Hierarquias e Coros dos Anjos da Religião Católica Apostólica Romana, Parte2

Lista de posições na hierarquia católica

Grande grupo de leigos a participarem numa missa.
Grande grupo de leigos a participarem numa missa.

O termo Hierarquia da Igreja Católica é usado para se referir aos membros da Igreja Católica que desempenham a função de governar na fé e guiar nas questões morais e de vida cristã os fiéis católicos. A Igreja Católica tem uma estrutura hierarquizada porque Cristoinstituiu-a para “apascentar o povo de Deus em seu nome, e para isso lhe deu autoridade”. A Igreja é formada por leigos e pelo clero, que é constituído por “ministros sagrados que receberam o sacramento da Ordem”, podendo estes dois grupos terem como membros pessoas consagradas.

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A hierarquia da Igreja Católica é composta por seus bispos, sacerdotes e diáconos. No sentido eclesiológico do termo, “hierarquia” significa rigorosamente o “santo ordenamento” da Igreja, o Corpo de Cristo, de modo a respeitar a diversidade de dons e ministérios necessários para uma verdadeira unidade.

Cristo

Na origem da Hierarquia da Igreja Católica Jesus confia as chaves da sua Igreja a S. Pedro

Clero

Existem tarefas, como por exemplo a celebração da Missa (nomeadamente a consagração da hóstia) e dos sacramentos (como o batismo por exemplo), que são exclusivos dos membros do clero (exceptuando os diáconos). Eles podem-se distinguir entre aqueles que compõem o clero regular e o clero secular. O clero está disposto numa hierarquia ascendente, baseado nos 3 graus do Sacramento da Ordem (o Episcopado, o Presbiterado e o Diaconato), que vai desde do simples diácono, passando pelo presbítero, bispo, arcebispo, primaz, patriarca (em casos mais especiais) e cardeal, até chegar ao cargo supremo de Papa. O clero regular tem a sua própria hierarquia e títulos eclesiásticos, sendo ele pelo menos subordinado ao Papa. Todos os ministros sagrados são homens, porque os doze Apóstolos são todos homens e Jesus, na sua forma humana, também é homem. Isto não quer dizer que o papel da mulher na Igreja seja menos importante, mas apenas diferente. Exceptuando em casos referentes aos diáconos e a padres ordenados pelas Igrejas orientais católicas e pelos ordinantes pessoais (estruturas que albergam ex-anglicanos que se converteram ao catolicismo), todo o clero católico é obrigado a observar e cumprir o celibato. Nas Igrejas orientais, o celibato é apenas obrigatório para os bispos, que são escolhidos entre os sacerdotes celibatários.

A actividade e disciplina do clero são reguladas e supervisionadas pela Congregação para o Clero (no caso dos padres e dos diáconos) e pela Congregação para os Bispos (no caso do episcopado). O clero de rito oriental é também supervisionado pela Congregação para as Igrejas Orientais. A Igreja defende que todos os seus Bispos (que são coadjuvados pelos presbíteros e diáconos), devido ao sacramento da Ordem, são os sucessores dos Apóstolos, sendo o Papa o sucessor directo do Apóstolo Pedro Daí a autoridade e primazia que o Papa goza.

Hierarquia simplificada da Igreja Católica
Cristo

Papa

Cardeal
Patriarca
Arcebispo
Bispo
Padre
Diácono
Leigo

 

Episcopado

O Episcopado católico é formado por prelados, que são os ministros sagrados que receberam a totalidade do sacramento da Ordem, sendo por isso considerados como os sucessores directos dos doze Apóstolos. Exceptuando o Papa, que possui jurisdição universal e suprema sobre toda a Igreja Católica, os prelados podem ter jurisdição ordinária ou não sobre as suas respectivas circunscrições eclesiásticas.

Papa

 

 

Francisco, o actual Papa da Igreja Católica (2013- ) e sucessor de São Pedro.

Para os católicos, o Papa é o Sumo Pontífice e chefe da Igreja Católica, o Vigário de Cristo na Terra, o Bispo de Roma e o possuidor do Pastoreio de todos os cristãos, concedido por Jesus Cristo a São Pedro e, consequentemente, a todos os Papas. O Papa é aconselhado e eleito pelo Colégio dos Cardeais e, no governo da Igreja, é assistido pela Cúria Romana. Ele tem a sua sede (a cátedra de Pedro) em Roma e é também periodicamente aconselhado pelo Sínodo dos Bispos. Entre outras funções, o Papa tem a missão de manter a integridade e fidelidade do depósito da fé, corrigindo se for necessário qualquer interpretação errada da Revelação divina vigente na Igreja. Para tal, convoca concílios ecuménicos ou então exerce pessoalmente a Infalibilidade Papal, que é uma prerrogativa dada aos Papas pelo Concílio Vaticano I. Este direito só pode ser usado para questões de  e costumes (moral). Na Igreja Latina e em algumas das Igrejas orientais, só o Papa pode designar os membros acima do nível de presbítero. Todos os membros da hierarquia respondem perante a Santa Sé, que significa o conjunto do Papa e dos dicastérios da Cúria Romana. Toda esta autoridade papal (Jurisdição Universal) vem da  de que ele é o sucessor directo do Apóstolo São Pedro.

