países subdesenvolvidos. Um dos países mais atingidos pela cólera foi o Haiti, em 2010. O Brasil já teve vários surtos da doença, principalmente em áreas mais pobres do nordeste. No Iémen, em 2019, mais de 40 mil pessoas morreram devido à enfermidade.. Os sintomas são diarreia intensa, cólicas e enjoo. Apesar de existir vacina contra a doença, ela não é 100% eficaz. O tratamento é à base de antibióticos. 

Gripe Espanhola

Soldados de Fort Riley, Kansas, doentes de gripe espanhola, sendo tratados em uma enfermaria de Camp Funston.

Acredita-se que entre 40 e 50 milhões de pessoas tenham morrido na pandemia de gripe espanhola de 1918, causada por um vírus influenza mortal. Mais de um quarto da população mundial na época foi infectada e até então presidente do Brasil, Rodrigues Alves, morreu da doença, em 1919. O vírus foi da Europa, a bordo do navio Demerara. O transatlântico desembarcou passageiros infectados no Recife, em Salvador e no Rio de Janeiro. Os sintomas da doença eram muito parecidos com o atual coronavírus Sars-CoV-2, e não existia cura. Em São Paulo, a população foi atrás de um remédio caseiro feito com cachaça, limão e mel. De acordo com o Instituto Brasileiro da Cachaça, foi dessa receita supostamente terapêutica que nasceu a caipirinha.

Mulheres usam máscaras em Tóquio, em 1919.
Jornal do Recife com a manchete sobre a chegada do navio ao Brasil (Foto: Biblioteca Nacional)

Gripe Suína (H1N1)

Passageiros do metrô na Cidade do México usando máscaras de proteção em 24 de Abril de 2009.

Conhecida como gripe suína, o H1N1 foi o primeiro causador de Pandemia do século 21 de gripe A em 2009 . Foi uma pandemia de uma variante de gripe suína cujos primeiros casos ocorreram no México em meados do mês de março de 2009. Veio a espalhar-se pelo mundo, tendo começado pela América do Norte, atingindo pouco tempo depois a Europa e a Oceania. O vírus foi identificado como uma nova cepa do já conhecido Influenza A subtipo H1N1, o mesmo vírus responsável pelo maior número de casos de gripe entre humanos, o que tornou possível também a designação nova gripe A, em oposição à gripe A comum. Ele contém ARN típico de vírus aviários, suínos e humanos, incluindo elementos dos vírus suínos europeus e asiáticos. Os sintomas da doença são o aparecimento repentino de febre, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação nos olhos e fluxo nasal. O vírus surgido em 2009, matou 16 mil pessoas. No Brasil, o primeiro caso foi confirmado em maio daquele ano e, no fim de Junho, 627 pessoas estavam infectadas no país, de acordo com o Ministério da Saúde. O contágio acontece a partir de gotículas respiratórias no ar ou em uma superfície contaminada. Seus sintomas são os mesmos de uma gripe: febre, tosse, dor de garganta, calafrio e dor no corpo.

Créditos Globo.com   Adaptado para Mistérios da Mente Humana por José Caleiro