 

Cardeal

Cardeais com as suas vestes corais.

Os Cardeais, reunidos no Colégio dos Cardeais, são os conselheiros e os colaboradores mais íntimos do Papa, sendo na sua esmagadora maioria bispos. Aliás, o Papa é eleito, de forma vitalícia (a abdicação é rara) pelo Colégio dos Cardeais. Mas, no entanto, o Papa concedeu no passado a presbíteros destacados (por exemplo, a teólogos) lugares de membro do Colégio, após ultrapassarem a idade eleitoral, desde que eles se “distingam em fé, moral e piedade”. Muitos dos cardeais servem na Cúria Romana, que assiste o Papa na administração da Igreja. Todos os cardeais com menos de 80 anos têm o direito de votar para eleger um novo Papa depois da morte ou renúncia (que é rara) do seu predecessor. A cada cardeal é atribuída uma igreja ou capela em Roma para fazer dele membro do clero da cidade, daí nasceu a classificação de:

  • Cardeal-bispo
  • Cardeal-presbítero
  • Cardeal-diácono
Tarcisio Bertone, um dos atuais cardeais bispos.
Cardeal-presbítero António Augusto dos Santos Marto in 2015

 

 

 

 

 

 

Metade dos Cardeais-Diáconos, num total de 30 nas três Ordens Cardinalícias, criados por João Paulo II no consistório de setembro de 2003

Patriarca

Patriarca ortodoxo siríaco de Antioquia Efrém II.
Patriarca ortodoxo siríaco de Antioquia Efrém II.

Os Patriarcas são normalmente títulos possuídos por alguns líderes das Igrejas Católicas Orientais sui iuris, que, com os seus Sínodos, constituem a instância suprema para todos os assuntos dos Patriarcados Orientais, não excluído o direito de constituir novas eparquias e de nomear Bispos do seu rito dentro dos limites do território patriarcal, salvo o direito inalienável do Papa de intervir em cada caso. Estes patriarcas são eleitos pelos seus respectivos sínodos e  depois reconhecidos pelo Papa. Ao todo, existe na Igreja Católica seis Patriarcas Orientais:

Patriarca Católico Copta de Alexandria

Arcebispo Ibrahim Isaac Sidrak em Estrasburgo, março de 2014.
Arcebispo Ibrahim Isaac Sidrak em Estrasburgo, março de 2014.

Patriarca Católico Sírio de Antioquia

Cathedral of Our Lady of Annunciation Beirut, Lebanon

Patriarca Greco-Melquita de Antioquia, Jerusalém, Alexandria, e de todo o Oriente

Gregorio III, durante uma viagem à Itália, em setembro de 2006
Gregório III, durante uma viagem à Itália, em Setembro de 2006

Patriarca Católico Maronita de Antioquia

Cardeal Mar Bechara Boutros al-Rahi, Patriarca Maronita de Antioquia
Cardeal Mar Bechara Boutros al-Rahi, Patriarca Maronita de Antioquia

Patriarca Caldeu da Babilónia

Luís Rafael I Sako
Luís Rafael I Sako, patriarca católico caldeu da Babilónia e chefe da Igreja Católica Caldeia.

Patriarca Católico Arménio da Cilícia

Grégoire-Pierre XV Agagianian
Décimo quinto patriarca da Cilícia da Igreja Católica Arménia e cardeal da Igreja Romana.
Modelo de um brasão utilizado por um patriarca da Igreja Católica.

Os patriarcas católicos apõem ao respectivo brasão de armas a cruz arquiepiscopal (cruz dupla) e o capelo verde de 30 borlas debruadas a ouro. No caso de serem metropolitas usam também o pálio no brasão. Aos patriarcas de Lisboa e de Veneza foi ainda concedido, como privilégio adicional (outorgado por bula papal), o direito perpétuo de serem nomeados cardeais no consistório seguinte ao da sua investidura no respectivo cargo. Depois da ascensão à dignidade cardinalícia, estes dois prelados latinos passam a ser designados por “cardeal-patriarca”.

Na Igreja Latina, alguns grandes e importantes prelados recebem também o título de Patriarca, apesar de o título ser apenas honorífico e não lhes conferirem poderes adicionais. Logo, eles não têm o mesmo poder que os Patriarcas Orientais. Entre os Patriarcas latinos contam-se o Patriarca Latino de Jerusalém, o Patriarca das Índias Orientais, o Patriarca de Lisboa e o Patriarca de Veneza. Os Patriarcas, quer sejam do rito latino ou do rito oriental gozam de precedência, ainda que apenas a título honorífico, relativamente a todos os Arcebispos (incluindo os Primazes). E o seu pronome é “Vossa Beatitude”.

Arcebispo

Arcebispo Maior Lubomyr Husar da Igreja Greco-Ucraniana (de rito oriental), de 2001 a 2011.
Um arcebispo metropolita.

Os Arcebispos são prelados que, na maioria dos casos, estão à frente das arquidioceses. Se a sua arquidiocese for a sede de uma província eclesiástica (o que pode não acontecer), eles, que tornar-se-iam em arcebispos metropolitas, normalmente têm também poderes de supervisão e jurisdição limitada sobre as dioceses(chamadas sufragâneas) que fazem parte da respectiva província eclesiástica. O título de arcebispo metropolita é também dado a alguns líderes das Igrejas orientais sui iuris que, devido ao seu reduzido tamanho, não puderam ser elevados a Arquidioceses Maiores ou a Patriarcados. Existem também algumas Igrejas orientais sui iuris que, não conseguindo satisfazer determinadas condições, tiveram que contentar-se com o grau de Arquidiocese Maior. Para estas Igrejas, o seu governo é entregue a um Arcebispo Maior, que também é eleito pelo seu respectivo sínodo e depois confirmado pelo Papa. Estes Arcebispos maiores são honorificamente superiores do que os demais Arcebispos da Igreja Católica. Além dos arcebispos metropolitas, existem ainda muitos outros títulos, como por exemplo o título de Arcebispo titular, que é dado a Arcebispos que não têm jurisdição ordinária sobre a sua arquidiocese; e também o de Arcebispo primaz, que é dado a Arcebispos das circunscrições eclesiásticas mais antigas ou representativas de alguns países ou regiões.

Bispo e outros títulos equivalentes

Um Bispo diocesano.

Do grego antigo  episcopos; e do latim episcopus: “inspetor”, “diretor”, “superintendente” ou, literalmente, “supervisor”, de ἐπί (epi), sobre/super + σκοπος (skopos), vista, ou seja, “aquele que vê por cima, pelo alto, que supervisiona”) é um título religioso presente em diversas confissões cristãs, tendo cada uma o seu conceito e suas tradições específicas. Antes do Cristianismo, o termo era utilizado para designar todo tipo de administrador (melhor tradução) nos domínios civil, financeiro, militar e judiciário. Uma mulher é uma episcopisa (porém, no Brasil, é popularmente chamada de bispa).  Os Bispos (Diocesano, Titular, Coadjutor, Auxiliar e Emérito) são os sucessores directos dos doze Apóstolose, por isso, receberam o todo do sacramento da Ordem. Isto conferem-lhes, na maioria dos casos, jurisdição completa sobre os fiéis da sua diocese. Normalmente, só os bispos diocesanos (e os Eparcas, que é o título equivalente de Bispo nas Igrejas católicas orientais) é que gozam deste poder jurisdicional. Hoje, no catolicismo, cada bispo é consagrado por um ou mais bispos de uma cadeia de ordinistas que teoricamente remontam ao tempo para um dos apóstolos de Cristo. Isto chama-se sucessão apostólica. Na linguagem jurídica do direito canon católico, o bispo é chamado Ordinariato local. No protestantismo, é geralmente uma função eleitiva da igreja e não uma ordem sacramental (uma vez que os sacramentos estão em menor número no protestantismo). A sucessão apostólica não é considerada “histórica” (embora por vezes de facto), mas como “espiritual”. Quando uma Igreja Protestante não instituiu um cargo de bispo, é geralmente um presidente (presidente consistório, presidente da igreja) que é eleito e que desempenha funções equivalentes. Além  dos diferentes tipos de Bispos, existem também vários títulos e cargos que, por lei canónica, são equivalentes ao do Bispo diocesano:

Abade Territorial/Abade

"O Abade", na "Dança da Morte" de Hans Holbein.
“O Abade”, na “Dança da Morte” de Hans Holbein.

Prelado Territorial

Um prelado territorial
Um prelado territorial é, no uso católico, um prelado cuja jurisdição geográfica, chamada prelatura territorial, não pertence a nenhuma diocese e é considerada uma igreja particular.

Exarca

Metropolitan Platon (Rozhdestvensky), último Exarca da Geórgia (1915-1917) e primeiro Exarcado do Cáucaso (1917-1918)

Nas igrejas cristãs orientais (ortodoxas, ortodoxas orientais e católicas orientais), o termo “exarca” possui dois sentidos distintos: o substituto de um patriarca ou o bispo que detém autoridade sobre outros bispos sem que seja um patriarca (ou seja, um cargo entre o de patriarca e o de metropolita); e o bispo nomeado para um grupo de fiéis que não é ainda suficientemente amplo ou organizado para constituir uma eparquia ou diocese (ou seja, um cargo equivalente ao de vigário apostólico). O título eclesiástico de exarca desapareceu da Igreja Católica Latina, tendo sido substituído pelo cargo de “primata” ou “vigário apostólico”. No entanto, nas Igrejas Católicas Orientais sui iuris, o título eclesiástico de exarca ainda é usado. Neste caso, o exarca apostólico é um bispo de uma Sé titular a que o Bispo de Roma entregou uma igreja local particular de uma determinada área que não tem o nível de eparchy e que está fora do território original da Igreja Oriental sui iuris. Assim, o posto de exarca apostólico corresponde ao do vigário apostólico no rito latino. Tais exarcos estão diretamente sujeitos à Santa Sé, com supervisão limitada ou diminuída pelo Patriarca, Arcebispo Maior, Metropolitano ou Eparca da Igreja Oriental em causa.

Vigário Apostólico

Prefeito apostólico das Galápagos

Pedro Pablo Andrade Sanchez, O.F.M. (1951-1959). Nascido em Quito , Equador (30 de junho de 1892 – 22 de Novembro de 1973) sob o nome de Luis Reinaldo Andrade Sánchez, filho do Dr. Federico Estanislao Andrade Jaramillo e da Sra. Victoria Sánchez Corral. Assumiu os seus hábitos a 5 de maio de 1912. Fonte: Província de São Francisco de Quito. Os seus irmãos eram: Ricardo, Guillermo Enrique, Cornelio Estanislao, Gabriel Ignacio, Menina Lúcia Andrade Sanchez.

Prefeito Apostólico

A Prefeitura Apostólica de Ulã Bator
A Prefeitura Apostólica de Ulaã-Bator

A Prefeitura Apostólica de Ulã-Bator (em latim: Praefectura Apostolica Ulaanbaatarensis) é uma igreja especial da Igreja Católica na Mongólia. Construída em 1922, depende imediatamente da Santa Sé. A missão sui juris da Mongólia foi fundada em 14 de março de 1922, com o mandado apostólico na Católica Ecclesiae do Papa Pio XI; em 1924 tomou o nome da missão sui iuris d’Ourga (anteriormente Ulaanbaatar). Em 1992, após o fim do comunismo, a Santa Sé e o governo mongol estabeleceram relações diplomáticas e missionários católicos regressaram à Mongólia. Em 30 de abril de 2002, a missão foi erguida na prefeitura apostólica pela bolha papal De universa catoca por João Paulo II. Por ocasião do vigésimo aniversário da missão na Mongólia, foram fundadas duas novas paróquias, a de Santa Sofia, em Ulaanbaatar, e a de Maria, Mãe da Misericórdia em Arvayheer. Em 2017, por ocasião do 25.º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre a Santa Sé e a Mongólia, e o 25.º aniversário da presença da Igreja Católica na Mongólia, foi organizada uma semana de formação em missão para clérigos e leigos, na presença do Padre Ernesto Viscardi.

Administrador Apostólico

D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga
Arcebispo da Igreja Católica, Arcebispo de Braga, Primaz das Espanhas

Jorge Ferreira da Costa Ortiga (Brufe, Famalicão, 5 de março de 1944 arcebispo católico português, actual Arcebispo Primaz de Braga. Entre 1955 e 1967, estudou no pequeno e depois no grande seminário de Braga e foi ordenado padre a 9 de julho de 1967. Serviu então durante um ano como co-operador da Paróquia de São Vítor, em Braga. Estudou na Faculdade de História Eclesiástica da Pontifícia Universidade Gregoriana, da qual se formou em 10 de Outubro de 1970, e continuou os seus estudos para um doutoramento. Entre 1970 e maio de 1971, Jorge Ferreira da Costa Ortiga fez cursos de espiritualidade sacerdotal em Grottaferrata ministrado pelos sacerdotes do Instituto Mystice Corporis. De junho de 1971 a Setembro de 1973, trabalhou em Braga no secretariado da arquidiocese, enquanto cumpria um serviço pastoral em Braga na Igreja dos Terciários do distrito (freguesia) de São José de São Lazaro. Em 1 de Outubro de 1973, foi nomeado reitor da Basílica dos Congregados (igreja convento construída pelos oratorianos no século XVIII), ainda em São José de Sozaro. Ao mesmo tempo, é capelão da irmandade de Nossa Senhora das Dores e de Santa Ana, da mesma basílica. Em 24 de Novembro de 1981, foi nomeado Vigário Episcopal especialmente encarregado do clero, e renovado neste cargo em 1 de Outubro de 1985. Entretanto, tornou-se cinão do capítulo da Catedral de Braga em Março de 1985. Em 9 de Novembro de 1987, João Paulo II nomeou Jorge Ferreira da Costa Ortiga, 43 anos, como bispo titular (em partibus) da Nova Bárbara e bispo auxiliar de Braga. É consagrado na cripta do santuário de Nossa Senhora de Sameiro pelo bispo Eurico Dias Nogueira em 3 de Janeiro de 1988. Em 5 de junho de 1999, João Paulo II nomeou-o arcebispo de Braga, efetivamente nomeado em Julho do ano seguinte. Foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem espanhola de Mérito Civil em 2001.

Ordinário militar

O Tenente-Coronel Capelão Norberto e o Capitão Capelão João Batista Alves de Almeida Júnior, prestando serviço religioso no Haiti em 2010.

Ordinário militar ou Capelão do (francês: chapelain) é um ministro religioso autorizado a prestar assistência e a prestar serviços em comunidades religiosas, conventos, faculdades, universidades, hospitais, prisões, corporações militares e outras organizações ou corporações, e que é geralmente oficializado por um padre ou pastor. Ao longo da história, muitos tribunais e famílias nobres também tiveram o seu capelão.

D. Rui Valério, novo bispo das Forças Armadas e de Segurança. Foto: Patriarcado de Lisboa

No caso de uma corporação militar, fala-se de capelão militar ou capelão castrense. Não administra território geograficamente determinado e está proibido de intervir no governo ou na administração da instituição ou movimento em que assume o seu ministério sacerdote. A sua responsabilidade limita-se às necessidades espirituais e pastorais dos fiéis ao seu cuidado. Entre 1992 e 1993 foi capelão militar no Hospital da Marinha, serviço que assumiu também na Escola Naval, de 2008 a 2011.

Ordinário pessoal

Um ordinariato pessoal para anglicanos é uma estrutura canónica da Igreja Católica projetada para acolher antigos anglicanos convertidos ao catolicismo que queriam manter a sua identidade e um certo grau de autonomia sobre os bispos diocesanos. A sua criação visou ainda integrar estes antigos anglicanos “de forma a manter vivos dentro da Igreja Católica as tradições espirituais, litúrgicas e pastorais da Comunhão Anglicana, como um precioso dom para alimentar a fé dos seus membros e riqueza para partilhar”, desde que essas tradições fossem aprovadas pela Santa Sé. A sua natureza é descrita mais precisamente na Constituição Apostólica Anglicanorum Coetibus de 4 de novembro de 2009 e nas normas complementares da mesma data. Embora com as suas próprias especificidades, estes ordinariatos pessoais pertencem canonicamente à Igreja Católica Latina, uma das 24 Igrejas autónomas sui iuris da Igreja Católica. As paróquias católicas de uso anglicano existiam desde o início de 1980, de acordo com a Disposição Pastoral emitida pelo Papa João Paulo II a pedido da Conferência Episcopal dos Estados Unidos da América. Esta disposição permitiu a criação de paróquias que celebram a liturgia de acordo com a tradição anglicana e que foram servidas pelo clero casado. Estes padres eram ex-padres anglicanos que, quando se converteram ao catolicismo, foram ordenados na Igreja Católica. Mas, ao contrário dos ordinarios pessoais, os católicos do uso anglicano estão sujeitos ao domínio dos bispos diocesanos.

Prelado pessoal

O bispo Álvaro del Portillo foi o primeiro prelado do Opus Dei.

Uma prelazia pessoal é uma instituição da Igreja Católica, criada pelo Concílio Vaticano II, no número 10 do decreto Presbyterorum Ordinis, tornado operacional por Paulo VI, seguindo o motu proprio Ecclesiae Sanctae, 15 de agosto de 1968. Visa assegurar uma distribuição de padres adaptados às necessidades pastorais atuais. É erguida pela Santa Sé para realizar, com grande flexibilidade, uma distribuição de padres para tarefas pastorais específicas. Como se afirma no proprio Eclesial Sanctae: A Sé Apostólica pode legitimamente erguer prelados para atividades pastorais ou missionárias de um caráter particular para o bem de várias regiões ou grupos sociais que precisam de assistência especial. Tem uma lei-quadro nos canões 294 a 297 do Código do Direito Canon da Igreja Latina. A prelatura pessoal consiste, em particular, em padres e déconos do clero secular. Através de convenções estabelecidas com a prelatura, os leigos podem participar nas tarefas apostólicas da prelatura pessoal. (Idem, Can. 296). A título de ilustração, em Opus Dei, a colaboração dos fiéis leigos é regulada por uma ligação contratual que envolve obrigações recíprocas entre o fiel leigo e a prelatura. Opus Dei é atualmente a única prelatura pessoal da Igreja Católica. Com a sua letra Iuvenescit Ecclesia 13 de maio de 2016, a Congregação para a Doutrina da Fé clarifica o caráter associativo e carismático do conceito de prelatura pessoal.

Eclesiástico Superior de uma missão sui iuris

011223-N-2383B-501
Kandahar, Afghanistan (Dec. 23, 2001) — U.S. Navy Chaplain Cmdr. Joseph Scordo of Pleasantville, NY, performs Catholic Mass for U.S. military personnel at a forward operating base in Kandahar, Afghanistan. U.S. military personnel are in Afghanistan conducting missions in support Operation Enduring Freedom. U.S. Navy photo by Chief Photographer’s Mate Johnny Bivera (Released)

O chefe clerical é conhecido como Superior Eclesiástico; ele pode ser um clérigo, bispo, arcebispo ou mesmo um cardeal, mas muitas vezes, se de alto cargo, reside em outro local (nomeadamente em outra diocese ou no Vaticano), quando for sua primeira chefia de gabinete. Uma missão sui juris, ou missão independente, é uma entidade territorial na qual é exercida uma jurisdição pseudo-diocesana da Igreja Católica. É uma forma rara de igreja particular na área da missão, onde há poucos ou nenhum cristão, e onde a missão pastoral está apenas no início da sua fase inicial, chamada implantatio Ecclesi. Não há paróquias nestes territórios, mas capelas em torno de pequenas comunidades cristãs isoladas, nem padres diocesanos, mas apenas missionários. O próximo passo é a formação de uma prefeitura apostólica. Até Abril de 2006, os únicos casos de missões sui iuris (todas elas da Igreja Latina) encontram-se nos seguintes países ou regiões:

  • Na Ásia:
    • Afeganistão
    • Baku (Azerbaijão)
    • Tajiquistão
    • Turcomenistão
  • No Oceano Atlântico:
    • Santa Helena (território), Ascensão e Tristão da Cunha
  • Nas Caraíbas:
    • Ilhas Caimão
    • Turks e Caicos
  • Na Oceânia:
    • Funafuti (em Tuvalu)
    • Tokelau

Administrador Diocesano

Um administrador diocesano é um padre católico encarregado temporariamente de uma diocese que aguarda bispo diocesano, é portanto um Padre escolhido para gerir temporariamente uma diocese à espera da nomeação de bispo. Geralmente uma sede fica vacante quando o bispo titular pede renúncia, seja transferido ou por caso de morte do titular. Para tal eventualidade, o Código de Direito Canónico prevê que o Colégio de Consultores Diocesano se reúnam no prazo de oito dias a contar desde o dia em que a diocese entrou no período vacante a fim de eleger um Administrador Diocesano que dirija os trabalhos da diocese interinamente até que o papa nomei um novo bispo. O administrador diocesano não tem a função de bispo, ele só tem como o dever preparar a diocese para a chegada do novo bispo.

Presbiterato

Presbíteros (ou padres)

Um grupo de presbíteros (ou padres) e diáconos.

Um padre católico, do grego antigo, presbuteros, que significa “velho”, no presbítero latino, é um homem cristão que recebe no momento da sua ordenação, pela imposição das mãos do bispo, a missão de “fazer presente” Cristo entre as pessoas, especialmente por sacramentos como a Eucaristia (Missa), o sacramento da reconciliação ou do perdão (confissão), o sacramento dos doentes. , ensinando como com catecismo, acolhendo ou orientando todos aqueles que se dirigem a ele. O padre é objeto de uma vocação especial que os crentes católicos identificam com um apelo de Deus. O discernimento do apelo ao sacerdócio e a formação do padre é feito no seminário. Se o que os católicos reconhecem como o apelo de Deus é confirmado pelo seminarista e pela Igreja, o seminarista é ordenado um décono e, em seguida, um padre por um bispo. Na Igreja Católica do Rito Latino, desde a Reforma Gregoriana, os padres devem assumir o compromisso de viver no celibato.

Padres católicos em Roma, Itália.

Os  Presbíteros (ou padres) são os colaboradores dos bispos e só têm um nível de jurisdição parcial sobre os fiéis. Isto porque eles não receberam ainda a totalidade do sacramento da Ordem. Alguns deles lideram as paróquias da sua diocese e têm vários títulos (uns honoríficos, outros nem por isso), como por exemplo:

  • Vigário
    • Vigário-Geral, Vigário Judicial, Vigário-Episcopal, agem em nome e com a autoridade do Bispo Diocesano.
  • Monsenhor (título honorífico; não confere quaisquer poderes sacramentais adicionais)
    • Protonotário Apostólico Numerário
    • Protonotário Apostólico Supranumerário
    • Prelado de Honra de Sua Santidade
    • Capelão de Sua Santidade
    • Cónego
    • Arquimandrita (apenas um título honorífico usado nas Igrejas orientais sui iuris)

      Existem dois tipos de padres: religiosos e diocesanos. Os padres religiosos professam os votos religiosos de pobreza, castidade e obediência. Pertencem a uma Congregação Religiosa, como por exemplo os Franciscanos, Salesianos, Scalabrinianos. Vivem uma Regra de Vida própria, com um carisma e vivem em comunidade e são missionários. Já o padre diocesano fica ligado à diocese pela qual foi ordenado. É o colaborador do Bispo diocesano. Não professam os votos. Trabalham quase sempre em sua diocese.

Diaconato

Um diácono

Os Diáconos são os auxiliares dos bispos e possuem o primeiro grau do sacramento da Ordem. São ordenados para o serviço da caridade, da proclamação da Palavra de Deus e para tarefas específicas na liturgia. Existem diáconos temporários (Os celibatários que estão se preparando para o sacerdócio) e permanentes (Homens casados que estão a serviço da Igreja local) segundo rege o Código de Direito Canônico. O ministério do diácono caracteriza-se pelo exercício dos três munus próprios do ministério ordenado, segundo a perspectiva específica da diaconia. Relativamente ao munus docendi, o diácono é chamado a proclamar a Escritura e a instruir e exortar o povo. Isso é expresso mediante a entrega do livro dos Evangelhos, previsto pelo mesmo rito da ordenação. O munus santificandi do diácono exerce-se na oração, na administração solene do batismo, na conservação e distribuição da Eucaristia, na assistência e bênção do matrimônio, na presidência ao rito do funeral e da sepultura e na administração dos sacramentais. Faz-se aqui, uma observação importante: sacramentais não são Sacramentos. Sacramentais são benções e objetos utilizados nos sacramentos. São definições diferentes dentro da Igreja Católica. Isto mostra claramente que o ministério diaconal tem o seu ponto de partida e de chegada na Eucaristia e que não pode reduzir-se a um simples serviço social. Finalmente, o munus regendi exerce-se na dedicação às obras de caridade e de assistência e na animação de comunidades ou setores da vida eclesial, dum modo especial no que toca à caridade cristã. É este o ministério mais típico do diácono. Um casado pode tornar-se diácono permanente, mas um diácono  solteiro (permanente ou temporário) não pode contraír matrimónio. As características da ministerialidade nata do diaconado são, portanto, bem definidas, como se deduz da antiga praxe diaconal e das orientações conciliares (do primeiro ao último Concílio reconhecido pela Igreja).

Leigos e Laicos

Um leigo ou fiel é aquele que não pertence ao clero religioso ou a uma das ordens monásticas da sociedade cristã. Faz parte dos leigos. Na Igreja Católica, as pessoas que, apesar de pertencerem à comunidade dos fiéis, não são responsáveis pelo sacerdócio ministerial, como o “clero”. Esta complementaridade das categorias laicos/clérigos finalmente se tornou, com a lei da separação das igrejas e o Estado que teve lugar em Portugal, em oposição entre os dois: o Estado “secular” já não permite qualquer influência do “clero” nas suas instituições, e especialmente na escola pública. O adjetivo secular, portanto, qualifica o que não pertence à esfera religiosa, laico refere-se a uma regra da vida, ou de uma parte da sociedade, que não está sob o domínio ou influência de um clero, ou qualquer teólogo. Falaremos sobre educação leiga, sociedade leiga, etc. Laico pode referir-se, em particular, a um apoiante ou ativista do secularismo, ou seja, à independência da sociedade civil das instituições religiosas e do domínio religioso em geral. O termo secularista também pode ser usado neste sentido. O secularismo é o princípio da separação entre instituições governamentais e instituições religiosas. Em certo sentido, o secularismo pode afirmar o direito de ser livre do jugo do ensinamento religioso, bem como o direito à liberdade da imposição governamental de uma religião sobre o povo dentro de um estado que é neutro em matéria de crença. Em outro sentido, refere-se à visão de que as atividades humanas e as decisões, especialmente as políticas, devem ser imparciais em relação à influência religiosa. Alguns estudiosos argumentam que a própria ideia do secularismo tende a mudar. O termo laico/secular também tende a ser usado como sinónimo de irreligião, ou indiferença religiosa. A maioria dos membros da Igreja Católica são leigos, que têm a missão de testemunhar e difundir o Evangelho, bem como uma vocação própria a de procurar o Reino de Deus, iluminando e ordenando as realidades temporais segundo Deus, correspondendo assim ao chamamento à santidade e ao apstolado, dirigido a todos os batizados. Mas, mesmo assim, eles podem também participar das mais diversas formas no governo e administração das suas igrejas locais, segundo as disposições hierárquicas. A origem da palavra leigo vem do grego”Laos theon“, que significa o “do povo“. Antigamente com um papel não tão definido, o papel dos leigos foi desenvolvido no Concílio do Vaticano (19621965), gozam de igualdade em relação ao clero, em termos de dignidade, mas não de funções. Desde então, os leigos tornaram-se, como por exemplo, mais activos e dinâmicos na administração das igrejas, na angariação de fundos, na organização e participação de expressões de culto (sendo, como por exemplo, acólitosleitores ou membros da cantoria) e de outras atividades paroquiais ou diocesanas, na catequese, no apostolado, na evangelização, na solidariedade social, entre outras áreas. Na diversidade de funções e ministérios não instituídos que os leigos desempenham na Igreja, existe ainda a função de Ministro extraordinário da comunhão. Actualmente, é frequentemente feita a distinção entre leigos católicos praticantes e católicos não-praticantes, que, segundo quem advoga esta divisão, tende ser cada vez maior nos países desenvolvidos e ocidentais;. Contudo, esta classificação não é secundada pela Igreja Católica, aliás, à luz dos ensinamentos do Magistério da Igreja não faz qualquer sentido, uma vez que, por exemplo, a participação da Missa Dominical é obrigatória, sendo a falta a esta um pecado mortal, que afasta (pelo menos até à confissão) o penitente da graça de Deus. O Segundo Concílio Ecuménico do Vaticano, também conhecido como Concílio Vaticano II, é um poderoso lembrete de que os leigos têm um papel completo na missão da Igreja e que a sua missão especial é santificar o mundo. Assim, o Conselho atribuiu aos leigos uma importante responsabilidade pela proclamação da Palavra de Deus e da evangelização. O decreto sobre o apostolado do leito Apostólio Actuositatem (1965) define precisamente o papel dos leigos na Igreja. Na continuação do Concílio Vaticano II, João Paulo II dará um papel muito importante aos leigos naquilo a que chamou a nova evangelização. Na sua exortação apostólica Christifideles laici (1988), mostra a importância da ação dos leigos para satisfazer a necessidade religiosa num mundo secularizado. Em 7 de Setembro de 2008, durante uma missa no santuário de Nossa Senhora de Bonaria, o Papa Bento XVI lembrou que Maria era a Estrela da nova evangelização e acrescentou: “Que ela o torne capaz de evangelizar o mundo do trabalho, da economia, da política, que precisa de uma nova geração de leigos cristãos empenhados, capazes de procurar com competência e soluções de rigor moral”

As pessoas consagradas, que podem ser leigos, religiosos ou clérigos, normalmente agrupam-se em ordens religiosas ou em institutos laicos, existindo porém aqueles que vivem isoladamente ou até em comunidade aberta, junto dos outros leigos não-consagrados. Eles decidiram tomar uma vida consagrada de modo especial a Deus com a profissão dos conselhos evangélicos: castidade no celibato, pobreza e obediência”. Entre estas pessoas, algumas aceitam levar uma vida de clausura monástica ou conventual. Esta forma de vida é reconhecida e supervisionada pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica (os consagrados de rito oriental são supervisionados pela Congregação para as Igrejas Orientais), sendo classificada pela Igreja Católica como “uma resposta livre a um chamamento particular de Cristo, mediante a qual os consagrados se entregam totalmente a Deus e tendem para a perfeição da caridade sob a moção do Espírito Santo”. Entre os diferentes tipos de consagrados e títulos existentes destacam-se os seguintes:

O Abade e Abadessa (nas Abadias)

Abade com o hábito tradicional.
Abade com o hábito tradicional.
Abadessa com o Hábito tradicional.

A palavra abade, que provém do substantivo latino abbas, abreatis, através da sua forma acusativa abbatem – que, por sua vez, deriva do abade sírio (através do etimismo hebraico ab) – significa pai e tem sido usado como título clerical no Cristianismo, com vários significados (pároco, cura de almas, prelado de mosteiro ou religioso, congregação, etc.), embora se refira, no seu significado original, à vida monástica e a quem governa uma abadia. Na Igreja Ortodoxa e noutras Igrejas Orientais, o título comparável a ele é o de Hegúmenos ou Archmandrite. Em português o feminino é abadessa.

Monge e Monja (nos Mosteiros)

Monges cistercienses
Uma Monja cisterciense.

Santo Antão (v.251- v.356) é considerado o modelo e pai dos monges. Ele vive sozinho, numa ermida, num deserto do Egito depois de ouvir as palavras do evangelho: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres, então vem seguir-me, e terás um tesouro no Céu.” No mundo cristão, seguindo o ensino dos Evangelhos e a tradição dos Pais da Igreja, monges e freiras são homens ou mulheres que seguem Cristo (as ‘sequelas Christi’) e fazem votos de pobreza, castidade e obediência para melhor o imitar. Pela sua vida de oração e contemplação, a grande maioria dos monges e freiras procuram o apoio de uma comunidade religiosa (cenobitismo) e vivem num mosteiro ou convento geralmente longe das cidades. Mas também pode viver sozinho como eremita (Eremita). Monges girostos – que vagueavam do mosteiro para o mosteiro, embora já não fossem permitidos pela Igreja Católica ainda existem.

Frade e Freira (nos Conventos)

Um frade Carmelita
Duas freiras carmelitas

Eremitas (nos Eremitérios)

Santo Antão do Deserto

@ José Caleiro para M.M.H.

Este artigo faz parte de uma série consagrada a, Hierarquias e Coros dos Anjos da Religião Católica Apostólica Romana pode ver o primeiro artigo na linha abaixo:

Hierarquias e Coros dos Anjos da Religião Católica Apostólica Romana, Parte1

Hierarquias e Coros dos Anjos da Religião Católica Apostólica Romana, Parte3